Klimt

8 de novembro de 2008

Ai, que dia!

Eu sei que acontece a toda a gente e sobretudo neste Outuno deprimente de dias curtos e frios. Estes dias em que se acorda triste, carente, sensível, em que só apetece um carinho, um abraço, um cafuné, em que nos sentimos sós. E hoje foi um desses dias, de só apetecer enroscar no sofá e não sair de lá e forçar a sair de casa e aproveitar o sol de Outuno na esplanada da praia. E forçar-me a sair à noite sem vontade e sem ânimo, mas sabendo que é preciso sair porque me vou animar, porque sei que me vou rir e divertir, porque sei que ficar em casa não vai ajudar nem melhorar este estado de espírito. E é nestes dias que me sinto realmente sozinha, em que nada faz sentido e me sinto insatisfeita. Apesar de estar tudo bem. Estou tranquila, faço o que gosto, a família está bem, os amigos estão comigo, há muitos concertos e muita coisa a acontecer. Mas hoje eu só queria um cafuné e um aconchego. Hoje não pedia mais nada senão algo simples e reconfortante. Estou mesmo triste.

E agora é sair de casa, porque sei que me vou divertir e que vou chegar a casa com aquele sorrisso e sensação de que é tão bom viver. E é-o de facto. Mas hoje custa só mais um bocadinho.

7 de novembro de 2008

Hoje é dia de...

Freddys Drop no Pavilhão dos Lombos em Carcavelos.

De hoje até dia 15

De hoje até dia 15 de Novembro vou ter concertos todos os dias e isto é um recorde absoluto na minha vida e acaba por ser um pouco assustador porque, apesar de ser tudo o que eu mais desejava na vida, acaba por ser cansativo e desgastante, para alguns concertos acabo por não ter companhia e pergunto-me se um dia não me cansarei, se um dia não acabo por achar tudo igual, por achar que já vi tudo, que nada será capaz de me surpreender. Mas enquanto isso não acontece, vou vivendo em êxtase, muito cansada e sem ter tempo para os amigos e família, nem para mim própria.

Mas e quando tiver filhos e família? É esta passagem de tempo que me assusta...

Mas para já é viver o presente!

By Warhol

"They always say time changes things,

but you actually have to change them yourself."

ANDY WARHOL

6 de novembro de 2008

O Arquipélago da Insónia

"De onde me virá a impressão que na casa, apesar de igual, quase tudo lhe falta?" Esta é a primeira frase do novo livro de Lobo Antunes, O Arquipélago da insónia.

E é com esta frase que sou arrebatada por esta metáfora.

Quem nunca sentiu esta falta em algum momento da vida? Sentir-se um estranho, longe de tudo e de todos.

Nojo

No dia em que só se fala na vitória do primeiro Presidente negro na história nos Estados Unidos, sentou-se na minha carruagem um skin com um blusão em que ostentava orgulhosamente uma suástica e uma bandeira de Portugal. E este senhor causou-me nojo! Sim, estou a ser tão racista quanto ele, mas aquele senhor tem o culto do ódio, assume isso e sente orgulho nisso. Aquele senhor se eu fosse negra, não se sentava ao meu lado. Não lhe interessava nada sobre mim sem ser a minha cor de pele. E para ele eu seria um ser inferior, só por isso.
Apeteceu-me cuspir na cara daquele filho da puta. Sinceramente, foi puro nojo o que senti!

E não se fala noutra coisa

E ainda bem! Porque a palavra é mesmo esta: mudança! E estamos todos a acreditar!

4 de novembro de 2008

Hoje é dia de...

Ladytron no Lux

Go Obama, go!


E há dias assim, em que apesar de andar cansada, não consigo dormir. Leio blogs, sites de música, leio e espero que o sono me chame. E gosto destas noites de avidez, em que apetece fazer tudo.
- Tenho uma lista de filmes que quero ver e séries que quero acompanhar mas não tennho tempo e quando tenho, acabo sempre por fazer outra coisa;
- Tenho a minha casa para continuar a decorar e não tenho tempo para ver lojas, nem comprar molduras, nem mandar fazer fotografias, nem uma série de coisas que planeio fazer naquela casa, como mudar-me. Sim porque ao fim de quase um ano, eu continuo a não viver na minha casa;
- Tenho jantares e saídas e bares que quero fazer/conhecer e há sempre qualquer coisa a acontecer:
- Quero ir a lojas de segunda mão vender roupa que está parada cá por casa e adio;
- Quero ir à Feira da Ladra e à feira biológica do Príncipe Real um sábado de manhã e acabo sempre por adiar;
- Quero organizar fotos e fazer álbuns e nunca mais o faço;
- Quero terminar os nomes dos bébés (e alguns já nem são bébés) e acho que nunca mais vou conseguir;
- Tenho cd's pendentes para escuta;
- Tenho de cortar o cabelo e arranjar as unhas;
- Tenho de marcar novas consultas para mostrar os exames;
- Tenho de fazer um curso de introdução ao jornalismo;
- Tenho de organizar, redecorar, mudar a casa dos meus pais e há um ano que digo que vai ser hoje...mas ainda não foi.

Tenho mil coisas que quero e planeio fazer e não faço. E não sei o que faço ao tempo ou como ele passa por mim, mas a verdade é que não dou por ele e que não páro.

2 de novembro de 2008

Não sei qual é a relação das pessoas com os cemitérios. Sei que ninguém gosta, mas não sei o que se sente, o que se vive, o que se recorda. Eu sinto-me desconfortável. Não me sinto a visitar ninguém e muito menos sinto os meus mais presentes. Pelo contrário, ali sinto-os distantes. E dou por mim a distrair-me com as lápides, as fotografias, as datas e as dedicatórias e sinto-me a invadir a privacidade de algumas pessoas que têm algumas dedicatórias e mensagens mais pessoais. E olho para as fotografias e sinto-me estranha. E a relação dos familiares com aquela peça. O limpar, o decorar, o encher de flores e velas, os terços, as lágrimas, as rezas, a tristeza...
Aquelas pessoas que não conheci têm histórias que terminaram, mas que ali se forçam a algo, quando tudo já acabou e deviam viver apenas na memória e coração de quem as ama. Nada ali faz sentido para mim. Nem o enterrar de um corpo, nem a permanência naquele espaço. Nada.

Ontem foi dia de...

Peter Murphy no Coliseu.


30 de outubro de 2008

Hoje é dia de...

Róisín Murphy no Coliseu

29 de outubro de 2008

Hoje é dia de...

Extreme no Coliseu...Lembram-se há quanto tempo? Só mesmo à borla porque isto já não interessa a ninguém!

Ontem foi dia de...

Cansei de ser Sexy no Coliseu

26 de outubro de 2008

Sábado de calor

Sábado de muito sol e muito calor em pleno final do mês de Outubro. E que melhor forma de aproveitar a tarde do que uma bela esplanada na praia. E ainda por cima com campeonato de surf a acontecer e homens lindíssimos a passearem-se com as suas pranchas. Claro que onde há homens muito giros, há logicamente mulheres igualmente bonitas e tiradas de verdadeiras capas de revistas. Mas frivolidades à parte, soube mesmo bem aquele calor, aquele sol, aquela paisagem, a boa companhia das amigas e o renovar de energias. E não há dúvidas, sou uma privilegiada porque tenho o melhor dos remédios quase à porta de casa. E faz verdadeiros milagres!
E gostava que este fim-de-semana de sol e calor se prolongasse por mais dois dias, ou três, ou quatro...

Sexta-feira foi dia de...

Lemonheads no Santiago Alquimista.




"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa