29 de outubro de 2008
26 de outubro de 2008
Sábado de calor
E gostava que este fim-de-semana de sol e calor se prolongasse por mais dois dias, ou três, ou quatro...
22 de outubro de 2008
Crónica de costumes
Ele actualizou-se e agora a música é hip-hop, ele faz um batuque na caixa em que lhe colocam as moedas e a musiquinha dele é um rap, qualquer coisa como "bon-bon-da-de-de de me au-au-xi-li-ar-li-ar", acompanhado do batuque. Freestyle à séria. Temos rapper!
É muito feio estar a gozar com isto, mas quando o ouvi pela primeira vez não pude deixar de rir! É que é mesmo cómico!
20 de outubro de 2008
Apoio incondicional
Nestes momentos em que a doença do familiar de uma amiga, e não é um familiar qualquer, é uma avó, daquelas avós que fazem parte do nosso esqueleto, da nossa estrutura, do que somos e seremos. Nesses momentos queremos ajudar e fazer tudo, mas pouco podemos fazer. Apenas ligar, uma sms, enviar um abraço apertado, um beijo. Queremos estar presentes. E nesses momentos essas sms valem tanto, mas tanto. Aqueles que como eu sofrem em silêncio, porque só nesse silêncio conseguem viver essa dor dilacerante, sabem o quão importante é aquela meia dúzia de palavras escritas. Porque qualquer tentativa de falar com alguém sobre o que se sente é impossível, é acompanhada por um mar de lágrimas, voz embargada e um soluçar ininterrupto. É impossível falar ou dizer o que se sente, porque o que se sente é tanta dor, tanto sofrimento, tanto medo que não se consegue verbalizar nada. Vive-se em silêncio e com diálogos interiores constantes. E eu percebo o que isso é. O que te quero dizer, o que te queremos dizer é que estamos todos contigo neste momento. Um onda enorme de energia positiva emana de nós para a tua avó, um abraço conjunto e daqueles bem fortes envolve-vos, as nossas mãos enxugam as tuas lágrimas e dão-te a mão. Estou contigo para o que precisares, seja o que for. Descansa. Precisas de ser forte.
Eu sei o que sentes da forma mais dolorosa. E só te posso dizer isto, a esperança existe, no pior cenário. É manter a esperança e estar presente, dar a mão, falar, porque ela percebe-te, lê-te, sente-te. É dar amor.Muito. Sempre.
18 de outubro de 2008
13 de outubro de 2008
10 de outubro de 2008
A crise, a crise, a crise....ah, é verdade, a crise
Eu sei que isto está mau, eu sei que as bolsas estão em queda, eu sei que a minha prestação vai aumentar, que a criseveio para ficar não se sabe até quando, mas deixem-me ignorar, impeçam esta minha ansiedade sempre que ouço estas notícias, deixem-me abolir momentaneamente a palavra crise do meu dicionário.
Mas amanhã e depois de amanhã, e depois, e depois, lá vai estar ela...crise...crise...crise..crise...
7 de outubro de 2008
Na luta política há sempre dois pesos e duas medidas
Pois é, ah e tal confrontar ideologias políticas, ah e tal não falar de vida privada, ah e tal ah e tal.
E agora espreitem isto..
Ah pois é, por aqui se vê quem sabe fazer política!
By the way, I HATE SARAH PALIN!
4 de outubro de 2008
Antepassados
3 de outubro de 2008
Crónica de costumes
No Cais do Sodré, nas escadas que sobem do metro para os comboios está sentada uma senhora de meia-idade, muito forte, com as pernas ligadas com ligaduras (desculpem a redundância). Todos os fins de tarde lá está ela sentada. Num destes dias, eu ia apanhar o comboio e vejo um rapaz negro e jovem a falar com ela. Não percebi bem o que diziam, mas ela falava do problema que tinha nas pernas. Passei e pensei que estava a pedir esmola e a explicar ao rapaz o problema de saúde que tinha. Nem liguei muita importância aquilo.
Tenho uma memória de merda e raramente consigo citar qualquer coisa que leio. Mas tenho uma excelente memória fotográfica. Dificilmente esqueço uma cara.
Hoje lá ia eu para o comboio. E coincidência das coincidências, o rapaz vinha à minha frente. Quando passou pela senhora, parou e perguntou-lhe: "Então como se sente hoje?" E a senhora lá lhe respondeu que se sentia melhor, que estava a recuperar.
Eh pá, e eu fiquei sensibilizada. Aquele rapaz deve passar ali todos os dias e deve perguntar à senhora pela saúde dela. Não faz como eu e os restantes que passa a correr a pensar no comboio que vai apanhar. Pára e dedica alguns momentos de preocupação e de atenção aquela senhora que eu também vejo todos os dias e que todos os dias ignoro.
Novo mundo
A História recente, para mim demasiado recente, fala em 6 milhões de mortos no Holocausto, guerra que afectou o país em causa.
O mundo em que eu vivo está cego, surdo e esquecido. No mundo em que eu vivo algo vai mal.
"(...)I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
(...)
And when this happens, when we allow freedom to ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"
Marthin Luther King
Continuamos anos depois a ter o mesmo sonho....
"Another World" by Antony & The Johnsons
"Another World" by Antony & The Johnsons
O novo single do novo álbum de Anthony, cantor misantrópico, depressivo, melancólico é uma vez mais magnífico. Adoro esta melodia serena, triste e arrepiante, esta voz peculiar e única.
"I need another place...
I need another world..."
Precisamos mesmo de um outro mundo....
Para ouvir e sobretudo sentir!
2 de outubro de 2008
"Mamas vejo eu todos os dias..."
Bom para ele!
Ainda o Benfica - Sporting
Mas bonito, bonito é ver um senhor que não consigo explicar como é fisicamente, mas que é bem pequeno, rídiculo e cómico e que de repente quando o benfica marca, vai para o meio do café numa dança meio esquisita em que abre os braços, manda uma perna de cada vez ao ar, dobra o peito e ajoelha-se. E pormenor importante, tira do bolso, o que me parece alecrim e beija-o efusivamente. Há pois é, em Fernão Ferro é que é!
Crónica de costumes
Numa destas tardes, de regresso a casa, saio do metro e no corredor que antecede as escadas para o comboio ecoa uma voz bem estridente. Não percebo se são gritos ou alguém a cantar, porque é muito ritmado. Aproximo-me e é uma senhora negra com uma t-shirt que diz qualquer coisa sobre Jesus Cristo e que provavelmente está a tentar evangelizar os passageiros apregoando bem alto que Jesus é Vida e Esperança.
Surreal!
Teste à minha paciência
Segunda-feira de manhã, por volta das 9h30, 9h45. Visita a essa casa tão respeitada por todos nós, que é o Banco, mais propriamente a CGD da Parede. Tirei as senhas para o balcão de atendimento do Crédito e para as Caixas. Como era o nº a seguir para o Balcão do Crédito e as Caixas estavam com uma grande demora, aguardei por ser atendida no Crédito. Duas pessoas a atender. Uma delas fica livre e olho para o painel electrónicoà espera que o nº pisque. Espero, espero e nada. A senhora bancária mexe em papelada e pastas. E eu espero. Entretanto outra senhora bancária chama uma colega, mas a colega responde que já tinha ido. A senhora bancária que mexia em papelada pergunta se ela vai sair, a outra responde que sim e lá vai a senhora bancária que me deveria atender a sair rapidamente para o seu pequeno-almoço. E eu sentadinha a pensar no que poderia fazer: barro-lhe o caminho e confronto-a com a sua saída com um cliente à espera e sem nenhum colega para a substituir? Aguardo e escrevo no livro de reclamações? Ou passo-lhe uma rasteira discreta e espero que ela se espalhe no meio do chão? Enquanto pensava em tudo isto ela lá saiu para a sua pausa ou pequeno-almoço. Nada contra. Claro que a senhora tem direito. Mas só neste país, com apenas dois bancários a atenderem, com um cliente à espera é que alguém ignora tudo isto e sai para beber o seu galão, o que é muito urgente, tão urgente que nem pode esperar pelos colegas. É que arrefece. Há que perceber isso. E aquela hora é vê-los entrar e sair em grupos. Nervos, nervos, nervos. E ali fiquei eu à espera.
Mas não fica por aqui. Dirijo-me em seguida às caixas e qual não é o meu espanto quando vejo que está apenas uma caixa em funcionamento. Estão para aí 14 pessoas à espera. Na outra caixa está uma senhora que mexia muito no computador, levantava-se , mexia em papéis e voltava ao computador, se calhar a fazer algo muito importante, mas não haverá mais computadores? E os bancários que estão atrás a fazer não sei o quê, não poderiam abrir mais uma caixa para atender as pessoas, na sua grande maioria pessoas de idade e que aguardam em pé? As pessoas reclamam, claro, mas baixinho. Felizmente, como tinha tirado as duas senhas, fui atendida logo a seguir. E saí a pensar no bizarro desta situação e arrependida por não ter reclamado, mas depois de tanto tempo de espera, não tive tempo para escrever. E é assim que nos desgastamos, enervamos e perdemos tempo à espera.
E nestes momentos pergunto onde estão os coordenadores, chefes desta gente? Provavalmente também a beber a merda do café ou do galão!
Ontem foi dia de...
Quando recebi o e-mail pensei logo em cortar-me. Não queria ir, não conseguia ir. Só ouvia falar em roupas para os apresentadores, músicos a chegar de limusine, pensar em toda em gente em grupo a falar animadamente e eu completamente deslocada, a sentir-me mal. Não era a minha gente, o meu ambiente e ia sentir-me muito tímida e deslocada.
Mas pensei que tinha de quebrar barreiras, testar-me a mim própria e sobretudo não desistir sem tentar. Isto da vergonha e da timidez é muito complicado de gerir...mas este é o meu teste mais difícil de passar, o meu maior medo e há que ultrapassar isto. I'm not a little girl anymore e acaba por se tornar ridículo. Rapariga, tens quase 30 anos! Faz-te uma mulher!
E aceitei. Respondi que estava ali há tão pouco tempo que não esperava ser convidada, mas que iria. A resposta foi: "Claro! Agora és team!" E é assim que me tratam sempre tão bem!!
E lá fui eu com um friozinho na barriga. Cheguei tímida e acompanhada pelo amigo cigarro que nestas alturas dá um jeitaço. Lá me dizem para me juntar ao grupo. As minhas colegas todas lindas. Dois dedos de conversa e vou levantar a pulseira, pulseira que me dá livre acesso à área reservada e a bar aberto. Os artistas nomeados chegam de limusine e a malta da equipa faz de público fervoroso e entre palmas e gritos criamos o ambiente para a chegada dos artistas enquanto os apresentadores lhes fazem uma pequena entrevista à chegada. Depois foi jantar com artistas ali mesmo ao lado. Não troquei uma palavra com nenhum deles, claro. Mas falei com os colegas, libertei-me um pouco mais e foi divertido. Foi estar com eles num ambiente ainda mais informal. Conhecer algumas pessoas que desconhecia (uma está de licença de maternidade e outra trabalha em Milão). Depois do jantar um colega a meter música e festa aberta a toda a gente que por lá passou. Uma amiga, cuja cunhada trabalha numa empresa que trabalha para o nosso canal apareceu por lá e o fim da noite foi passado a falar com elas à porta.
Foi bom ter ido. Prova superada. Hoje até o dia foi mais descontraído. Como tem de ser. Como eles são, descontraídos e divertidos. E eu trabalho ali, portanto há que superar isto.
Custou um bocadinho....mas depois passou.
Terça foi dia de...
28 de setembro de 2008
Faltam 2 dias para Outubro
E neste momento, como está tão próximo, só de pensar nisso dá-me um pequenino aperto no coração....
26 de setembro de 2008
Ceder o lugar nos transportes públicos
Passo a explicar. Transportes públicos e eu sentada confortavelmente. Idoso entra. O que fazer? Segundo o resto da humanidade deve ignorar-se. A mim os meus pais ensinaram-me que devo levantar-me e ceder o meu lugar.
Ontem foi a quarta vez que cedi o meu lugar nos transportes públicos. Acho vergonhoso que ninguém, mas mesmo ninguém ceda o lugar ou dispute a cedência de lugar comigo. O caso mais revoltante foi um dia no comboio em que eu ia sentada do lado da janela com um senhor sentado ao meu lado. Uma senhora aproximou-se e ainda aguardei uns segundos. Como ele não se mexeu, fiz sinal à senhora e levantei-me. Ele levantou-se para me deixar passar e tornou a sentar-se. Já não há cavalheiros? Nem cedeu o lugar à velhota nem tão pouco se voltou para mim e me cedeu o lugar. Sentou-se e ignorou.
Hoje fiz outra experiência no metro. Novamente uma senhora idosa. Parou perto da porta. Estava na dúvida se ela sairia na próxima estação e aguardei. Neste compasso de tempo ninguém se mostrou sensível à situação. Como a senhora não saiu na próxima estação, eu levantei-me para lhe dar o meu lugar, mas ela não aceitou, disse que não era preciso. Ainda insisti, mas ela não quis.
A sério que fico indignada com esta gente! Somos realmente egoístas! Obrigada mãe e pai!Nascidos na aldeia, filhos de agricultores e pouco instruídos, mas souberam educar-me. E não é realmente pelos estudos, nem pelo estatuto social que se vê a educação!
24 de setembro de 2008
Todos os dias...
ODEIO PRAXES!
Sou anti-praxe, acho humilhante, sem humor, ridículo, demodé e de muito mau gosto. E não percebo o objectivo daquilo. Socializar? Divertir? Uma forma de conhecer pessoas? Eh pá, contem-me histórias. Já estou a imaginar as pessoas aqui no emprego novo a colocarem-me um penico na cabeça, pintarem-me a cara, enrolarem-me em papel higiénico, amarrarem-me, mandarem-me virar a roupa do avesso ou perfumarem-me com vinagre. Seria certamente uma bela recepção e acolhimento. E tenho a certeza que seria uma bela forma de nos conhecermos e estabelecer amizades.
Cambada de palermas e energúmenos (acho que se escreve assim...) E em bom português, badamerda para todos esses veteranos armados em superiores. Sois uns merdas e tenho dito!
21 de setembro de 2008
Domingo à tarde
Realmente os nossos roupeiros são um poço sem fundo. Eu pergunto a mim mesma como é possível ter tanta coisa que não uso e algumas que nem sabia que existiam num sítio que abro, mexo e remexo diariamente? Como é isto possível? A minha visão está direccionada ou viciada para ver apenas algumas peças?
Não sei. Mas enchi sacos de coisas que não visto há muito tempo e quase podia jurar que duas delas nunca vesti.
"Forbidden Colurs", David Sylvian
Para recordar sempre uma das músicas da minha vida, daquelas que se ouvirá no meu Adeus, o grande, o gigante, David Sylvian.
Feira
Conclusão, da feira trouxe apenas meias, 2 cintos e 2 lenços, porque foram as únicas coisas que valia mesmo a pena comprar.
Ah e tal a crise, mas não vejo ninguém a baixar os preços nem ninguém a deixar de vender. Cá para mim a crise só me afecta a mim.
20 de setembro de 2008
Coisas que só me acontecem a mim
Mas ********, estas coisas só me acontecem a mim!! Enervo-me e deixo de pensar!
Adolescência
Mas mau, mau são as conversas no comboio.
Ontem, saí do trabalho a estourar de dor de cabeça. Depois do percurso a pé para o metro, que não é assim tão curto, e da longa viagem de metro, com um estranho nublado e repentino abafado lisboeta, lá chego ao Cais Sodré para apanhar o comboio. Só queria estar sogadita com a cabeça encostada ao vidro e chegar a casa. Mas não. Tenho de levar com 7 adolescente nos bancos da frente. Falam das eleições da escola, a lista não ganhou porque x foi bué porca e porque Y disse que lhe entregaram um boletim de voto já preenchido. E depois como eram apenas 7 e cada uma tinha uma ideia mais brilhante que a outra resolveram começar a falar cada vez mais alto, atropelando-se umas às outras com ideias fabulosas como a coluna de som do amigo que é bué boa para as festas, que era muita fixe alugar o pavilhão da escola para festas, arranjar prémios para um campeonato de futebol, um desfile de moda, tinham de começar a juntar dinheiro para a viagem de finalistas, que Loret era bué fixe, porque tem bué bares e bué animação, etc, etc.
Neste momento de grande excitação destas 7 franguinhas eu já estava a fervilhar por dentro e na minha cabeça só estava a imagem de uma mordaça à volta da boca delas. Isto para vos dar uma imagem bem soft. Insuportável, angustiante, foram 20 mns de puro sofrimento e muita histeria. Infelizmente só saíram na Parede, ou seja, uma estação antes da minha. Mas foi puro alívio. Quando a galinhagem delas parou e o silêncio se instalou, nem sei explicar a serenidade que senti. Estava a ficar louca. E melhor ainda foi quando saí do comboio e consegui sentir uma brisa fresca. Não sei o que se passou ontem em Lisboa, mas subitamente o tempo ficou abafado e insuportável. E a minha cabeça a rebentar....
E não, não tenho saudades nenhumas da adolescência. Obrigada por já estar noutra fase.
Rescaldo da primeira semana em novas funções
A minha vida nesta semana tem sido feliz, mas muito cansativa. No primeiro dia, muito trânsito, muito sono, nervos controlados. Chegada ao destino, e apesar de serem já 10h, ninguém se encontrava no escritório. Aguardei a chegada de alguém, depois as apresentações e foi logo começar a trabalhar. Formação de backoffice do site, notícias relevantes, elaboração e validação dos textos e das imagens, eventos, passatempos, etc.. Inserção dos mesmos conteúdos na parte do Mobile. Um sem número de coisas. Preocupação: o trabalho vai ser muito e absorvente. Logo no primeiro dia o visionamente de um vídeo em primeira mão. E eu ali com os olhinhos a brilhar.
Apercebi-me ao longo da semana que a minha função tem um nome pomposo, Digital Media Coordinator, mas basicamente sou assistente e faço tudo o que sai um bocado fora das funções dos meus colegas. Mas se estou a adorar? Estou e muito! O meu hobbie tornou-se o meu trabalho!
Estava habituada a ser eu a receber a notificação por mail quando era vencedora de passatempos, agora sou eu que mando mails a notificar os vencedores. Contradições da vida.
O ambiente é descontraido e informal. Há piadas e palavrões a toda a hora. Há stress e uma linguagem de televisão muito própria e que não é a minha, e que vou ter de fazer um esforço para dominar.
Mas também há coisas negativas. Há muita vergonha da minha parte. Aquelas alturas em que não sei se meto conversa e puxo assunto. Normalmente opto pelo silêncio e dedicação ao trabalho. Mas eles são simpáticos. Convidam para almoçar, perguntam se tudo corre bem e metem conversa. Já me apercebi também que ali não há muitos bilhetes e que há coisas para oferecer, mas que não passarão por mim. Porque antes de mim, estão eles que já são da casa. Há também uma linha muito comercial e popular que tem de ser seguida e que me deixa um pouco limitada, mas também não podia ser perfeito, perfeito. Depois há uma coisa muito parva, mas que me deixa um pouco desconfortável, que é o chamado estilo. Digamos que eu tenho um guarda-roupa um pouco formal. As pessoas que me rodeiam, ou têm um estilo desportivo e confortável ou um estilo fashion. E eu estou ali sem estilo definido e sem ter o que vestir. Vou ter de actualizar o meu guarda-roupa.....
Gostei de alguns pormenores como mails de boas-vindas no primeiro dia, achei curioso o mail dos Recursos Humanos que pedem 2 cartas de recomendação de empregos anteriores e CV, isto só mesmo num canal que tem regulamentação internacional. Gosto de ouvir falar de música de manhã à tarde e de por vezes me sentir uma ignorante, porque ouço falar de coisas que nem conheço. Gosto daquele ambiente divertido. Gosto de estar ali a absorver tudo. Gosto de saber de música e de pouco a pouco eles me reconhecerem isso. Gosto desta aprendizagem, mas não gosto de fazer muitas perguntas, mas forço-me a fazê-las para tudo estar perfeito.
Tento adaptar-me pouco a pouco. Estes dias são sempre difíceis. Não gosto de me sentir inferior a todos eles porque têm umas vivências fabulosas e uma segurança invejável. Eu vou conquistar tudo isso. Claro que nesta fase ele pensam que eu sou um pouco calada e tímida. Mas eles que aguardem, porque eu cheguei para ficar!!LOL!
18 de setembro de 2008
A viver um sonho
Mais tarde farei a actualização.
Mas tudo corre bem.
14 de setembro de 2008
Nova Etapa
Despedida
“A felicidade não é uma estação onde chegamos, mas uma maneira de viajar”.
Margareth Lee Runenk
A minha viagem continua.
De mim ficou lá o meu lugar vazio e o postal que desde o primeiro dia me acompanhou e que me fez acreditar que um dia aconteceria.
Adeus. A MJ não trabalha mais aí.
9 de setembro de 2008
Elogios
Hoje ouvi a coisa mais parva que alguém me poderia dizer nesta fase. O meu director disse-me que esperava que o meu novo emprego corresse mal e que eu teria sempre uma porta aberta. E mesmo sendo a coisa mais parva que me poderia dizer, foi provavelmente o melhor elogio que me poderia fazer. É bom saber que mesmo não sendo insubstituível, porque ninguém o é, o meu lugar, o lugar que eu conquistei é meu. Quando dizem à nossa frente, à colega que nos vai substituir que tem de conseguir ser tão boa quanto eu, porque melhor não conseguirá, sinto-me orgulhosa.
Hoje a noite foi passada a apagar coisas do portátil. Memórias e recordações passaram por mim esta noite. Entrei miúda e tímida. Saio mulher e mais segura.
Fins de tarde
8 de setembro de 2008
Já a pensar em 2009
Hoje andava a pensar num projecto para 2009, ano em que completo 30 aninhos, o que o torna um ano especial. E queria marcar esse ano de alguma forma. Acho que é desta que faço uma tatuagem. Hoje andei o dia todo a pensar nisso, vai-se lá saber porquê. Acho que vou fazer uma pequena tatuagem no pé. A ver vamos. Daqui a uns meses falamos.
Catálogo IKEA 2009
Fiz umas pequenas comprinhas: 2 molduras e os cavaletes para a secretária. Só os cavaletes porque o tampo estava esgotado...oohhh...já ia toda lançada para voltar à montagem de mobiliário....
E agora, até amanhã. Vou só ali para a minha caminha folhear as novidades do catálogo!
Mais um bocadinho de sorte
- Vão pagar-me quase na íntegra a Médis (YYYUUUPPPIIIII!!!)
- O meu colega/chefe está a acumular funções com a MTV Espanha, cheio de trabalho, entre Lisboa e Madrid e diz-me que devido a essa situação vai haver uma restruturação brevemente e que isso pode ser positivo para a minha situação contratual.
Agora Maria João, deixa-te de merdas, chega lá, dá o litro, faz o que sabes fazer bem e sem medos, porque a sorte está do teu lado!!!
Ainda sobre o fim-de-semana
Estava tudo combinado para este ser um fim-de-semana de Avante. Mas não foi. A chuva torrencial que se fez sentir na sexta-feira e o alerta amarelo anunciado para sábado, fizeram com que os bilhetes fossem vendidos, atitude um pouco precipitada da nossa parte. Não se pode acreditar assim na meteorologia!
Sexta-feira dedicada ao aniversário da amiga Rosa Branca. Sem vontade nenhuma de sair de casa (cheia de dores de cabeça e cheia de vontade de me aninhar no sofá a ver um DVD), meto-me à estrada cheia de lençóis de àgua, cheia de carros, conduzindo bem devagarinho e com muito cuidado. Chegada ao ponto de encontro, vamos em direcção ao restaurante, mas quando a aniversariante não sabe onde é o restaurante, a coisa complica-se. A indicação é que se situa na Duque de Loulé. Mas não vemos nenhum restaurante. E lá vou eu com a Marieta procurar o restaurante. Curioso é que naquela Avenida há muitos bares de alterne e clubes de strip. E lá fomos nós, molhadas até aos ossos, perguntar aos porteiros onde é o restaurante X, restaurante que ninguém conhece. Foi um belo tour pelos bares de tão famosa avenida. Desistimos e voltamos ao ponto de encontro. Depois de muita confusão, nomes de restaurante trocados, moradas do restaurante y com o nome x, lá encontrámos um restaurante Goês que não era o inicialmente previsto, mas que serviu na perfeição. Entre comida picante, garrafas de vinho, amigos imaginários e desafios, houve muita risota e animação. A noite continua num bar no Cais Sodré onde não há ninguém para além de nós. Música dos anos 80, empregados que parecem saídos de um filme de terror, conversa bem arisca, imperiais, non sense e muita, muita gargalhada. Rumo ao Tokyo para terminar a noite com mais música dos anos 8o, muita coreografia, desafios e coreografias bem ousadas e novamente muita gargalhada. Chegada ao carro, o alarme não funciona. Não dá sinal de vida e não consigo abrir o carro.Merda, merda! Fico a dormir em casa da Marieta. E foi uma noite cheia de rons rons e arranhadelas. E porquê? Porque as carinhosas e amigáveis gatas da Marieta não quiseram que eu dormisse sozinha e passeavam por mim acima, porque sou fofinha e molinha!
Sábado amanhece solarengo e quente. Boleia para ir buscar a chave que bloqueia o alarme a casa,
almoço fantástico de bacalhau no forno em casa da Marieta e uma vontade enorme de ir ao Avante. Arrependimento pela venda das EP's...Contacto ao pai de uma amiga da Marieta e sorte das sortes, dois bilhetes à borla para sábado. Rumo ao Avante para mais diversão. E foi bom andar no meio da multidão, pelas tascas deste país bebericando e petiscando. E só mesmo vendo a nossa mesa de queijo, presunto e pão que deu para nós, para quem apareceu e ainda sobrou para o dia seguinte. Só foi pena não ter visto a Carolina. É bom estar na Festa que é muito mais que um encontro político. É mesmo uma Festa com boa música, boa comida, boa pinga e boa gente. E que pena não ir no Domingo....
Domingo em casa sem fazer nada. A anhar, a arrumar isto e aquilo. A Cáti convida-me para uma caminhada pelo paredão e uma ida ao Santinni. E que bem que soube. Uma tarde linda e quente, uma paisagem magnífica, excelente companhia, um gelado de comer e chorar por mais, o descomprimir, o relaxar, o serenar. É bom viver aqui, perto do mar.
Regresso a casa e retiro livros das prateleiras. É chegada a hora de começar a esvaziar o quarto.
Venham mais fins-de-semana assim. Cheios de coisas, cheios de beleza, animação e entre amigos
7 de setembro de 2008
4 de setembro de 2008
Elevadores de Lisboa ao som de Jazz
Durante o mês de Setembro alguns elevadores de Lisboa (elevador da Glória, SantaJusta, Bica e Lavra) vão ter como passageiros os sons do Jazz. A iniciativa chama-se "Jazz às onze" e decorrerá nos quatro sábados de Setembro, entre as 11h00h e as 23h00h.
3 de setembro de 2008
Hoje já cheira a Outono
O dia está nublado e escuro. Estamos em Setembro. Começa a anoitecer cedo. Hoje pela primeira vez cheira a Outono. E ele está próximo. E eu odeio o início do Outono. Porque os dias não brilham da mesma forma, o sol não me aquece, eu não sorrio da mesma forma, os dias são mais curtos e parece que duram menos, saio menos, faço menos, sou menos. Sou menos feliz nesta mudança de estação. Gosto de todas as estações do ano. Mas esta passagem de testemunho do Verão para o Outono, dói-me.
Já começo a ficar triste
"Mamma Mia"

Mas o filme começa e somos logo conquistados pela paisagem paradisíaca das ilhas gregas. Só apetece fazer pause no filme e partir. E a partir daí meus amigos, é só diversão. Um filme leve e divertido. Uma banda sonora que se canta do princípio ao fim com o pezinho constantemente a saltitar. Um excelente filme para o fim de Verão. Porque só apetece que ele não acabe. Só apetece partir, fazer coisas parvas e diversão. Dançar, dançar e cantar até não podermos mais. Saí de lá com aquele sorriso parvo, de quem está feliz apenas porque está. Como vemos no filme, os momentos felizes são simples. Um mergulho com os amigos, uma paixão, uma noite de copos e diversão, um jantar, uma celebração, uma canção, os amigos, a família.
E depois há esta senhora. E esta senhora é….assim qualquer coisa que não sei bem adjectivar. Adoro-a no registo dramático (o que eu chorei no “África Minha” e n’«As Pontes de Madison County») e adorei-a no registo cómico e musical. A beleza e a frescura desta grande actriz! E a beleza de quem não tem um rosto tipicamente belo, mas que tem aquela beleza que vem de dentro, da força, da inteligência, do magnetismo, da doçura. E durante o filme só pensava que queria ser como aquelas 3 amigas, quero ter 50 anos com aquele brilho, alegria e espírito adolescente. Com momentos vividos para recordar e rir, com palermices para recordar e não acreditar que aconteceram. Quero saltar na cama e sentir-me jovem novamente. Este filme é tão simples, tão simples, que na sua simplicidade me faz querer tão pouco e nesse tão pouco sentir-me tão bem.
E hoje, a noite e os sonhos foram ao som de “ You can dance, you can jive, having the time of your life/uuuuuu/See that girl, watch that scene, digging the Dancing Queen (...)". E porquê? Porque meus amigos, a seguir ao filme, tivémos uma sessão de Karaoke em que foram entoados muitos destes clássicos dos Abba. Não conseguia parar de cantar e de dançar. Estava possuída pelo espírito dos Abba. Desceu em mim e ficou. No regresso a casa, rádio desligado, prego a fundo Marginal afora e a minha voz de rouxinol a cantar estridentemente as músicas dos Abba! Ridícula? Infantil? Quem eu? Nããããããooooo!!!!
2 de setembro de 2008
Killers
"Temos bandas amigas que nos dizem que se trata de um grande local para tocar. Queremos muito ir a Portugal".
E eu só penso, sim, por favor venham!!
Como se faz política
"I think people's families are off-limits, and people's children are especially off-limits. This shouldn't be part of our politics. It has no relevance to Gov. Palin's performance as governor or her potential performance as a vice president."
Ainda há políticos que gostam de confrontos por ideiais e causas políticas e que não optam pelo caminho do facilitismo e escandâlos da vida privada. Eu estou mesmo fã deste senhor.
1 de setembro de 2008
O meu cobertor
sempre os amigos..
29 de agosto de 2008
27 de agosto de 2008
??
26 de agosto de 2008
Neste fim-de-semana
20 de agosto de 2008
Fecha-se um ciclo
Last Goodbye
"this is our last goodbye
i hate to feel the love between us die
but it's over
just hear this and then i'll go
you gave me more to live for
more than you'll ever know
this is our last embrace
must i dream and always see your face
(...)"
Jeff Buckley
19 de agosto de 2008
Mais um Adeus
Ontem fez anos. Hoje abandonou-nos.
Em 3 meses perdi 3 pessoas. Duas delas muito importantes na minha vida.
Sempre gostei que me mexessem no cabelo. Sempre que as tinha perto de mim, e quando saia do banho, pedia-lhes que me penteassem os cabelos. Elas adoravam.
Isto destabiliza-me. Fico com aqueles acessos de loucura e de raiva. Só elas eu consegui beijar depois de mortas. Aquela pele macia, agora tão fria.Nem uma lágrima. Apenas a raiva e a dor. Neste momento feliz que atravessava... Volta tudo à normalidade, mas não sei o que é a normalidade sem eles. Fecha-se um ciclo. Espero que este seja um bom ciclo. Espero conseguir. Espero que estejam todos comigo. Vocês estarão sempre comigo.
Já perdi muito este ano. Perdi o que de mais valioso alguém pode perder. Pessoas que me amavam incondicionalmente. E que fizeram muito por mim. Sei que estive com elas sempre que precisaram. Só me arrependo de não ter estado contigo nestes últimos dias. Mas não posso voltar atrás. E eu sei que tu sabes que eras para mim uma segunda avó.
Adeus. Espero que seja o último adeus dos próximos tempos. Não aguento mais despedidas.
14 de agosto de 2008
Este fim-de-semana vai ser de...
13 de agosto de 2008
12 de agosto de 2008
Decisão tomada
Amanhã dia de comunicação oficial e negociação da saída.
11 de agosto de 2008
A partir vidro
1ª moldura -Moldura enorme de clips. Ao pegar no vidro e e devido às grandes dimensões e ao facto de euter pegado no vidro com apenas um mão e sem apoio nenhum, o vidro quebrou ao meio.
2ª moldura - Moldura de clips de menores dimensões. Depois de pronta é colocada no chão, onde minutos depois, ao levantar-me do sofá, a piso com este meus pés que suportam um corpinho com peso pluma
3ª moldura - Ao levar várias coisas nas mãos para casa, e em vez de colocar a caixa com a moldura num saco para a transportar de forma mais segura, o que aconteceu foi que a caixa abriu com o peso da moldura, e a moldura caiu directamente nas escadas do prédio (diga-se de passagem, que era uma moldura bem bonita)
Um acontecimento inédito e digno de constar no blog. Em dois dias, 3 molduras partidas e inutilizadas? Inacreditável!
É urgente
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."
Eugénio de Andrade
"O Escafandro e a Borboleta"
"Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um homem apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória."
Esta história é verídica. Vejam o trailer.
A ver proximamente.
Fim-de-semana
10 de agosto de 2008
Gosto
O que me faz sentir feliz?
Neste momento sou muito feliz nesta independência, neste rumo que me leva sozinha a enfrentar desafios e a ultrapássá-los, dependendo apenas de mim.
O que me fará feliz? Tanta, tanta coisa! O Futuro revelar-se-á. Mas por agora, e faltando tanta coisa, eu estou feliz.
9 de agosto de 2008
A melhor das notícias
O meu sonho a realizar-se. O novo ciclo a iniciar-se. A esperança a renascer. A mudança a acontecer.
O meu sorriso era o maior dos sorrisos. Apetecia-me gritar, pular, dizer a toda a gente, mas como estava no trabalho tive de guardar toda a minha felicidade dentro de mim. Há pormenores a acertar, condições a aceitar ou a negociar. Ainda disse que cancelava a ida ao Sudoeste, mas combinou-se para segunda ao almoço. Foi tudo tão repentino que até me custa a acreditar. É que fui eu, fui mesmo eu a escolhida!
Só para dizer que fui mesmo ao Sudoeste
7 de agosto de 2008
Bjork
Este fim-de-semana vai ser de...
Ainda não é bem certo. Está tudo pronto e eu pronta a sair hoje do trabalho e partir. Mas ainda falta saber se há bilhetes à borla ou não. E isso só só sei lá mais para a tarde. Mas mantendo a onda positiva, vamos acreditar que tudo se vai arranjar e que rumarei à Zambujeira do Mar.
Até Domingo!

5 de agosto de 2008
Sou mesmo tuga...
"Não acredito muito nessa ideia de que os portugueses são, colectivamente, pessimistas. Mas olhando para a rua, é verdade que descubro um grau de insatisfação ou de queixume ou frustação superior ao dos restantes países. Tudo isso são atitudes muito inseguras."
António Barreto in Meia Hora
Ser maior
3 de agosto de 2008
Sobre mim
Uma coisa que nunca pode faltar na minha mala são pastilhas. Tenho de ter sempre pastilhas e à semelhança do vício do tabaco, se vejo que já só tenho um pacote e que restam poucas pastilhas, tenho de ir a correr comprar mais pastilhas. Não consigo andar sem pastilhas. Noutro dia vinha a pensar nisso e em qual seria a razão e não cheguei a nenhuma conclusão. Sou viciada em pastilhas e não percebo porquê.
Fim-de-semana
Deu para descansar, para ir passear a Azeitão, para ir almoçar fora com os meus pais, para organizar fotografias que aguardavam há meses na confusão de uma pasta perdida no portátil ( e ainda ficaram algumas por organizar), para estar e conversar com o pai e com a mãe, para fazer uma sardinhada de domingo com amigos dos meus pais e comer à séria, para preparar a entrevista de amanhã, para pensar na vida, para dormir e parece que quando posso dormir nunca consigo dormir tudo o que quero, para ler o Ipsilon e o Expresso, para descansar.
E soube bem. Estar no terraço e sentir a brisa e o tempo sem tempo.
2 de agosto de 2008
Um exemplo a seguir
publico.pt
Realmente há formalidades que não se justificam...Adorei a ideia!
1 de agosto de 2008
31 de julho de 2008
Espelho
30 de julho de 2008
Amanhã é um dia importante!
Sobre o FMM
O FMM foi música, mas com um cartaz fraco, bem diferente do ano passado. Foi uma viagem divertida com ultrapassagens loucas a três e algum receio da minha condução, foi tenda com casulos, foi manhã de chuva na tenda, foi dormir ao relento, foi ver-te e encontrar-te noutro registo, foi sentir-me mal, foi divertir-me, beber e estar para além de Bagdad, foi stress e agitação, foi magoar amigos, foi estar fora de mim, foi desejar-te, foi farnelar na tenda e na praia, foi prisão de ventre geral e muita conversa de merda, foi golfinhos e hienas à venda, foi riso e diversão, foi loucura, foi confraternização com um vizinho de tenda que me chamava Mary Jane e que nos oferecia simpaticamente cerveja e whisky cola num convívio saudável e simpático, foi os meus pés pretos de tanta sujidade. Foi bom. Não foi perfeito para mim. Sei que quero loucura, copos, diversão, humor, mas com mais tempero. É isso que quero. Não quero limitar-me apenas a um registo. Quero diversidade. Estive mal em muitos momentos. Sobretudo com os amigos. Sobretudo porque não me aceito. Mas estamos juntos e estaremos. Com toda a nossa diversidade.
Gostei de estar lá porque encerro um capítulo. Porque preciso de gostar de mim. Porque realmente quero muito mais que aquilo. Quero aquilo em grande.
Houve noites frias, dias de praia quente, muitos mergulhos, música, refeições em família e a horários certos, misturas loucas de comida, sandes de frango com queijo derretido pelo calor e regadas a azeite, bolachas barradas com nutela quente pelo sol da praia e comidas com tanta gulodice, galheteiros de cachos de uvas, bebedeiras (uma bem grande e bem divertida para todos, menos para mim que fui para um sítio longínquo) e vómitos, madrugadas, dormir pouco, mãos dadas com ídolos de rádio, escaldões, pequeno-almoço no chão da tenda, borlas nos bilhetes, "rolinhas", houve muita coisa e parece que passámos lá mais dias do que os que efectivamente passámos.
Para mim não foi fácil, mas olhando para trás, o balanço é positivo. Estive mesmo para além de Bagdad. Obrigado por estarem comigo. E desculpem tudo aquilo em que estive mal.




















