Klimt

31 de julho de 2008

Espelho

Isto parece parvo e talvez seja. Nunca tive espelho em casa, quer dizer, tenho um espelho por cima da cómoda, que dá apenas para ver a minha cara e pescoço. Nunca tive um espelho de corpo inteiro. Não gosto muito de imagem. Mas comprei um para a minha casa. Super saldo no IKEA e com apenas 5 euros comprei um espelho para quando mudar de casa olhar para mim vezes sem conta e tentar encontrar naquela imagem tudo aquilo que dizem sobre ela. Lá está, pode parecer parvo, mas quando se fala de MJ não é parvo, é até um passo digno de referência.
Como todas as entrevistas, esta não foi perfeita. Não sou rápida de raciocínio, os nervos perturbam a agilidade mental e a segurança. Não sou boa a vender-me. Nunca serei. Há que apostar em mim pelo possível potencial. Isso não está à vista. Não é fácil descobrir em mim potencial. Correu normalmente. Não será desta, mas poderá abrir outras portas, futuras oportunidades. Importante foi ter surgido algo. Quando nada acontece, um simples vislumbrar de oportunidade anima a e fortalece a esperança. Surgirão novas oprtunidades. Eu sei que sim. O meu caminho não é este. Será outro. E eu vou percorrer esse caminho. Eu chego lá!

30 de julho de 2008

Amanhã é um dia importante!

Não quero falar muito nisto. Amanhã é um dia muito importante. Focada e acreditando em mim. Vou conseguir!

Sobre o FMM

O FMM foi um misto de sentimentos e momentos. Teve momentos de alegria e diversão, teve momentos de dor e angústia e teve momentos de ausência. Estive ausente do FMM. Estive focada numa única coisa. Queria que acontecesse? Queria. Consegui reagir a essa presença? Não! Sou naturalmente assim. Fecho-me nos meus medos e fragilidades. Sinto-me inferior. Não sou. Não posso ser/reagir assim.

O FMM foi música, mas com um cartaz fraco, bem diferente do ano passado. Foi uma viagem divertida com ultrapassagens loucas a três e algum receio da minha condução, foi tenda com casulos, foi manhã de chuva na tenda, foi dormir ao relento, foi ver-te e encontrar-te noutro registo, foi sentir-me mal, foi divertir-me, beber e estar para além de Bagdad, foi stress e agitação, foi magoar amigos, foi estar fora de mim, foi desejar-te, foi farnelar na tenda e na praia, foi prisão de ventre geral e muita conversa de merda, foi golfinhos e hienas à venda, foi riso e diversão, foi loucura, foi confraternização com um vizinho de tenda que me chamava Mary Jane e que nos oferecia simpaticamente cerveja e whisky cola num convívio saudável e simpático, foi os meus pés pretos de tanta sujidade. Foi bom. Não foi perfeito para mim. Sei que quero loucura, copos, diversão, humor, mas com mais tempero. É isso que quero. Não quero limitar-me apenas a um registo. Quero diversidade. Estive mal em muitos momentos. Sobretudo com os amigos. Sobretudo porque não me aceito. Mas estamos juntos e estaremos. Com toda a nossa diversidade.
Gostei de estar lá porque encerro um capítulo. Porque preciso de gostar de mim. Porque realmente quero muito mais que aquilo. Quero aquilo em grande.
Houve noites frias, dias de praia quente, muitos mergulhos, música, refeições em família e a horários certos, misturas loucas de comida, sandes de frango com queijo derretido pelo calor e regadas a azeite, bolachas barradas com nutela quente pelo sol da praia e comidas com tanta gulodice, galheteiros de cachos de uvas, bebedeiras (uma bem grande e bem divertida para todos, menos para mim que fui para um sítio longínquo) e vómitos, madrugadas, dormir pouco, mãos dadas com ídolos de rádio, escaldões, pequeno-almoço no chão da tenda, borlas nos bilhetes, "rolinhas", houve muita coisa e parece que passámos lá mais dias do que os que efectivamente passámos.

Para mim não foi fácil, mas olhando para trás, o balanço é positivo. Estive mesmo para além de Bagdad. Obrigado por estarem comigo. E desculpem tudo aquilo em que estive mal.

23 de julho de 2008

Estou de férias. Este blog vai estar em repouso até domingo.

Os próximos 4 dias são de...

Festival de Música do Mundo em Sines!

Boa companhia, descanso e loucura!

Sines, aí vamos nós!



22 de julho de 2008

Entreabiu-se uma porta...não a posso deixar fechar.

Estou de férias

Deixem-me respirar e gritar bem alto:

- ESTOU DE FÉRIAS!!

Ok, são só 3 dias. Se contarmos com o fim-de-semana são 5. Mas vou sai daqui. Arejar a cabeça. Alhear-me dos problemas. Esquecer-me da vida. Respirar.

Ai tão bom!!

304 concertos

Hoje actualizei a minha lista de concertos. Tenho 303 concertos assitidos e um número ainda maior de bandas assistidas. Se pensarmos que um festival conta como um concerto para mim, que passam por lá dezenas de bandas, que cada concerto normalmente tem uma 1ª parte e que eu já repeti concertos dos mesmo artistas, mesmo assim isso dá um número considerável de música/músicos. Até a mim me custa a acreditar.

Ainda noutro dia faltava tanto para os 300 concertos. Os 300 iam ser um motivo de celebração.

Mas só hoje actualizei a lista e já passei os 300. Vou a caminho dos 304 agora no Festival de Música do Mundo de Sines. Vão ser 4 dias de muita música e muita diversidade musical.

Tenho imenso orgulho neste meu número. Acho que só mesmo eu. Sinto que é a minha pequena vitória. É difícil explicar.

A quantos concertos terei assistido quando tiver 50 anos? Atingirei a barreira dos 500? Será que algum dia me cansarei?

19 de julho de 2008

Hoje é dia de...

Leonard Cohen no Passeio Marítimo de AlgésAlinhar ao centro

16 de julho de 2008

Alice

Hoje nasceu mais um bébé de 2008. Chama-se Alice.

Mais uma bébé que se vai orgulhar muito da coragem e força da mãe. Não foi fácil, havia riscos e muita preocupação.
Mas ninguém pára a força de uma mulher, de uma mãe. Essa força vai contra tudo e todos. E sai vencedora. Sobretudo quando falamos de duas mulheres, mãe e filha.
A Alice nasceu hoje. Pequenina e ainda muito frágil. Mas cheia desta força que lhe deu vida. E que a tornará ainda mais especial.
E é nestes momentos que mostramos do que somos feitos e onde reside a nossa força.

Olá Alice!Bem-vinda!

Fins de tarde

Ontem fim de tarde nos jardins da Gulbenkian, que tem os passeios cobertos com toldos de panos. E o efeito é bem bonito!

E lá fui eu percorrendo os passeios e com os olhos nos toldos, todos tão coloridos, todos tão diferentes. Com o calor que está soube bem a sombra dos toldos. E soube bem andar por ali sem motivo aparente, apenas porque estava por ali e me apetecia.








14 de julho de 2008

Quando eu morrer

Acho que nunca escrevi isto, apesar de já o ter dito a quem me está mais próximo.

Quando eu morrer, não quero tristezas. Quando eu morrer quero que falem de mim, mas do que de mim se lembram de bom. Quero pequenos discursos com episódios marcantes pela alegria, pela ternura, pelo humor, pelo rídiculo. Quero que sorriam ao me recordarem. Não quero lágrimas. Quero ser cremada. Quero arder ao som das músicas que marcaram a minha vida. Quero os poemas e as palavras da minha vida. Bem alto. Não quero silêncios. Não quero conversas paralelas. Não quero padres com discursos que para mim não fazem sentido. Quero que me recordem. Quero que recordem a minha vida e a minha presença nas vossas vidas. Espero que essas recordações sejam de alegria, de bons momentos. Quero gargalhadas. Não quero tristezas. Não quero que vejam a minha cara sem cor, não quero que me beijem e sintam a minha pele fria. Não quero flores nem terra sobre mim. Não quero que sintam a minha ausência. Quero que me sintam presente.

Mais um adeus

Tenho de ter mais cuidado com o que digo/escrevo. E porquê? Porque quando digo coisas como estas, algo acontece e normalmente não é coisa boa. Como não foi. Não consigo falar mais disto.

Ando cansada e farta.

Sei que não pára por aqui e que este ano é marcado indelevelmente pelas despedidas.

Já não consigo dizer mais nada. Sinto-me vazia.

10 de julho de 2008

9 de julho de 2008

Isto de nada mudar na minha vida..

.. chateia-me.

Preciso de novas emoções, novas coisas a acontecer, novas coisas a descobrir!

8 de julho de 2008

Vem aí mais um embate forte!

Mais um....

Cansaço

Ando tão, tão cansada!! Com a minha colega de baixa não há tempo para respirar!! Sair tarde e ligar o portátil em casa para aceder à rede e trabalhar de casa!

AAAAAIIIIII!!!!

Berbequim

Cá por casa dos pais há barulho de berbequim no andar de cima, móveis a arrastar e coisas (porcas, pregos ou afins) a cair no chão. E sempre das 23h em diante.

Enfim, depois de ouvir reclamações em casas de alguns amigos por causa do excesso de barulho, devo dizer que não é agradável, mas não me incomoda a pontos de me "passar da marmita" e não me tira o sono. Ando tão cansada que acho que dormia em pé.

Podiam escolher outras horas, mas eu sei é apenas um momento.

Enerva-me bastante mais andarem a 70 km na faixa da esquerda e à minha frente!! Isso é que me tira do sério! :-)

4 de julho de 2008

Liberdade

Este momento foi importante.

A libertação de Ingrid Betancourt ao fim de 6 anos.

Ingrid foi sequestrada pelas FARC quando se candidatava à presisdência.

Nesta foto o reencontro com os seus filhos.

Foram libertados mais 11 reféns.

E assim segue o mundo. Impunemente.

2 de julho de 2008

Em resposta às perguntas da Sofia

Sofia, antes de mais muito obrigada!!!

A mesa chegou bem, cabe na sala e fica lindamente! A sala está muito branca, falta decorar e talvez leve alguns ajustes e não fique bem assim, mas a mesa fica lindamente na sala.

E montei-a sozinha hoje à hora de almoço. Não sei como consegui. Fiquei cheia de dores de braços e pernas porque fiz um bocado de esforço, mas consegui.



1 de julho de 2008

Manifesto pro subsídio de férias

A minha proposta é a seguinte: se a maioria dos trabalhadores portugueses está de férias o ano inteiro, o subsídio de férias deveria ser pago todos os meses. Correcto?

Não acham esta minha ideia coerente?

Eu acho, e este mês este acréscimo de dinheiro trouxe-me tanta felicidade!!

Viva o subsídio de férias!!

Assinado

A fã nº 1 do subsídio de férias

Curiosidade

Hoje à minha frente na papelaria, uma senhora dos seus 70 anos, visivelmente cansada da caminhada, pede dois maços de tabaco e diz à senhora da papelaria que vai a um sítio qualquer e precisa de fumar, porque senão faltam-lhe as forças.

E eu pensei cá para mim, no meu tempo o Popeye comia espinafres e ficava cheio de força, e por isso a minha mãe mandava-me comer legumes. Mas afinal estava errada. Devia ter-me dado cigarros. E só hoje, ao fim de 29 anos, é que percebo que devia ter começado a fumar mais cedo. O segredo não eram os legumes. Era o tabaco.

Sorte II

Hoje lá fui eu buscar a mesa a casa da Sofia. Estava com receio que não coubesse no carro, mas com a preciosa ajuda do Nuno (que teve de pôr a Madalena na cama, que estava radiante, com um sorrisso lindo a a palrar toda contente e desatou a chorar por ir para a cama enquanto o pai me ajudava a descer a mesa) coube e lá vim eu estrada fora toda contente.

1º stress: a trepidação do carro. Parecia que estava com o pneu furado e nem queria acreditar que isso me pudesse acontecer. Mas estava tudo ok, era apenas a trepidação da mesa,por ir um pouco em falso. Ao chegar a casa, independente e a pensar que consigo fazer tudo sozinha ( não consigo, mas tento sempre antes), lá tirei a mesa do carro. Quando a pousei no chão, o senhor que estava a estacionar ao meu lado ofereceu-me ajuda. Era um senhor de meia-idade. Perguntou para onde era e lá fomos nós. Ao chegar à entrada do prédio, aproveitei e pedi que me ajudasse a pô-la em casa. Um senhor que estava à porta do café também ofereceu ajuda. Mas o meu ajudante respondeu que não era preciso. Ele é que se tinha oferecido e não lhe custava nada e nem era preciso eu estar a pedir desculpa. E quando a mesa repousou em casa e na despedida, ainda me disse que agora podia descansar. Bem simpático. E eu muito, mas muito agradecida.

E é assim que corre a minha vida, com estes momentos de sorte no timing perfeito. Portanto acho que esta semana o euromilhões é meu, vou conhecer o homem da minha vida e vou ter a oferta ideal de emprego! Bem, pensando melhor, se calhar não, mas estas pequenas coisa fazem-me sorrir.Realmente, às vezes com tão pouco, fazemos tanto pelos outros. E eles nem se apercebem da preciosa ajuda que dão.

Operação Stop

Pela segunda vez este ano, fui parada numa operação STOP. Se da primeira vez escapei do teste do balão, desta vez fui mesmo soprar e apesar de ter bebido um copito, estava longe de acusar excesso de bebida.

Acho que o álcool não quer mesmo nada comigo.! Nem o álcool caramba!

Meia nervosa, lá colaborei com a autoridade. As duas situações tiveram em comum o humor e simpatia do senhor agente, que uma vez mais deu um toque de humor à situação, perguntando se eu sabia o que o valor acusado significava. Meia nervosa, meia baralhada, respondi que não. Ao que o senhor agente responde que significava que ia presa e me iam apreender a viatura. Engraçadinho, hein?
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa