Klimt

26 de outubro de 2008

Sábado de calor

Sábado de muito sol e muito calor em pleno final do mês de Outubro. E que melhor forma de aproveitar a tarde do que uma bela esplanada na praia. E ainda por cima com campeonato de surf a acontecer e homens lindíssimos a passearem-se com as suas pranchas. Claro que onde há homens muito giros, há logicamente mulheres igualmente bonitas e tiradas de verdadeiras capas de revistas. Mas frivolidades à parte, soube mesmo bem aquele calor, aquele sol, aquela paisagem, a boa companhia das amigas e o renovar de energias. E não há dúvidas, sou uma privilegiada porque tenho o melhor dos remédios quase à porta de casa. E faz verdadeiros milagres!
E gostava que este fim-de-semana de sol e calor se prolongasse por mais dois dias, ou três, ou quatro...

Sexta-feira foi dia de...

Lemonheads no Santiago Alquimista.




22 de outubro de 2008

Apetecia-me....

algo!

Está frio!




Crónica de costumes

Sabem aquele rapaz cego que anda a pedir no Metro e que tinha uma musiquinha que dizia qualquer coisa como "tenha a bondade de me auxiliar", sendo que este auxiliar era dito em crescendo. Lembram-se dele?
Ele actualizou-se e agora a música é hip-hop, ele faz um batuque na caixa em que lhe colocam as moedas e a musiquinha dele é um rap, qualquer coisa como "bon-bon-da-de-de de me au-au-xi-li-ar-li-ar", acompanhado do batuque. Freestyle à séria. Temos rapper!

É muito feio estar a gozar com isto, mas quando o ouvi pela primeira vez não pude deixar de rir! É que é mesmo cómico!

20 de outubro de 2008

Apoio incondicional

Nestes momentos em que a doença do familiar de uma amiga, e não é um familiar qualquer, é uma avó, daquelas avós que fazem parte do nosso esqueleto, da nossa estrutura, do que somos e seremos. Nesses momentos queremos ajudar e fazer tudo, mas pouco podemos fazer. Apenas ligar, uma sms, enviar um abraço apertado, um beijo. Queremos estar presentes. E nesses momentos essas sms valem tanto, mas tanto. Aqueles que como eu sofrem em silêncio, porque só nesse silêncio conseguem viver essa dor dilacerante, sabem o quão importante é aquela meia dúzia de palavras escritas. Porque qualquer tentativa de falar com alguém sobre o que se sente é impossível, é acompanhada por um mar de lágrimas, voz embargada e um soluçar ininterrupto. É impossível falar ou dizer o que se sente, porque o que se sente é tanta dor, tanto sofrimento, tanto medo que não se consegue verbalizar nada. Vive-se em silêncio e com diálogos interiores constantes. E eu percebo o que isso é. O que te quero dizer, o que te queremos dizer é que estamos todos contigo neste momento. Um onda enorme de energia positiva emana de nós para a tua avó, um abraço conjunto e daqueles bem fortes envolve-vos, as nossas mãos enxugam as tuas lágrimas e dão-te a mão. Estou contigo para o que precisares, seja o que for. Descansa. Precisas de ser forte.

Eu sei o que sentes da forma mais dolorosa. E só te posso dizer isto, a esperança existe, no pior cenário. É manter a esperança e estar presente, dar a mão, falar, porque ela percebe-te, lê-te, sente-te. É dar amor.Muito. Sempre.

Ontem foi dia de...

dEUS na Aula Magna

18 de outubro de 2008

13 de outubro de 2008

No sábado foi dia de...

Os Pontos Negros no Musicbox.


10 de outubro de 2008

A crise, a crise, a crise....ah, é verdade, a crise

A sério, vou deixar de ver telejornais, ver as primeiras páginas dos jornais e ouvir notícias na rádio.

Eu sei que isto está mau, eu sei que as bolsas estão em queda, eu sei que a minha prestação vai aumentar, que a criseveio para ficar não se sabe até quando, mas deixem-me ignorar, impeçam esta minha ansiedade sempre que ouço estas notícias, deixem-me abolir momentaneamente a palavra crise do meu dicionário.

Mas amanhã e depois de amanhã, e depois, e depois, lá vai estar ela...crise...crise...crise..crise...

7 de outubro de 2008

Na luta política há sempre dois pesos e duas medidas

Lembram-se deste post?

Pois é, ah e tal confrontar ideologias políticas, ah e tal não falar de vida privada, ah e tal ah e tal.

E agora espreitem isto..



Ah pois é, por aqui se vê quem sabe fazer política!

By the way, I HATE SARAH PALIN!

4 de outubro de 2008

A notícia triste é que...

acho que voltei a fumar, assim à séria...

Vote! Vote! Vote!

Antepassados

Este é o registo fotográfico mais antigo da minha família.
Em cima a minha avó e o meu avô. Em baixo, da esquerda para a direita, a minha tia avó Olinda, o meu tio Manuel e a minha bisavó Luísa.
Três gerações representadas e já ninguém vivo.


3 de outubro de 2008

Crónica de costumes

Momentos peculiares passam pelos meus olhos.

No Cais do Sodré, nas escadas que sobem do metro para os comboios está sentada uma senhora de meia-idade, muito forte, com as pernas ligadas com ligaduras (desculpem a redundância). Todos os fins de tarde lá está ela sentada. Num destes dias, eu ia apanhar o comboio e vejo um rapaz negro e jovem a falar com ela. Não percebi bem o que diziam, mas ela falava do problema que tinha nas pernas. Passei e pensei que estava a pedir esmola e a explicar ao rapaz o problema de saúde que tinha. Nem liguei muita importância aquilo.
Tenho uma memória de merda e raramente consigo citar qualquer coisa que leio. Mas tenho uma excelente memória fotográfica. Dificilmente esqueço uma cara.
Hoje lá ia eu para o comboio. E coincidência das coincidências, o rapaz vinha à minha frente. Quando passou pela senhora, parou e perguntou-lhe: "Então como se sente hoje?" E a senhora lá lhe respondeu que se sentia melhor, que estava a recuperar.
Eh pá, e eu fiquei sensibilizada. Aquele rapaz deve passar ali todos os dias e deve perguntar à senhora pela saúde dela. Não faz como eu e os restantes que passa a correr a pensar no comboio que vai apanhar. Pára e dedica alguns momentos de preocupação e de atenção aquela senhora que eu também vejo todos os dias e que todos os dias ignoro.

Novo mundo

No mundo em que eu vivo, esta semana o partido nacionalista austríaco ganhou as eleições legislativas.

A História recente, para mim demasiado recente, fala em 6 milhões de mortos no Holocausto, guerra que afectou o país em causa.

O mundo em que eu vivo está cego, surdo e esquecido. No mundo em que eu vivo algo vai mal.

"(...)I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
(...)
And when this happens, when we allow freedom to ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"

Marthin Luther King

Continuamos anos depois a ter o mesmo sonho....

"Another World" by Antony & The Johnsons

"Another World" by Antony & The Johnsons

O novo single do novo álbum de Anthony, cantor misantrópico, depressivo, melancólico é uma vez mais magnífico. Adoro esta melodia serena, triste e arrepiante, esta voz peculiar e única.

"I need another place...

I need another world..."

Precisamos mesmo de um outro mundo....

Para ouvir e sobretudo sentir!

2 de outubro de 2008

"Mamas vejo eu todos os dias..."

Segunda-feira, médico. Estou a ser atendida pelo meu médico, semi-despida e em observação e entra outro médico pela sala dentro, sem bater. Vendo o meu espanto e desconforto e achando normalissimo, diz-me: "Não se preocupe menina, mamas vejo eu todos os dias, centenas delas."

Bom para ele!

Ainda o Benfica - Sporting

Estava em Fernão Ferro e fui com o meu pai e tio ver o jogo ao café. Só homens à espera de ver o jogo. Sou a única mulher presente. E claro, os castiços do costume. O habitual, que comenta tudo e mais alguma coisa e que passa o jogo inteiro com a mesma piada e ironia e repete-a insistentemente. A única particularidade deste senhor é que tem uma voz que parece um trovão. Ele não fala alto. Ele abre a boca e troveja. Até me assustou ao princípio. Nunca ouvi nada assim.
Mas bonito, bonito é ver um senhor que não consigo explicar como é fisicamente, mas que é bem pequeno, rídiculo e cómico e que de repente quando o benfica marca, vai para o meio do café numa dança meio esquisita em que abre os braços, manda uma perna de cada vez ao ar, dobra o peito e ajoelha-se. E pormenor importante, tira do bolso, o que me parece alecrim e beija-o efusivamente. Há pois é, em Fernão Ferro é que é!

As mudanças foram adiadas

Não há tempo.
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa