Klimt

2 de outubro de 2008

As mudanças foram adiadas

Não há tempo.

Crónica de costumes

Este vai ser um post recorrente. É que as minhas andanças pela cidade e pelos transportes públicos, têm muito que contar.
Numa destas tardes, de regresso a casa, saio do metro e no corredor que antecede as escadas para o comboio ecoa uma voz bem estridente. Não percebo se são gritos ou alguém a cantar, porque é muito ritmado. Aproximo-me e é uma senhora negra com uma t-shirt que diz qualquer coisa sobre Jesus Cristo e que provavelmente está a tentar evangelizar os passageiros apregoando bem alto que Jesus é Vida e Esperança.

Surreal!

Teste à minha paciência

Teste à minha paciência que como bem sabeis, é muita.

Segunda-feira de manhã, por volta das 9h30, 9h45. Visita a essa casa tão respeitada por todos nós, que é o Banco, mais propriamente a CGD da Parede. Tirei as senhas para o balcão de atendimento do Crédito e para as Caixas. Como era o nº a seguir para o Balcão do Crédito e as Caixas estavam com uma grande demora, aguardei por ser atendida no Crédito. Duas pessoas a atender. Uma delas fica livre e olho para o painel electrónicoà espera que o nº pisque. Espero, espero e nada. A senhora bancária mexe em papelada e pastas. E eu espero. Entretanto outra senhora bancária chama uma colega, mas a colega responde que já tinha ido. A senhora bancária que mexia em papelada pergunta se ela vai sair, a outra responde que sim e lá vai a senhora bancária que me deveria atender a sair rapidamente para o seu pequeno-almoço. E eu sentadinha a pensar no que poderia fazer: barro-lhe o caminho e confronto-a com a sua saída com um cliente à espera e sem nenhum colega para a substituir? Aguardo e escrevo no livro de reclamações? Ou passo-lhe uma rasteira discreta e espero que ela se espalhe no meio do chão? Enquanto pensava em tudo isto ela lá saiu para a sua pausa ou pequeno-almoço. Nada contra. Claro que a senhora tem direito. Mas só neste país, com apenas dois bancários a atenderem, com um cliente à espera é que alguém ignora tudo isto e sai para beber o seu galão, o que é muito urgente, tão urgente que nem pode esperar pelos colegas. É que arrefece. Há que perceber isso. E aquela hora é vê-los entrar e sair em grupos. Nervos, nervos, nervos. E ali fiquei eu à espera.
Mas não fica por aqui. Dirijo-me em seguida às caixas e qual não é o meu espanto quando vejo que está apenas uma caixa em funcionamento. Estão para aí 14 pessoas à espera. Na outra caixa está uma senhora que mexia muito no computador, levantava-se , mexia em papéis e voltava ao computador, se calhar a fazer algo muito importante, mas não haverá mais computadores? E os bancários que estão atrás a fazer não sei o quê, não poderiam abrir mais uma caixa para atender as pessoas, na sua grande maioria pessoas de idade e que aguardam em pé? As pessoas reclamam, claro, mas baixinho. Felizmente, como tinha tirado as duas senhas, fui atendida logo a seguir. E saí a pensar no bizarro desta situação e arrependida por não ter reclamado, mas depois de tanto tempo de espera, não tive tempo para escrever. E é assim que nos desgastamos, enervamos e perdemos tempo à espera.
E nestes momentos pergunto onde estão os coordenadores, chefes desta gente? Provavalmente também a beber a merda do café ou do galão!

Ontem foi dia de...

Festa lá do trabalho com direito a jantar para as pessoas da casa e para os músicos nomeados para o prémio.

Quando recebi o e-mail pensei logo em cortar-me. Não queria ir, não conseguia ir. Só ouvia falar em roupas para os apresentadores, músicos a chegar de limusine, pensar em toda em gente em grupo a falar animadamente e eu completamente deslocada, a sentir-me mal. Não era a minha gente, o meu ambiente e ia sentir-me muito tímida e deslocada.
Mas pensei que tinha de quebrar barreiras, testar-me a mim própria e sobretudo não desistir sem tentar. Isto da vergonha e da timidez é muito complicado de gerir...mas este é o meu teste mais difícil de passar, o meu maior medo e há que ultrapassar isto. I'm not a little girl anymore e acaba por se tornar ridículo. Rapariga, tens quase 30 anos! Faz-te uma mulher!
E aceitei. Respondi que estava ali há tão pouco tempo que não esperava ser convidada, mas que iria. A resposta foi: "Claro! Agora és team!" E é assim que me tratam sempre tão bem!!
E lá fui eu com um friozinho na barriga. Cheguei tímida e acompanhada pelo amigo cigarro que nestas alturas dá um jeitaço. Lá me dizem para me juntar ao grupo. As minhas colegas todas lindas. Dois dedos de conversa e vou levantar a pulseira, pulseira que me dá livre acesso à área reservada e a bar aberto. Os artistas nomeados chegam de limusine e a malta da equipa faz de público fervoroso e entre palmas e gritos criamos o ambiente para a chegada dos artistas enquanto os apresentadores lhes fazem uma pequena entrevista à chegada. Depois foi jantar com artistas ali mesmo ao lado. Não troquei uma palavra com nenhum deles, claro. Mas falei com os colegas, libertei-me um pouco mais e foi divertido. Foi estar com eles num ambiente ainda mais informal. Conhecer algumas pessoas que desconhecia (uma está de licença de maternidade e outra trabalha em Milão). Depois do jantar um colega a meter música e festa aberta a toda a gente que por lá passou. Uma amiga, cuja cunhada trabalha numa empresa que trabalha para o nosso canal apareceu por lá e o fim da noite foi passado a falar com elas à porta.
Foi bom ter ido. Prova superada. Hoje até o dia foi mais descontraído. Como tem de ser. Como eles são, descontraídos e divertidos. E eu trabalho ali, portanto há que superar isto.
Custou um bocadinho....mas depois passou.

Terça foi dia de...

Backyard Babies no Musicbox.

Á pala de quem me paga agora o ordenado e com direito a crítica no site (ou algo parecido porque eu não sabia que queriam que eu escrevesse sobre o concerto e não estava nada preparada para isso. Aliás, eu não sou crítica, eu apenas gosto de música)

28 de setembro de 2008

Faltam 2 dias para Outubro

Faltam 2 dias para Outubro, data estipulada para a minha mudança. Este fim-de-semana não consegui fazer nada, não por não ter tempo, mas porque me faltou qualquer coisa. Estou cheia de vontade de me mudar, mas há algo que me retrai, que me impede de agarrar em tudo e partir.

E neste momento, como está tão próximo, só de pensar nisso dá-me um pequenino aperto no coração....

Este Natal no sapatinho quero...

Um IPOD!!

26 de setembro de 2008

Ceder o lugar nos transportes públicos

Ou eu sou um alien ou o mundo anda mesmo ao contrário.

Passo a explicar. Transportes públicos e eu sentada confortavelmente. Idoso entra. O que fazer? Segundo o resto da humanidade deve ignorar-se. A mim os meus pais ensinaram-me que devo levantar-me e ceder o meu lugar.

Ontem foi a quarta vez que cedi o meu lugar nos transportes públicos. Acho vergonhoso que ninguém, mas mesmo ninguém ceda o lugar ou dispute a cedência de lugar comigo. O caso mais revoltante foi um dia no comboio em que eu ia sentada do lado da janela com um senhor sentado ao meu lado. Uma senhora aproximou-se e ainda aguardei uns segundos. Como ele não se mexeu, fiz sinal à senhora e levantei-me. Ele levantou-se para me deixar passar e tornou a sentar-se. Já não há cavalheiros? Nem cedeu o lugar à velhota nem tão pouco se voltou para mim e me cedeu o lugar. Sentou-se e ignorou.

Hoje fiz outra experiência no metro. Novamente uma senhora idosa. Parou perto da porta. Estava na dúvida se ela sairia na próxima estação e aguardei. Neste compasso de tempo ninguém se mostrou sensível à situação. Como a senhora não saiu na próxima estação, eu levantei-me para lhe dar o meu lugar, mas ela não aceitou, disse que não era preciso. Ainda insisti, mas ela não quis.

A sério que fico indignada com esta gente! Somos realmente egoístas! Obrigada mãe e pai!Nascidos na aldeia, filhos de agricultores e pouco instruídos, mas souberam educar-me. E não é realmente pelos estudos, nem pelo estatuto social que se vê a educação!

Hoje é dia de...

Super Arraial do Caloiro do Técnico com Rita Redshoes, Deolinda e Wraygunn.


Wraygunn



Rita Redshoes

24 de setembro de 2008


Todos os dias...

passo na cidade universitária e deparo-me com praxes.

ODEIO PRAXES!

Sou anti-praxe, acho humilhante, sem humor, ridículo, demodé e de muito mau gosto. E não percebo o objectivo daquilo. Socializar? Divertir? Uma forma de conhecer pessoas? Eh pá, contem-me histórias. Já estou a imaginar as pessoas aqui no emprego novo a colocarem-me um penico na cabeça, pintarem-me a cara, enrolarem-me em papel higiénico, amarrarem-me, mandarem-me virar a roupa do avesso ou perfumarem-me com vinagre. Seria certamente uma bela recepção e acolhimento. E tenho a certeza que seria uma bela forma de nos conhecermos e estabelecer amizades.

Cambada de palermas e energúmenos (acho que se escreve assim...) E em bom português, badamerda para todos esses veteranos armados em superiores. Sois uns merdas e tenho dito!

21 de setembro de 2008

Domingo à tarde

Passado de volta do roupeiro a arrumar roupa, a ver o que uso e o que não uso.

Realmente os nossos roupeiros são um poço sem fundo. Eu pergunto a mim mesma como é possível ter tanta coisa que não uso e algumas que nem sabia que existiam num sítio que abro, mexo e remexo diariamente? Como é isto possível? A minha visão está direccionada ou viciada para ver apenas algumas peças?
Não sei. Mas enchi sacos de coisas que não visto há muito tempo e quase podia jurar que duas delas nunca vesti.

"Forbidden Colurs", David Sylvian

Não sei se há cores proibidas, mas há sons e vozes obrigatórias.
Para recordar sempre uma das músicas da minha vida, daquelas que se ouvirá no meu Adeus, o grande, o gigante, David Sylvian.

Feira

Hoje fui à Feira de Cascais. Não ia lá para aí há um ano e confesso que cada vez estou menos fã das nossas feiras. Os preços não são assim estão baratos. A qualidade é o que se sabe. Quando me pedem 15 ou 20€ por uma camisola e 30€ por um casaco, a minha resposta só pode ser que a esse preço vou comprar à loja. Ao que me é respondido que vão buscar as coisas ao mesmo sítio. Até aí tudo bem, mas é uma feira, não pagam rendas de lojas, portanto têm de reduzir os preços.
Conclusão, da feira trouxe apenas meias, 2 cintos e 2 lenços, porque foram as únicas coisas que valia mesmo a pena comprar.
Ah e tal a crise, mas não vejo ninguém a baixar os preços nem ninguém a deixar de vender. Cá para mim a crise só me afecta a mim.

Ontem foi dia de...

Legendary Tiger Man e Microaudio Waves no C.C.B



20 de setembro de 2008

Coisas que só me acontecem a mim

Imaginem que o vosso chefe tem o carro estacionado em 2ª fila. E que chega alguém e lhe liga para tirar o carro. O chefe está numa reunião e liga para mim para tirar o carro. Pego nas chaves e lá vou eu conduzir o mini vermelhinho. Entro no carro que estava muito próximo do carro que o secundava e inteligentemente coloco a marcha atrás e pumba, dou uma grande pancada no carro que estava atrás. Depois de muitos ******** e muitos ********, lá deixei o carro sair e estacionei. Discretamente verifico os dois carros. O mini não tinha nada. O carro em que bati estava tão velho e tão cheio de mossas e riscos que nem sei se lhe causei algum dano. Mau, mau foi entrar no escritório e verificar que os meus colegas já tinham regressado da reunião. Não sei se viram, mas também não disse nada. Assim como assim, o carro ficou intacto.
Mas ********, estas coisas só me acontecem a mim!! Enervo-me e deixo de pensar!

Adolescência

Com o novo trabalho em Lisboa, regressei aos transportes públicos, que são óptimos para ler e para ver a vista do percurso de comboio da linha de Cascais, mas que são péssimos pelas filas para validar bilhetes no metro, pelos metros cheios, pelas mudanças no metro, pelas minhas malas sempre cheias e pesadas, etc.
Mas mau, mau são as conversas no comboio.
Ontem, saí do trabalho a estourar de dor de cabeça. Depois do percurso a pé para o metro, que não é assim tão curto, e da longa viagem de metro, com um estranho nublado e repentino abafado lisboeta, lá chego ao Cais Sodré para apanhar o comboio. Só queria estar sogadita com a cabeça encostada ao vidro e chegar a casa. Mas não. Tenho de levar com 7 adolescente nos bancos da frente. Falam das eleições da escola, a lista não ganhou porque x foi bué porca e porque Y disse que lhe entregaram um boletim de voto já preenchido. E depois como eram apenas 7 e cada uma tinha uma ideia mais brilhante que a outra resolveram começar a falar cada vez mais alto, atropelando-se umas às outras com ideias fabulosas como a coluna de som do amigo que é bué boa para as festas, que era muita fixe alugar o pavilhão da escola para festas, arranjar prémios para um campeonato de futebol, um desfile de moda, tinham de começar a juntar dinheiro para a viagem de finalistas, que Loret era bué fixe, porque tem bué bares e bué animação, etc, etc.
Neste momento de grande excitação destas 7 franguinhas eu já estava a fervilhar por dentro e na minha cabeça só estava a imagem de uma mordaça à volta da boca delas. Isto para vos dar uma imagem bem soft. Insuportável, angustiante, foram 20 mns de puro sofrimento e muita histeria. Infelizmente só saíram na Parede, ou seja, uma estação antes da minha. Mas foi puro alívio. Quando a galinhagem delas parou e o silêncio se instalou, nem sei explicar a serenidade que senti. Estava a ficar louca. E melhor ainda foi quando saí do comboio e consegui sentir uma brisa fresca. Não sei o que se passou ontem em Lisboa, mas subitamente o tempo ficou abafado e insuportável. E a minha cabeça a rebentar....
E não, não tenho saudades nenhumas da adolescência. Obrigada por já estar noutra fase.

Rescaldo da primeira semana em novas funções

Gostava que este post fosse bastante objectivo e sucinto, mas sei que não consigo.
A minha vida nesta semana tem sido feliz, mas muito cansativa. No primeiro dia, muito trânsito, muito sono, nervos controlados. Chegada ao destino, e apesar de serem já 10h, ninguém se encontrava no escritório. Aguardei a chegada de alguém, depois as apresentações e foi logo começar a trabalhar. Formação de backoffice do site, notícias relevantes, elaboração e validação dos textos e das imagens, eventos, passatempos, etc.. Inserção dos mesmos conteúdos na parte do Mobile. Um sem número de coisas. Preocupação: o trabalho vai ser muito e absorvente. Logo no primeiro dia o visionamente de um vídeo em primeira mão. E eu ali com os olhinhos a brilhar.
Apercebi-me ao longo da semana que a minha função tem um nome pomposo, Digital Media Coordinator, mas basicamente sou assistente e faço tudo o que sai um bocado fora das funções dos meus colegas. Mas se estou a adorar? Estou e muito! O meu hobbie tornou-se o meu trabalho!
Estava habituada a ser eu a receber a notificação por mail quando era vencedora de passatempos, agora sou eu que mando mails a notificar os vencedores. Contradições da vida.
O ambiente é descontraido e informal. Há piadas e palavrões a toda a hora. Há stress e uma linguagem de televisão muito própria e que não é a minha, e que vou ter de fazer um esforço para dominar.
Mas também há coisas negativas. Há muita vergonha da minha parte. Aquelas alturas em que não sei se meto conversa e puxo assunto. Normalmente opto pelo silêncio e dedicação ao trabalho. Mas eles são simpáticos. Convidam para almoçar, perguntam se tudo corre bem e metem conversa. Já me apercebi também que ali não há muitos bilhetes e que há coisas para oferecer, mas que não passarão por mim. Porque antes de mim, estão eles que já são da casa. Há também uma linha muito comercial e popular que tem de ser seguida e que me deixa um pouco limitada, mas também não podia ser perfeito, perfeito. Depois há uma coisa muito parva, mas que me deixa um pouco desconfortável, que é o chamado estilo. Digamos que eu tenho um guarda-roupa um pouco formal. As pessoas que me rodeiam, ou têm um estilo desportivo e confortável ou um estilo fashion. E eu estou ali sem estilo definido e sem ter o que vestir. Vou ter de actualizar o meu guarda-roupa.....
Gostei de alguns pormenores como mails de boas-vindas no primeiro dia, achei curioso o mail dos Recursos Humanos que pedem 2 cartas de recomendação de empregos anteriores e CV, isto só mesmo num canal que tem regulamentação internacional. Gosto de ouvir falar de música de manhã à tarde e de por vezes me sentir uma ignorante, porque ouço falar de coisas que nem conheço. Gosto daquele ambiente divertido. Gosto de estar ali a absorver tudo. Gosto de saber de música e de pouco a pouco eles me reconhecerem isso. Gosto desta aprendizagem, mas não gosto de fazer muitas perguntas, mas forço-me a fazê-las para tudo estar perfeito.
Tento adaptar-me pouco a pouco. Estes dias são sempre difíceis. Não gosto de me sentir inferior a todos eles porque têm umas vivências fabulosas e uma segurança invejável. Eu vou conquistar tudo isso. Claro que nesta fase ele pensam que eu sou um pouco calada e tímida. Mas eles que aguardem, porque eu cheguei para ficar!!LOL!

Ontem foi dia de...

American Music Club no Festival B.O.M. no Barreiro


18 de setembro de 2008

Hoje é dia de...

Clã no Du Arte Garden do Casino Estoril.

Às 23:30h. A entrada é gratuita.

A viver um sonho

A viver um sonho e com muito pouco tempo para actualizar o blog.
Mais tarde farei a actualização.

Mas tudo corre bem.

14 de setembro de 2008

Hoje é dia de...

Madonna no Parque da Belavista


Nova Etapa

Inicia-se amanhã. Não tenho parado. Os nervos ainda não apareceram. Não sinto aquele complexo de inferioridade que me castra. Não estou ansiosa. Ainda bem que não tenho parado. Ainda bem que hoje há concerto. Ainda bem que não tenho tido tempo para me preocupar com estas coisas.

Despedida

Na sexta-feira, dia 12, fechou-se um ciclo. Houve lágrimas, sorrisos,agradecimentos, reconhecimento, abraços, beijos, prendas,almoços, elogios, despedidas e deixaram-me uma porta aberta que espero não voltar a abrir. Custou-me virar as costas e percorrer aquele caminho pela última vez. Sei que muito rapidamente será uma memória de 4 anos e alguns meses. Foi difícil, mas aprendi muito e cresci muito ali.

“A felicidade não é uma estação onde chegamos, mas uma maneira de viajar”.
Margareth Lee Runenk

A minha viagem continua.

De mim ficou lá o meu lugar vazio e o postal que desde o primeiro dia me acompanhou e que me fez acreditar que um dia aconteceria.

Adeus. A MJ não trabalha mais aí.



9 de setembro de 2008

Elogios

Não sou uma pessoa que goste de muitos elogios. Gosto de reconhecimento, disso gosto. E esta semana sabe bem ouvir o reconhecimento à minha postura e performance profissional. Sinto-me reconhecida e valorizada. E fiz por isso.
Hoje ouvi a coisa mais parva que alguém me poderia dizer nesta fase. O meu director disse-me que esperava que o meu novo emprego corresse mal e que eu teria sempre uma porta aberta. E mesmo sendo a coisa mais parva que me poderia dizer, foi provavelmente o melhor elogio que me poderia fazer. É bom saber que mesmo não sendo insubstituível, porque ninguém o é, o meu lugar, o lugar que eu conquistei é meu. Quando dizem à nossa frente, à colega que nos vai substituir que tem de conseguir ser tão boa quanto eu, porque melhor não conseguirá, sinto-me orgulhosa.
Hoje a noite foi passada a apagar coisas do portátil. Memórias e recordações passaram por mim esta noite. Entrei miúda e tímida. Saio mulher e mais segura.

Fins de tarde

Hoje aproveitei o cancelamento do jantar de cop's para ir a minha casa e arrumar os livros e os cd's que se mantinham nos sacos....e ainda há tantos no meu quarto para "ensacar" e colocar nas estantes. As mudanças têm isto de bom. Desarrumam a nossa vida e percebemos que temos os quartos cheios de coisas inúteis e desnecessárias que vamos acumulando. Não percebo é como é possível acumular tanta m* num espaço tão pequeno.

8 de setembro de 2008

Já a pensar em 2009

Falando em 2009 e antecipando os desejos de ano novo.

Hoje andava a pensar num projecto para 2009, ano em que completo 30 aninhos, o que o torna um ano especial. E queria marcar esse ano de alguma forma. Acho que é desta que faço uma tatuagem. Hoje andei o dia todo a pensar nisso, vai-se lá saber porquê. Acho que vou fazer uma pequena tatuagem no pé. A ver vamos. Daqui a uns meses falamos.

Catálogo IKEA 2009

Estas pancadas só dão a quem está a decorar a casa. Mas quem está a passar por esta fase, deve saber que o IKEA tem um novo catálogo. E eu andava ansiosa para o ver. Como hoje fui a Lisboa, no regresso passei pelo IKEA e trouxe não um, mas dois catálogos 2009. LOL! Um para cada casa. Sim, eu sei que é pouco ecológico...mas não resisti!

Fiz umas pequenas comprinhas: 2 molduras e os cavaletes para a secretária. Só os cavaletes porque o tampo estava esgotado...oohhh...já ia toda lançada para voltar à montagem de mobiliário....

E agora, até amanhã. Vou só ali para a minha caminha folhear as novidades do catálogo!

Mais um bocadinho de sorte

Hoje fui à MTV entregar documentação para o contrato.E as boas notícias são:

- Vão pagar-me quase na íntegra a Médis (YYYUUUPPPIIIII!!!)

- O meu colega/chefe está a acumular funções com a MTV Espanha, cheio de trabalho, entre Lisboa e Madrid e diz-me que devido a essa situação vai haver uma restruturação brevemente e que isso pode ser positivo para a minha situação contratual.

Agora Maria João, deixa-te de merdas, chega lá, dá o litro, faz o que sabes fazer bem e sem medos, porque a sorte está do teu lado!!!

Ainda sobre o fim-de-semana

Um fim-de-semana cheio de planos que caíram por terra e que o tornaram surpreendente e cheio.
Estava tudo combinado para este ser um fim-de-semana de Avante. Mas não foi. A chuva torrencial que se fez sentir na sexta-feira e o alerta amarelo anunciado para sábado, fizeram com que os bilhetes fossem vendidos, atitude um pouco precipitada da nossa parte. Não se pode acreditar assim na meteorologia!
Sexta-feira dedicada ao aniversário da amiga Rosa Branca. Sem vontade nenhuma de sair de casa (cheia de dores de cabeça e cheia de vontade de me aninhar no sofá a ver um DVD), meto-me à estrada cheia de lençóis de àgua, cheia de carros, conduzindo bem devagarinho e com muito cuidado. Chegada ao ponto de encontro, vamos em direcção ao restaurante, mas quando a aniversariante não sabe onde é o restaurante, a coisa complica-se. A indicação é que se situa na Duque de Loulé. Mas não vemos nenhum restaurante. E lá vou eu com a Marieta procurar o restaurante. Curioso é que naquela Avenida há muitos bares de alterne e clubes de strip. E lá fomos nós, molhadas até aos ossos, perguntar aos porteiros onde é o restaurante X, restaurante que ninguém conhece. Foi um belo tour pelos bares de tão famosa avenida. Desistimos e voltamos ao ponto de encontro. Depois de muita confusão, nomes de restaurante trocados, moradas do restaurante y com o nome x, lá encontrámos um restaurante Goês que não era o inicialmente previsto, mas que serviu na perfeição. Entre comida picante, garrafas de vinho, amigos imaginários e desafios, houve muita risota e animação. A noite continua num bar no Cais Sodré onde não há ninguém para além de nós. Música dos anos 80, empregados que parecem saídos de um filme de terror, conversa bem arisca, imperiais, non sense e muita, muita gargalhada. Rumo ao Tokyo para terminar a noite com mais música dos anos 8o, muita coreografia, desafios e coreografias bem ousadas e novamente muita gargalhada. Chegada ao carro, o alarme não funciona. Não dá sinal de vida e não consigo abrir o carro.Merda, merda! Fico a dormir em casa da Marieta. E foi uma noite cheia de rons rons e arranhadelas. E porquê? Porque as carinhosas e amigáveis gatas da Marieta não quiseram que eu dormisse sozinha e passeavam por mim acima, porque sou fofinha e molinha!
Sábado amanhece solarengo e quente. Boleia para ir buscar a chave que bloqueia o alarme a casa,
almoço fantástico de bacalhau no forno em casa da Marieta e uma vontade enorme de ir ao Avante. Arrependimento pela venda das EP's...Contacto ao pai de uma amiga da Marieta e sorte das sortes, dois bilhetes à borla para sábado. Rumo ao Avante para mais diversão. E foi bom andar no meio da multidão, pelas tascas deste país bebericando e petiscando. E só mesmo vendo a nossa mesa de queijo, presunto e pão que deu para nós, para quem apareceu e ainda sobrou para o dia seguinte. Só foi pena não ter visto a Carolina. É bom estar na Festa que é muito mais que um encontro político. É mesmo uma Festa com boa música, boa comida, boa pinga e boa gente. E que pena não ir no Domingo....
Domingo em casa sem fazer nada. A anhar, a arrumar isto e aquilo. A Cáti convida-me para uma caminhada pelo paredão e uma ida ao Santinni. E que bem que soube. Uma tarde linda e quente, uma paisagem magnífica, excelente companhia, um gelado de comer e chorar por mais, o descomprimir, o relaxar, o serenar. É bom viver aqui, perto do mar.
Regresso a casa e retiro livros das prateleiras. É chegada a hora de começar a esvaziar o quarto.
Venham mais fins-de-semana assim. Cheios de coisas, cheios de beleza, animação e entre amigos

4 de setembro de 2008

Elevadores de Lisboa ao som de Jazz

Durante o mês de Setembro alguns elevadores de Lisboa (elevador da Glória, Santa
Justa, Bica e Lavra) vão ter como passageiros os sons do Jazz. A iniciativa chama-se "Jazz às onze" e decorrerá nos quatro sábados de Setembro, entre as 11h00h e as 23h00h.
Bora lá subir as colinas de Lisboa ao som de Jazz?




3 de setembro de 2008

Hoje já cheira a Outono



O dia está nublado e escuro. Estamos em Setembro. Começa a anoitecer cedo. Hoje pela primeira vez cheira a Outono. E ele está próximo. E eu odeio o início do Outono. Porque os dias não brilham da mesma forma, o sol não me aquece, eu não sorrio da mesma forma, os dias são mais curtos e parece que duram menos, saio menos, faço menos, sou menos. Sou menos feliz nesta mudança de estação. Gosto de todas as estações do ano. Mas esta passagem de testemunho do Verão para o Outono, dói-me.

Já começo a ficar triste

quando me perguntam quando me vou embora, quando me dizem para manter o contacto, para não me esquecer deles, para não desaparecer, quando se despedem de mim...Foi tudo tão rápido. Falta apenas uma semana e meia.E vais custar cada vez mais...

"Mamma Mia"

Ontem fui ver a ante-estreia deste filme. A projecção foi na Fortaleza da Cidadela de Cascais, cinema ao ar livre, numa noite que se queria mais quente. Não estava à espera de uma grande obra-prima, nem de um filme de culto.



Mas o filme começa e somos logo conquistados pela paisagem paradisíaca das ilhas gregas. Só apetece fazer pause no filme e partir. E a partir daí meus amigos, é só diversão. Um filme leve e divertido. Uma banda sonora que se canta do princípio ao fim com o pezinho constantemente a saltitar. Um excelente filme para o fim de Verão. Porque só apetece que ele não acabe. Só apetece partir, fazer coisas parvas e diversão. Dançar, dançar e cantar até não podermos mais. Saí de lá com aquele sorriso parvo, de quem está feliz apenas porque está. Como vemos no filme, os momentos felizes são simples. Um mergulho com os amigos, uma paixão, uma noite de copos e diversão, um jantar, uma celebração, uma canção, os amigos, a família.

E depois há esta senhora. E esta senhora é….assim qualquer coisa que não sei bem adjectivar. Adoro-a no registo dramático (o que eu chorei no “África Minha” e n’«As Pontes de Madison County») e adorei-a no registo cómico e musical. A beleza e a frescura desta grande actriz! E a beleza de quem não tem um rosto tipicamente belo, mas que tem aquela beleza que vem de dentro, da força, da inteligência, do magnetismo, da doçura. E durante o filme só pensava que queria ser como aquelas 3 amigas, quero ter 50 anos com aquele brilho, alegria e espírito adolescente. Com momentos vividos para recordar e rir, com palermices para recordar e não acreditar que aconteceram. Quero saltar na cama e sentir-me jovem novamente. Este filme é tão simples, tão simples, que na sua simplicidade me faz querer tão pouco e nesse tão pouco sentir-me tão bem. E hoje, a noite e os sonhos foram ao som de “ You can dance, you can jive, having the time of your life/uuuuuu/See that girl, watch that scene, digging the Dancing Queen (...)". E porquê? Porque meus amigos, a seguir ao filme, tivémos uma sessão de Karaoke em que foram entoados muitos destes clássicos dos Abba. Não conseguia parar de cantar e de dançar. Estava possuída pelo espírito dos Abba. Desceu em mim e ficou. No regresso a casa, rádio desligado, prego a fundo Marginal afora e a minha voz de rouxinol a cantar estridentemente as músicas dos Abba! Ridícula? Infantil? Quem eu? Nããããããooooo!!!!

2 de setembro de 2008

Killers

Quando leio na Blitz que os Killers querem tocar em Portugal:

"Temos bandas amigas que nos dizem que se trata de um grande local para tocar. Queremos muito ir a Portugal".

E eu só penso, sim, por favor venham!!

Como se faz política

Li neste blog que o mais recente caso das eleições americanas é a gravidez da filha da candidata de Mccain a vice-presidente, Sarah Palin. A filha de Sarah Palin tem 17 anos, está grávida e vai casar. Barak Obama, ao ser confrontado com este "escândalo", responde aos jornalistas que esta é uma questão familiar e privada. Estas questões privadas não têm nada a ver com política, não serão aproveitadas para o confronto político e que se alguém do seu staff aproveitasse esta situação, seria despedido.

"I think people's families are off-limits, and people's children are especially off-limits. This shouldn't be part of our politics. It has no relevance to Gov. Palin's performance as governor or her potential performance as a vice president."

Ainda há políticos que gostam de confrontos por ideiais e causas políticas e que não optam pelo caminho do facilitismo e escandâlos da vida privada. Eu estou mesmo fã deste senhor.

Hoje acordei...

Feliz e cheia de energia!

Bom dia Vida!

1 de setembro de 2008

O meu cobertor

O meu cobertor, ou o que em tempos já foi um cobertor, tem 29 anos. Era com ele que eu adormecia, mexendo nas fitas que circundavam o cobertor, naquela espécie de folhinho que envolve a lã. Nada era mais tranquilizante e aconchegador que o meu cobertor. Muitas vezes quiseram deitá-lo fora, escondê-lo e fazê-lo desaparecer da minha vida porque estava velho e nojento e roto. Com o passar dos anos o folhinho foi desgastando-se, ficando apenas a lã. A inteligente aqui, puxava os fios que uniam a lã e a própria lã que restava fazia um folhinho que eu envolvia entre os dedos para adormecer. O cobertor foi ficando reduzido porque a lã também se desgastava e mesmo assim, lá o ia remendando. O cobertor ainda hoje existe, é um pequeno rectângulo de 20 cms. E ainda hoje repousa na minha cama, por cima da minha almofada e nada é tão suave como aquela rugosidade da lã alterada ao longo destes 29 anos repousando na minha cara. Às vezes ainda se envolve nos meus dedos recordando a infância, mas é basicamente um encosto na face que me adormece. Brevemente estes 20 cms vão ser 5 cms e o cobertor terá o seu fim. Só hoje pensava na importância deste pequeno objecto. Deve ser a única coisa que permanece ao longo destes 29 anos. Desde a maternidade. E está a chegar ao fim. é mesmo um abandonar de coisas e hábitos.

sempre os amigos..

quando as dúvidas mais parvas e infantis nos assolam e questionamos os amigos com as perguntas mais ridículas e eles têm a paciência para te responder o óbvio, te dar os conselhos que tu sabes, te encherem o ego e ainda por cima gostam de ti,mesmo sabendo que és uma parva e uma infantil...enfim..são os amigos sempre a aturar a adolescente à beira dos 30.
É sempre difícil falhar nas mesmas coisas. No pensamento está sempre presente a ideia da confiança, desta vez será diferente, tentar controlar inseguranças e complexos de inferioridade. Ser superior a mim própria. Mas na verdade, quando chega o momento, eu não estou lá. Estou demasiado concentrada a pensar nas coisas e não me deixo ir. O problema é que eu própria não retiro prazer das situações. Fica aquela situação incómoda e desconfortável na minha cabeça. As pessoas seguem o seu caminho e na minha cabeça fica sempre o mesmo pensamento e as mesmas interrogações. E quando, quando será diferente?

29 de agosto de 2008

Ontem foi dia de...

Sérgio Godinho no Du Art Garden no Casino Estoril.

E foi bom, mesmo bom! É um senhor!


27 de agosto de 2008

Agosto está a terminar. As férias estão a acabar. As pessoas começam a regressar.

??

É absolutamente estranha esta sensação de mudança, ou de descoberta. O meu não eu a vir ao de cima. Ou talvez o eu que eu não assuma ou que não me permitisse assumir. Mais leve e solta. Mais à descoberta. Mais (in)sana. Como se de uma personagem se tratasse. Alguém que se revela em alguns momentos e a algumas pessoas. Ou que se esconde. É estranho descobrir-me. É estranho as certezas não o serem. É estranho não ser eu. Ou talvez ser. É tudo estranho. Mas libertador. E até pacificador.

26 de agosto de 2008

Hoje é dia de...

Jorge Palma nas Festas do Mar em Cascais

Neste fim-de-semana

Bom, bom, mas mesmo bom foi ver os meus pais sorrir!Não há nada, mas nada que se compare a esse pequeno momento!

20 de agosto de 2008

Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Há um Dr. Jekyll and Mr. Hyde em mim. Há que assumir isso. Está assumido.

Fecha-se um ciclo

Neste mês, Agosto de 2008 fecha-se um ciclo, um ciclo de vida, um ciclo profissional. A minha vida está de pernas para o ar. A arrumar o passado. A preparar o futuro. A Maria João menina não mora mais aqui.

Last Goodbye

"this is our last goodbye

i hate to feel the love between us die

but it's over

just hear this and then i'll go

you gave me more to live for

more than you'll ever know

this is our last embrace

must i dream and always see your face

(...)"

Jeff Buckley

19 de agosto de 2008

Mais um Adeus

Mais um Adeus. Nem mais uma lágrima. Não consegui derramar uma única lágrima. As minhas lágrimas secaram. Gostava muito dela. Tenho muita pena de não a ter visitado este fim-de-semana por estar em Sagres.

Ontem fez anos. Hoje abandonou-nos.

Em 3 meses perdi 3 pessoas. Duas delas muito importantes na minha vida.

Sempre gostei que me mexessem no cabelo. Sempre que as tinha perto de mim, e quando saia do banho, pedia-lhes que me penteassem os cabelos. Elas adoravam.

Isto destabiliza-me. Fico com aqueles acessos de loucura e de raiva. Só elas eu consegui beijar depois de mortas. Aquela pele macia, agora tão fria.Nem uma lágrima. Apenas a raiva e a dor. Neste momento feliz que atravessava... Volta tudo à normalidade, mas não sei o que é a normalidade sem eles. Fecha-se um ciclo. Espero que este seja um bom ciclo. Espero conseguir. Espero que estejam todos comigo. Vocês estarão sempre comigo.

Já perdi muito este ano. Perdi o que de mais valioso alguém pode perder. Pessoas que me amavam incondicionalmente. E que fizeram muito por mim. Sei que estive com elas sempre que precisaram. Só me arrependo de não ter estado contigo nestes últimos dias. Mas não posso voltar atrás. E eu sei que tu sabes que eras para mim uma segunda avó.

Adeus. Espero que seja o último adeus dos próximos tempos. Não aguento mais despedidas.

14 de agosto de 2008

Este fim-de-semana vai ser de...

Mais um festival! Rumo a Sagres para O Super Bock Surf Fest.

O blog vai de férias para mais um festival. Até Domingo.


13 de agosto de 2008

12 de agosto de 2008

Decisão tomada

Proposta aceite. O contrato não é o ideal, o salário não é o ideal, mas aquele trabalho tem o meu nome. Não podia recusar. Na vida há que arriscar. Ou arriscava agora ou seria tarde. E trabalhos destes não surgem todos os dias e este caiu-me do céu. Não sei se fiz a escolha certa. Não sei se terei sucesso. Deixo tudo para trás.Um contrato efectivo, um trabalho em que sou eficiente, a proximidade de casa, o conforto da conquista de mais de 4 anos de trabalho em que já não tenho nada a provar a ninguém, mas ao mesmo tempo um trabalho onde já não evoluo. Um tudo que era nada. Mas em que já não tinha nada a provar a ninguém. Era (ainda sou) uma boa profissional na função que desempenho. Ninguém é insubstituível, mas tenho a certeza que farei falta. Os "meus meninos" sentirão a minha falta. Começa hoje a contagem decrescente na empresa em que trabalho há 4 anos e meio. Parece que foi ontem. Ainda ninguém sabe. Hoje olhava para os rostos dos que me acompanham diariamente. Tenho uma gratidão enorme por alguns. Os que me ensinaram, os que me ajudaram, os que me fizeram rir, os que me aconselharam, os que me mostraram aquilo que eu não quero ser profissionalmente. Vou sentir falta.Fecha-se um ciclo e não é fácil. Não é fácil partir. Nada é fácil. Odeio ter de decidir. Mas tenho os amigos que me ajudam a acreditar, dão-me uma visão positiva do futuro quando ela me falha e quando só penso nas despesas fixas, na pseudo segurança do meu contrato e na pergunta: e se corre mal? E se falho? E se não estou à altura? E se não me adapto? Deve ser de família, porque aqui por casa os argumentos eram os mesmos e tudo muito avesso à mudança e adepto do conforto e estabilidade. Mas vai correr bem. O sonho comanda a vida. O meu realiza-se agora. Resta-me libertar-me dos grilhões que ainda me amarram e ver a luz que espreita à entrada da caverna. Tenho de ter coragem e fazer-me à vida. Enfrentar este novo desafio que começa por M, termina com um V e tem um T no meio. Esta é a minha nova conquista. A mudança que eu tanto ansiava e tanto pedia. E não é que aconteceu mesmo? Sinto-me livre.

Amanhã dia de comunicação oficial e negociação da saída.

11 de agosto de 2008

A partir vidro

Não me parece nada normal que num fim-de-semana seja possível partir 3 vidros de 3 molduras. Parece impossível,mas aconteceu de facto.
1ª moldura -Moldura enorme de clips. Ao pegar no vidro e e devido às grandes dimensões e ao facto de euter pegado no vidro com apenas um mão e sem apoio nenhum, o vidro quebrou ao meio.
2ª moldura - Moldura de clips de menores dimensões. Depois de pronta é colocada no chão, onde minutos depois, ao levantar-me do sofá, a piso com este meus pés que suportam um corpinho com peso pluma
3ª moldura - Ao levar várias coisas nas mãos para casa, e em vez de colocar a caixa com a moldura num saco para a transportar de forma mais segura, o que aconteceu foi que a caixa abriu com o peso da moldura, e a moldura caiu directamente nas escadas do prédio (diga-se de passagem, que era uma moldura bem bonita)

Um acontecimento inédito e digno de constar no blog. Em dois dias, 3 molduras partidas e inutilizadas? Inacreditável!

É urgente

"(...)
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."

Eugénio de Andrade

"O Escafandro e a Borboleta"

Só ouço falar neste filme e ainda não o vi. Ao ler a sinopse fiquei cheia de curiosidade:

"Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um homem apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória."

Esta história é verídica. Vejam o trailer.



A ver proximamente.

Fim-de-semana

Este fim-de-semana foi de descanso.Petiscos da mãe, alguns passeios, encontro com a minha madrinha, que é a chamada teenager de 40 anos. É bom falar com ela e perceber que a vida aos 4o e tal é levada com o espírito de uma adolescente. Melhor ainda é ouvir histórias como a de um amigo dela que aos 40 e tal anos, casado, com 3 filhos e o emprego estável em que é dos melhores e ganha o que quer, larga tudo, vende a cota que tem na empresa que criou, compra um bar e ao mesmo tempo dedica-se a à composição de músicas para a sua banda. A vida não pára, não é tarde para nada, o desejo de mudança e a busca pelas coisas que fazem sentido na nossa vida é sentido em qualquer idade e em qualquer situação. Mesmo nestas, em que aparentemente se tem tudo. Quando se é o melhor na àrea em que se trabalha e mesmo assim nada faz sentido. Ele é um "ganda maluco"? É-o certamente! Mas é feliz? Claro! Hoje é mais feliz e mais realizado.Pode correr mal e ele está atento a isso? Claro! E se correr mal? Novo projecto. Turismo alternativo. Sem medos. Com alguma ponderação, nao muita, para não deixar de arriscar. E isto deixa-me assim, cheia de orgulho por estas pessoas, por estes "ganda malucos" que se fazem à vida.

10 de agosto de 2008

Gosto

das transmissões dos concertos dos festivais da Sic Radical e da Antena 3. Deixam-me roidinha de inveja por não estar lá, mas adoro a possibilidade de assitir à distância. Não é a mesma coisa, mas já não é nada mau.

O que me faz sentir feliz?

É difícil responder a esta pergunta, mas somando todos os momentos felizes ao longo da minha vida que me faz feliz é sobretudo ver as pessoas à minha volta felizes e bem. Estando eles felizes eu estou tranquila. Quando a felicidade deles mo permite, sou ainda ainda mais feliz com música. Em toda a minha vida os momentos em que ela está presente,nos concertos, nos festivais, na rádio, são momentos de emoções, sem música eu não faço sentido. O sol e a praia, os chinelos no pé, a roupa leve e descontraída, os momentos de gargalhadas, o non sense, a pele morena, a frescura dos mergulhos, os amigos, os copos, as saídas, os festivais. O Verão faz-me sentir mais feliz. Sou mais feliz com os dias longos, luminosos e quentes. Sou mais feliz com a espontaneidade que o Verão permite. Sou mais feliz com alguém. Sou sempre mais feliz apaixonada. Somos todos, não é?
Neste momento sou muito feliz nesta independência, neste rumo que me leva sozinha a enfrentar desafios e a ultrapássá-los, dependendo apenas de mim.
O que me fará feliz? Tanta, tanta coisa! O Futuro revelar-se-á. Mas por agora, e faltando tanta coisa, eu estou feliz.

9 de agosto de 2008

Ando a explorar o Picasa e o Flickr

A melhor das notícias

Na quinta-feira ao fim do dia, antes de rumar a Sudoeste, o telefone tocou para receber a melhor das notícias. Fui escolhida!Eu, Maria João, fui seleccionada para um trabalho na área em que sempre desejei!
O meu sonho a realizar-se. O novo ciclo a iniciar-se. A esperança a renascer. A mudança a acontecer.
O meu sorriso era o maior dos sorrisos. Apetecia-me gritar, pular, dizer a toda a gente, mas como estava no trabalho tive de guardar toda a minha felicidade dentro de mim. Há pormenores a acertar, condições a aceitar ou a negociar. Ainda disse que cancelava a ida ao Sudoeste, mas combinou-se para segunda ao almoço. Foi tudo tão repentino que até me custa a acreditar. É que fui eu, fui mesmo eu a escolhida!

Só para dizer que fui mesmo ao Sudoeste

e que vi e ouvi a maravilhosa Bjork!E foi muito bom! E adorei!

7 de agosto de 2008

Bjork

Se eu for mesmo ao Sudoeste, nem consigo acreditar que hoje vou estar a ouvir esta senhora, esta voz, esta cientista musical chamada Bjork.

Eu tenho mesmo de estar lá!

Este fim-de-semana vai ser de...

Festival do Sudoeste...

Ainda não é bem certo. Está tudo pronto e eu pronta a sair hoje do trabalho e partir. Mas ainda falta saber se há bilhetes à borla ou não. E isso só só sei lá mais para a tarde. Mas mantendo a onda positiva, vamos acreditar que tudo se vai arranjar e que rumarei à Zambujeira do Mar.

Até Domingo!

5 de agosto de 2008

Sou mesmo tuga...

Li aqui e identifiquei-me logo com estas palavras de António Barreto:

"Não acredito muito nessa ideia de que os portugueses são, colectivamente, pessimistas. Mas olhando para a rua, é verdade que descubro um grau de insatisfação ou de queixume ou frustação superior ao dos restantes países. Tudo isso são atitudes muito inseguras."

António Barreto in Meia Hora



Ser maior

Hoje senti-me grande, enorme, gigante. A entrevista correu bem, mas mesmo muito bem. E eu estava nervosa, mas de repente, sem explicação, sem saber como nem porqúê, uma serenidade e uma tranquilidade abateram-se sobre mim. Eu diria mais, uma força, uma confiança que não são minhas. O meu olhar tornou-se forte, intenso e comunicativo. O meu discurso foi assertivo, sincero. Foi um diálogo aberto. Não me senti a ser entrevistada. Senti-me a conversar com um desconhecido sobre projectos. E de forma natural. Como se não tivesse nada a ganhar. Não me senti "atacada", nem diminuida. A conversa fluiu, o meu cérebro não bloqueou, consegui articular coerentemente, sem gaguez, sem me sentir inferior, sem perturbações no discurso. Se eu acreditasse em coisas do sobrenatural ou de carácter mais religioso, diria que alguém estava a olhar por mim (Avó, se foste tu, muito obrigada!). Consegui mostrar o que sou, o que quero, as minhas motivações, as minhas capacidades, de que forma posso contribuir para aquele projecto. As entrevistas não estão fechadas. O lugar não é meu. Mas percebi que houve interesse. Nem o ordenado foi uma barreira. Senti-me tão anormalmente confiante e segura que só por isso me sinto vencedora. O lugar pode até nem ser meu. Mas esta entrevista marca a minha vida. E só queria que vissem o meu sorriso e a forma como quando cheguei ao elevador, pulei, esticando o meu braço direito, naquele gesto tão característico de quem grita "YES!!". Ah pois é, mesmo à filme! E permitam-me um grande palavrão, mas nesse momento disse para mim mesma: "Foda-se que esta merda correu mesmo muito bem!" E segui o meu caminho, não contente, mas radiante! E com esperança, mesmo cheia de esperança! Se não conseguir, estive mesmo muito próximo!Faltou-me só mesmo um bocadinho assim! Para a semana saberei!

3 de agosto de 2008

Sobre mim

A minha mala anda sempre cheia de tralha. É grande, pesa imenso e muitas vezes até fico com a marca das alças no ombro. Mas quando olho para o que tenho na mala não vejo nada que não precise. Tudo o que tenho na mala é necessário parao meu dia a dia.
Uma coisa que nunca pode faltar na minha mala são pastilhas. Tenho de ter sempre pastilhas e à semelhança do vício do tabaco, se vejo que já só tenho um pacote e que restam poucas pastilhas, tenho de ir a correr comprar mais pastilhas. Não consigo andar sem pastilhas. Noutro dia vinha a pensar nisso e em qual seria a razão e não cheguei a nenhuma conclusão. Sou viciada em pastilhas e não percebo porquê.

Vozes

Gosto da voz da Inês Menezes, voz das manhãs da Radar. E não tenho nada mais a dizer.

Fim-de-semana

Confesso que já não sei muito bem o que é estar um fim-de-semana inteiro com a família e em casa. E mesmo com as temperaturas altas que se fizeram sentir estes dois dias e sem ir à praia, soube bem.
Deu para descansar, para ir passear a Azeitão, para ir almoçar fora com os meus pais, para organizar fotografias que aguardavam há meses na confusão de uma pasta perdida no portátil ( e ainda ficaram algumas por organizar), para estar e conversar com o pai e com a mãe, para fazer uma sardinhada de domingo com amigos dos meus pais e comer à séria, para preparar a entrevista de amanhã, para pensar na vida, para dormir e parece que quando posso dormir nunca consigo dormir tudo o que quero, para ler o Ipsilon e o Expresso, para descansar.
E soube bem. Estar no terraço e sentir a brisa e o tempo sem tempo.

2 de agosto de 2008

Um exemplo a seguir

"A ONU recomendou ontem à noite aos funcionários e corpo diplomático que deixem nos armários a roupa tradicional e optem por uma indumentária informal que se adapte melhor ao novo plano de poupança energético a implementar na sede da organização.É a iniciativa "Cool UN", apresentada ontem e que arranca na sexta-feira, para reduzir o uso do ar condicionado, reduzir as emissões e poupar dinheiro."

publico.pt

Realmente há formalidades que não se justificam...Adorei a ideia!

1 de agosto de 2008

31 de julho de 2008

Espelho

Isto parece parvo e talvez seja. Nunca tive espelho em casa, quer dizer, tenho um espelho por cima da cómoda, que dá apenas para ver a minha cara e pescoço. Nunca tive um espelho de corpo inteiro. Não gosto muito de imagem. Mas comprei um para a minha casa. Super saldo no IKEA e com apenas 5 euros comprei um espelho para quando mudar de casa olhar para mim vezes sem conta e tentar encontrar naquela imagem tudo aquilo que dizem sobre ela. Lá está, pode parecer parvo, mas quando se fala de MJ não é parvo, é até um passo digno de referência.
Como todas as entrevistas, esta não foi perfeita. Não sou rápida de raciocínio, os nervos perturbam a agilidade mental e a segurança. Não sou boa a vender-me. Nunca serei. Há que apostar em mim pelo possível potencial. Isso não está à vista. Não é fácil descobrir em mim potencial. Correu normalmente. Não será desta, mas poderá abrir outras portas, futuras oportunidades. Importante foi ter surgido algo. Quando nada acontece, um simples vislumbrar de oportunidade anima a e fortalece a esperança. Surgirão novas oprtunidades. Eu sei que sim. O meu caminho não é este. Será outro. E eu vou percorrer esse caminho. Eu chego lá!

30 de julho de 2008

Amanhã é um dia importante!

Não quero falar muito nisto. Amanhã é um dia muito importante. Focada e acreditando em mim. Vou conseguir!

Sobre o FMM

O FMM foi um misto de sentimentos e momentos. Teve momentos de alegria e diversão, teve momentos de dor e angústia e teve momentos de ausência. Estive ausente do FMM. Estive focada numa única coisa. Queria que acontecesse? Queria. Consegui reagir a essa presença? Não! Sou naturalmente assim. Fecho-me nos meus medos e fragilidades. Sinto-me inferior. Não sou. Não posso ser/reagir assim.

O FMM foi música, mas com um cartaz fraco, bem diferente do ano passado. Foi uma viagem divertida com ultrapassagens loucas a três e algum receio da minha condução, foi tenda com casulos, foi manhã de chuva na tenda, foi dormir ao relento, foi ver-te e encontrar-te noutro registo, foi sentir-me mal, foi divertir-me, beber e estar para além de Bagdad, foi stress e agitação, foi magoar amigos, foi estar fora de mim, foi desejar-te, foi farnelar na tenda e na praia, foi prisão de ventre geral e muita conversa de merda, foi golfinhos e hienas à venda, foi riso e diversão, foi loucura, foi confraternização com um vizinho de tenda que me chamava Mary Jane e que nos oferecia simpaticamente cerveja e whisky cola num convívio saudável e simpático, foi os meus pés pretos de tanta sujidade. Foi bom. Não foi perfeito para mim. Sei que quero loucura, copos, diversão, humor, mas com mais tempero. É isso que quero. Não quero limitar-me apenas a um registo. Quero diversidade. Estive mal em muitos momentos. Sobretudo com os amigos. Sobretudo porque não me aceito. Mas estamos juntos e estaremos. Com toda a nossa diversidade.
Gostei de estar lá porque encerro um capítulo. Porque preciso de gostar de mim. Porque realmente quero muito mais que aquilo. Quero aquilo em grande.
Houve noites frias, dias de praia quente, muitos mergulhos, música, refeições em família e a horários certos, misturas loucas de comida, sandes de frango com queijo derretido pelo calor e regadas a azeite, bolachas barradas com nutela quente pelo sol da praia e comidas com tanta gulodice, galheteiros de cachos de uvas, bebedeiras (uma bem grande e bem divertida para todos, menos para mim que fui para um sítio longínquo) e vómitos, madrugadas, dormir pouco, mãos dadas com ídolos de rádio, escaldões, pequeno-almoço no chão da tenda, borlas nos bilhetes, "rolinhas", houve muita coisa e parece que passámos lá mais dias do que os que efectivamente passámos.

Para mim não foi fácil, mas olhando para trás, o balanço é positivo. Estive mesmo para além de Bagdad. Obrigado por estarem comigo. E desculpem tudo aquilo em que estive mal.

23 de julho de 2008

Estou de férias. Este blog vai estar em repouso até domingo.

Os próximos 4 dias são de...

Festival de Música do Mundo em Sines!

Boa companhia, descanso e loucura!

Sines, aí vamos nós!



22 de julho de 2008

Entreabiu-se uma porta...não a posso deixar fechar.

Estou de férias

Deixem-me respirar e gritar bem alto:

- ESTOU DE FÉRIAS!!

Ok, são só 3 dias. Se contarmos com o fim-de-semana são 5. Mas vou sai daqui. Arejar a cabeça. Alhear-me dos problemas. Esquecer-me da vida. Respirar.

Ai tão bom!!

304 concertos

Hoje actualizei a minha lista de concertos. Tenho 303 concertos assitidos e um número ainda maior de bandas assistidas. Se pensarmos que um festival conta como um concerto para mim, que passam por lá dezenas de bandas, que cada concerto normalmente tem uma 1ª parte e que eu já repeti concertos dos mesmo artistas, mesmo assim isso dá um número considerável de música/músicos. Até a mim me custa a acreditar.

Ainda noutro dia faltava tanto para os 300 concertos. Os 300 iam ser um motivo de celebração.

Mas só hoje actualizei a lista e já passei os 300. Vou a caminho dos 304 agora no Festival de Música do Mundo de Sines. Vão ser 4 dias de muita música e muita diversidade musical.

Tenho imenso orgulho neste meu número. Acho que só mesmo eu. Sinto que é a minha pequena vitória. É difícil explicar.

A quantos concertos terei assistido quando tiver 50 anos? Atingirei a barreira dos 500? Será que algum dia me cansarei?

19 de julho de 2008

Hoje é dia de...

Leonard Cohen no Passeio Marítimo de AlgésAlinhar ao centro

16 de julho de 2008

Alice

Hoje nasceu mais um bébé de 2008. Chama-se Alice.

Mais uma bébé que se vai orgulhar muito da coragem e força da mãe. Não foi fácil, havia riscos e muita preocupação.
Mas ninguém pára a força de uma mulher, de uma mãe. Essa força vai contra tudo e todos. E sai vencedora. Sobretudo quando falamos de duas mulheres, mãe e filha.
A Alice nasceu hoje. Pequenina e ainda muito frágil. Mas cheia desta força que lhe deu vida. E que a tornará ainda mais especial.
E é nestes momentos que mostramos do que somos feitos e onde reside a nossa força.

Olá Alice!Bem-vinda!

Fins de tarde

Ontem fim de tarde nos jardins da Gulbenkian, que tem os passeios cobertos com toldos de panos. E o efeito é bem bonito!

E lá fui eu percorrendo os passeios e com os olhos nos toldos, todos tão coloridos, todos tão diferentes. Com o calor que está soube bem a sombra dos toldos. E soube bem andar por ali sem motivo aparente, apenas porque estava por ali e me apetecia.








14 de julho de 2008

Quando eu morrer

Acho que nunca escrevi isto, apesar de já o ter dito a quem me está mais próximo.

Quando eu morrer, não quero tristezas. Quando eu morrer quero que falem de mim, mas do que de mim se lembram de bom. Quero pequenos discursos com episódios marcantes pela alegria, pela ternura, pelo humor, pelo rídiculo. Quero que sorriam ao me recordarem. Não quero lágrimas. Quero ser cremada. Quero arder ao som das músicas que marcaram a minha vida. Quero os poemas e as palavras da minha vida. Bem alto. Não quero silêncios. Não quero conversas paralelas. Não quero padres com discursos que para mim não fazem sentido. Quero que me recordem. Quero que recordem a minha vida e a minha presença nas vossas vidas. Espero que essas recordações sejam de alegria, de bons momentos. Quero gargalhadas. Não quero tristezas. Não quero que vejam a minha cara sem cor, não quero que me beijem e sintam a minha pele fria. Não quero flores nem terra sobre mim. Não quero que sintam a minha ausência. Quero que me sintam presente.

Mais um adeus

Tenho de ter mais cuidado com o que digo/escrevo. E porquê? Porque quando digo coisas como estas, algo acontece e normalmente não é coisa boa. Como não foi. Não consigo falar mais disto.

Ando cansada e farta.

Sei que não pára por aqui e que este ano é marcado indelevelmente pelas despedidas.

Já não consigo dizer mais nada. Sinto-me vazia.

10 de julho de 2008

9 de julho de 2008

Isto de nada mudar na minha vida..

.. chateia-me.

Preciso de novas emoções, novas coisas a acontecer, novas coisas a descobrir!

8 de julho de 2008

Vem aí mais um embate forte!

Mais um....

Cansaço

Ando tão, tão cansada!! Com a minha colega de baixa não há tempo para respirar!! Sair tarde e ligar o portátil em casa para aceder à rede e trabalhar de casa!

AAAAAIIIIII!!!!

Berbequim

Cá por casa dos pais há barulho de berbequim no andar de cima, móveis a arrastar e coisas (porcas, pregos ou afins) a cair no chão. E sempre das 23h em diante.

Enfim, depois de ouvir reclamações em casas de alguns amigos por causa do excesso de barulho, devo dizer que não é agradável, mas não me incomoda a pontos de me "passar da marmita" e não me tira o sono. Ando tão cansada que acho que dormia em pé.

Podiam escolher outras horas, mas eu sei é apenas um momento.

Enerva-me bastante mais andarem a 70 km na faixa da esquerda e à minha frente!! Isso é que me tira do sério! :-)

4 de julho de 2008

Liberdade

Este momento foi importante.

A libertação de Ingrid Betancourt ao fim de 6 anos.

Ingrid foi sequestrada pelas FARC quando se candidatava à presisdência.

Nesta foto o reencontro com os seus filhos.

Foram libertados mais 11 reféns.

E assim segue o mundo. Impunemente.

2 de julho de 2008

Em resposta às perguntas da Sofia

Sofia, antes de mais muito obrigada!!!

A mesa chegou bem, cabe na sala e fica lindamente! A sala está muito branca, falta decorar e talvez leve alguns ajustes e não fique bem assim, mas a mesa fica lindamente na sala.

E montei-a sozinha hoje à hora de almoço. Não sei como consegui. Fiquei cheia de dores de braços e pernas porque fiz um bocado de esforço, mas consegui.



1 de julho de 2008

Manifesto pro subsídio de férias

A minha proposta é a seguinte: se a maioria dos trabalhadores portugueses está de férias o ano inteiro, o subsídio de férias deveria ser pago todos os meses. Correcto?

Não acham esta minha ideia coerente?

Eu acho, e este mês este acréscimo de dinheiro trouxe-me tanta felicidade!!

Viva o subsídio de férias!!

Assinado

A fã nº 1 do subsídio de férias

Curiosidade

Hoje à minha frente na papelaria, uma senhora dos seus 70 anos, visivelmente cansada da caminhada, pede dois maços de tabaco e diz à senhora da papelaria que vai a um sítio qualquer e precisa de fumar, porque senão faltam-lhe as forças.

E eu pensei cá para mim, no meu tempo o Popeye comia espinafres e ficava cheio de força, e por isso a minha mãe mandava-me comer legumes. Mas afinal estava errada. Devia ter-me dado cigarros. E só hoje, ao fim de 29 anos, é que percebo que devia ter começado a fumar mais cedo. O segredo não eram os legumes. Era o tabaco.

Sorte II

Hoje lá fui eu buscar a mesa a casa da Sofia. Estava com receio que não coubesse no carro, mas com a preciosa ajuda do Nuno (que teve de pôr a Madalena na cama, que estava radiante, com um sorrisso lindo a a palrar toda contente e desatou a chorar por ir para a cama enquanto o pai me ajudava a descer a mesa) coube e lá vim eu estrada fora toda contente.

1º stress: a trepidação do carro. Parecia que estava com o pneu furado e nem queria acreditar que isso me pudesse acontecer. Mas estava tudo ok, era apenas a trepidação da mesa,por ir um pouco em falso. Ao chegar a casa, independente e a pensar que consigo fazer tudo sozinha ( não consigo, mas tento sempre antes), lá tirei a mesa do carro. Quando a pousei no chão, o senhor que estava a estacionar ao meu lado ofereceu-me ajuda. Era um senhor de meia-idade. Perguntou para onde era e lá fomos nós. Ao chegar à entrada do prédio, aproveitei e pedi que me ajudasse a pô-la em casa. Um senhor que estava à porta do café também ofereceu ajuda. Mas o meu ajudante respondeu que não era preciso. Ele é que se tinha oferecido e não lhe custava nada e nem era preciso eu estar a pedir desculpa. E quando a mesa repousou em casa e na despedida, ainda me disse que agora podia descansar. Bem simpático. E eu muito, mas muito agradecida.

E é assim que corre a minha vida, com estes momentos de sorte no timing perfeito. Portanto acho que esta semana o euromilhões é meu, vou conhecer o homem da minha vida e vou ter a oferta ideal de emprego! Bem, pensando melhor, se calhar não, mas estas pequenas coisa fazem-me sorrir.Realmente, às vezes com tão pouco, fazemos tanto pelos outros. E eles nem se apercebem da preciosa ajuda que dão.

Operação Stop

Pela segunda vez este ano, fui parada numa operação STOP. Se da primeira vez escapei do teste do balão, desta vez fui mesmo soprar e apesar de ter bebido um copito, estava longe de acusar excesso de bebida.

Acho que o álcool não quer mesmo nada comigo.! Nem o álcool caramba!

Meia nervosa, lá colaborei com a autoridade. As duas situações tiveram em comum o humor e simpatia do senhor agente, que uma vez mais deu um toque de humor à situação, perguntando se eu sabia o que o valor acusado significava. Meia nervosa, meia baralhada, respondi que não. Ao que o senhor agente responde que significava que ia presa e me iam apreender a viatura. Engraçadinho, hein?
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa