Klimt
24 de março de 2009
Blog Update
Este blog está de regresso e semi-actualizado, mas já é tarde e os updates continuam amanhã.
Vida incerta
«A nossa vida é uma incerteza. Um cego que revoluteia no vazio em busca de um mundo melhor cuja existência é apenas uma suposição»
Virginia Wolf
Virginia Wolf
A ler...
Um dia de cada vez
"Um dia de cada vez" ou "Happy Go Lucky" é o nome do filme que me fez sorrir pela simplicidade, pela forma como Poppy, a personagem principal, leva vida sempre com humor, com alegria, com parvoíce, mas com muita sabedoria. Como o ridículo pode ser atraente, como um sorriso ou uma piada podem quebrar barreiras, como a felicidade é feita de pequenas coisas. Como ser livre e ter uma atitude positiva pode irritar aqueles que se cruzam no nosso caminho, como uma piada sobre os olhos pode apaixonar. Como um filme, que não é uma obra-prima e não pretende sê-lo, pode dar-nos um olhar tão positivo da vida e fazer-nos sair da sala de cinema tão bem dispostos. Vale mesmo a pena.
o PIOR filme de sempre
Vá, não de sempre, mas pelo menos da última década. Intitula-se"Adam Resurrected" é realizado por Paul Schrader, conta no papel principal com o actor Jeff Goldblum e é a maior merda dos últimos tempos. Inacreditavelmente consegui ler boas críticas deste filme e não percebo mesmo como é possível. É que nem a participação do grande Willem Dafoe (motivo que me levou a ir ver esta antestreia, num dia em que rebentava de dores de cabeça) salva o filme.
Fiquei revoltada comigo própria e a sentir-me muito estúpida. Devia ter ido para casa acalmar a selvagem dor que invadia a minha cabeça, mas resolvi perder tempo de vida fechada numa sala a ver um filme estupidamente mau. A forma que encontrei de me revoltar contra o filme, foi aninhar-me na minha cadeira, fechar os olhos e tentar descansar, porque dormir era impossível, depois de ver metade daquele filme ridículo e estupidificante. Enfim, felizmente não paguei...
Fiquei revoltada comigo própria e a sentir-me muito estúpida. Devia ter ido para casa acalmar a selvagem dor que invadia a minha cabeça, mas resolvi perder tempo de vida fechada numa sala a ver um filme estupidamente mau. A forma que encontrei de me revoltar contra o filme, foi aninhar-me na minha cadeira, fechar os olhos e tentar descansar, porque dormir era impossível, depois de ver metade daquele filme ridículo e estupidificante. Enfim, felizmente não paguei...
Em escuta...
23 de março de 2009
O primeiro dia de praia de 2009
Foi no dia 14 de Março, em pleno Inverno, na praia das Bicas no Meco, uma praia a conhecer pela beleza, calma e privacidade. Foi tão repousante...só foi pena não poder dar um mergulho porque o mar estava com correntes muito fortes e as praias nesta altura não estão vigiadas e é melhor não correr riscos. Mas soube tão bem. E depois da praia o entardecer na esplanada a beber uma cervejinha. Que saudade do Verão e dos dias sem horas...
Tem sido dia de...update
No trabalho...
As coisas correm bem, apesar do meu complexo de inferioridade e falta de inteligência me fazerem sentir que estou sempre aquém. O meu medo de falar, de arriscar, de chamar a atenção, a falta de criatividade e o medo, sempre o medo, sempre essa prisão que me faz sentir que não saio da mediania e que me deixa tão frustrada e tão triste comigo.
Mas apesar de toda esta miscelânea de sentimentos com que lido diariamente,tenho de destacar a publicação da minha primeira entrevista a uma banda nacional e a primeira entrevista a uma banda internacional, mais concretamente às Chicks on Speed e esta última não foi nada fácil. Foi presencial, ao vivo e a cores no Lux, ao lado do jornalista e fotógrafa do Blitz, com elas ali mesmoà minha frente e eu cheia de nervos, com o inglês enferrujado, com um nó na barriga e com uma vontade enorme de fugir dali, mas ao mesmo tempo deslumbrada com tudo. Assistir ao ensaio de som das bandas, estar ali com eles, andar de um lado para o outro entre artistas e técnicos, como se nada fosse, mas a sentir-me como uma criança no circo. E no final, entre nervos e alguma gaguez, a entrevista correu bem, entre muitas gargalhadas e muita descontracção.
E isto parece infantil, não parece, é mesmo, mas lá está, esta timidez, ou esta prisão dentro de mim própria deixa-me num estado de nervos difícil de controlar. É que passei a tarde toda antes da entrevista enjoada e ansiosa, sem conseguir concentrar-me em nada. E só penso que já não sei o que hei-de fazer para contornar isto...sou um caso perdido.
Mas apesar de toda esta miscelânea de sentimentos com que lido diariamente,tenho de destacar a publicação da minha primeira entrevista a uma banda nacional e a primeira entrevista a uma banda internacional, mais concretamente às Chicks on Speed e esta última não foi nada fácil. Foi presencial, ao vivo e a cores no Lux, ao lado do jornalista e fotógrafa do Blitz, com elas ali mesmoà minha frente e eu cheia de nervos, com o inglês enferrujado, com um nó na barriga e com uma vontade enorme de fugir dali, mas ao mesmo tempo deslumbrada com tudo. Assistir ao ensaio de som das bandas, estar ali com eles, andar de um lado para o outro entre artistas e técnicos, como se nada fosse, mas a sentir-me como uma criança no circo. E no final, entre nervos e alguma gaguez, a entrevista correu bem, entre muitas gargalhadas e muita descontracção.
E isto parece infantil, não parece, é mesmo, mas lá está, esta timidez, ou esta prisão dentro de mim própria deixa-me num estado de nervos difícil de controlar. É que passei a tarde toda antes da entrevista enjoada e ansiosa, sem conseguir concentrar-me em nada. E só penso que já não sei o que hei-de fazer para contornar isto...sou um caso perdido.
Sem paciência para lojas
Estou mesmo a precisar de roupa e por mais que tente, não consigo comprar nada. Ou porque não gosto, ou porque me fica mal, ou porque estou gorda, ou porque fica largo ou porque não tenho paciência, a verdade é que quando tento ganhar coragem para ir experimentar roupa, coisa para a qual ando sem paciência nenhuma, o resultado é desastroso e saio de lá de rastos. Calças então tem sido um drama. Ou apertam demais, ou ficam largas demais, ou não sobem, ou têm cintura descaída ou isto ou aquilo e nada serve. Despe, veste, volta a despir, volta a despir. Trocam-se os números e os modelos, mas nada, mesmo nada assenta como uma luva. O lado positivo é que não tenho gasto dinheiro nenhum em roupa.
Mas estou mesmo a precisar de roupa e não encontro nada ou não tenho jeito para escolher ou coordenar ou perceber o que devo usar para esconder o que quero esconder e realçar o que pode ser realçado para disfarçar o que deve ser escondido. E isto não tem piada nenhuma, porque uma pessoas quer sentir-se bem consigo própria e não consegue. E ainda por cima quando diariamente vemos pessoas lindas, cheias de bom gosto e muito bem vestidas. Sim, eu sei que não devia ligar nenhuma a isso, e estou armada em fútil, mas acaba por frustrar um bocadinho.
Enfim, dramas parvos de uma miúda parva que devia era crescer e ganhar alguma auto-estima.
Mas estou mesmo a precisar de roupa e não encontro nada ou não tenho jeito para escolher ou coordenar ou perceber o que devo usar para esconder o que quero esconder e realçar o que pode ser realçado para disfarçar o que deve ser escondido. E isto não tem piada nenhuma, porque uma pessoas quer sentir-se bem consigo própria e não consegue. E ainda por cima quando diariamente vemos pessoas lindas, cheias de bom gosto e muito bem vestidas. Sim, eu sei que não devia ligar nenhuma a isso, e estou armada em fútil, mas acaba por frustrar um bocadinho.
Enfim, dramas parvos de uma miúda parva que devia era crescer e ganhar alguma auto-estima.
Ai que fraquinha!
Um destes dias, mais precisamente dois dias depois de fazer 30 anos, levantei-me repentinamente da cama, pronta para ir trabalhar, quando de repente o chão começou a fugir-me, as pernas a falhar e pimba, aterrei novamente na cama, sem saber muito bem o que tinha acontecido. Lá me tentei levantar e lá me apercebi que tinha desmaiado. Não fiquei inconsciente, foi apenas um susto e alguma fraqueza. Ainda me ri sozinha, quando pensei que os 30 anos se tinham manifestado rapidamente. Toma juízo miúda e abranda o ritmo, porque já não tens 20 anos, pensei de imediato.
Lá fui ao centro de saúde ver o que se passava e a primeira coisa que a minha médica me pergunta é se não estaria grávida e eu rrspondi que não, mas a verdade é que ela não estava a acreditar em mim, porque quase me obrigava a fazer um teste de gravidez. Lá me mediu a tensão e verificou que eu estava com a tensão muito baixa. Lá me receitou umas vitaminas, mandou-me beber café e comer açucar e repousar. A parte do açucar foi boa, porque passei nos 'Santinhos' e alambazei-me logo com um delicioso bolo.
Resto do dia passado a repousar e a trabalhar de casa. Resto da semana passado a deitar-me cedo e a medir todos os dias a tensão.
E já estou pronta para outra.
Lá fui ao centro de saúde ver o que se passava e a primeira coisa que a minha médica me pergunta é se não estaria grávida e eu rrspondi que não, mas a verdade é que ela não estava a acreditar em mim, porque quase me obrigava a fazer um teste de gravidez. Lá me mediu a tensão e verificou que eu estava com a tensão muito baixa. Lá me receitou umas vitaminas, mandou-me beber café e comer açucar e repousar. A parte do açucar foi boa, porque passei nos 'Santinhos' e alambazei-me logo com um delicioso bolo.
Resto do dia passado a repousar e a trabalhar de casa. Resto da semana passado a deitar-me cedo e a medir todos os dias a tensão.
E já estou pronta para outra.
E finalmente...
E aos 30 anos...
A passagem fez-se entre amigos, sem um festão, sem celebração especial, mas com aquilo que é mais importante, amizade e amor e aqueles abraços que me fazem sentir tão especial e tão protegida quando estou com vocês.
E houve surpresas e foi difícil conter a lagrimazita...o filme com as fotografias dos amigos, da família, das viagens, dos concertos, as mensagens, os amigos de sempre, as conquistas recentes, os últimos anos da minha vida a desfilar...obrigada às minhas amigas Patrícia e Liliana que em tempo recorde e com poucos recursos me conseguiram surpreender e comover.
E houve livro do Jorge Palma, o aroma de uma vela e um porta-moedas, roupa, pulseiras, fio, camisolas, lenço, mala, um ramo de flores, uma massagem de relaxamento e beijos e sorrisos e carinho.
Foi muito divertido, foi muito bem passado. OBRIGADA por terem partilhado este momento comigo. Sem vocês não teria sido igual. Obrigada pelas prendas, pelos sorrisos, pelas surpresas, pelos brindes, pelos beijos, pelos abraços, pelas palavras, pelas lágrimas. É bom saber que chego aos 30 com tantos amigos à minha volta, com tanta gente que gosta de mim e para quem sou importante. O que fica para trás é a bagagem que carrego comigo. Quero olhar em frente e continuar viagem, com mais rotas, mais percursos, mais pessoas, mais experiência, mais vivências, mais estabilidade, mais serenidade, mais focada, mas igualmente louca, acelerada, bem disposta, atenta, disponível, amiga e espero que a PERCEBER MELHOR QUEM É ESTA RAPARIGA CHAMADA MARIA JOÃO, porque três décadas passadas, as dúvidas, as indefinições e as interrogações são muitas e talvez já não se justifiquem.
E houve surpresas e foi difícil conter a lagrimazita...o filme com as fotografias dos amigos, da família, das viagens, dos concertos, as mensagens, os amigos de sempre, as conquistas recentes, os últimos anos da minha vida a desfilar...obrigada às minhas amigas Patrícia e Liliana que em tempo recorde e com poucos recursos me conseguiram surpreender e comover.
E houve livro do Jorge Palma, o aroma de uma vela e um porta-moedas, roupa, pulseiras, fio, camisolas, lenço, mala, um ramo de flores, uma massagem de relaxamento e beijos e sorrisos e carinho.
Foi muito divertido, foi muito bem passado. OBRIGADA por terem partilhado este momento comigo. Sem vocês não teria sido igual. Obrigada pelas prendas, pelos sorrisos, pelas surpresas, pelos brindes, pelos beijos, pelos abraços, pelas palavras, pelas lágrimas. É bom saber que chego aos 30 com tantos amigos à minha volta, com tanta gente que gosta de mim e para quem sou importante. O que fica para trás é a bagagem que carrego comigo. Quero olhar em frente e continuar viagem, com mais rotas, mais percursos, mais pessoas, mais experiência, mais vivências, mais estabilidade, mais serenidade, mais focada, mas igualmente louca, acelerada, bem disposta, atenta, disponível, amiga e espero que a PERCEBER MELHOR QUEM É ESTA RAPARIGA CHAMADA MARIA JOÃO, porque três décadas passadas, as dúvidas, as indefinições e as interrogações são muitas e talvez já não se justifiquem.
26 de fevereiro de 2009
Último post com 29...
Mudança de década. Não é possível parar o tempo. Se me custa? Sim, custa. Mas venham eles e que me tragam tudo o que esta década não me trouxe. Que me façam sentir e viver tudo o que ainda não senti e vivi. É muito estúpido, mas é como se neste momento fechassem a minha juventude numa caixa e eu não a conseguisse abrir nunca mais. Mas venham os 30 com a força para me fazer abrir a caixa novamente e que a cabeça se mantenha com 20 e que ninguém me obrigue a crescer se eu ainda não quero crescer.
Última noite na casa dos vinte. Foi bom, mas poderia ter sido bem melhor e muita coisa podia ter sido diferente. Mas foi esse percurso que me fez quem eu sou e não há como voltar atrás. É olhar em frente e continuar.
É como o Bowie diz:
"Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time"
Última noite na casa dos vinte. Foi bom, mas poderia ter sido bem melhor e muita coisa podia ter sido diferente. Mas foi esse percurso que me fez quem eu sou e não há como voltar atrás. É olhar em frente e continuar.
É como o Bowie diz:
"Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time"
21 de fevereiro de 2009
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"Quanto mais claro/
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./
Quanto mais compreendo/
Menos me sinto compreendido./
Ó horror paradoxal deste pensar... "
Fernando Pessoa









