Klimt

28 de setembro de 2008

Faltam 2 dias para Outubro

Faltam 2 dias para Outubro, data estipulada para a minha mudança. Este fim-de-semana não consegui fazer nada, não por não ter tempo, mas porque me faltou qualquer coisa. Estou cheia de vontade de me mudar, mas há algo que me retrai, que me impede de agarrar em tudo e partir.

E neste momento, como está tão próximo, só de pensar nisso dá-me um pequenino aperto no coração....

Este Natal no sapatinho quero...

Um IPOD!!

26 de setembro de 2008

Ceder o lugar nos transportes públicos

Ou eu sou um alien ou o mundo anda mesmo ao contrário.

Passo a explicar. Transportes públicos e eu sentada confortavelmente. Idoso entra. O que fazer? Segundo o resto da humanidade deve ignorar-se. A mim os meus pais ensinaram-me que devo levantar-me e ceder o meu lugar.

Ontem foi a quarta vez que cedi o meu lugar nos transportes públicos. Acho vergonhoso que ninguém, mas mesmo ninguém ceda o lugar ou dispute a cedência de lugar comigo. O caso mais revoltante foi um dia no comboio em que eu ia sentada do lado da janela com um senhor sentado ao meu lado. Uma senhora aproximou-se e ainda aguardei uns segundos. Como ele não se mexeu, fiz sinal à senhora e levantei-me. Ele levantou-se para me deixar passar e tornou a sentar-se. Já não há cavalheiros? Nem cedeu o lugar à velhota nem tão pouco se voltou para mim e me cedeu o lugar. Sentou-se e ignorou.

Hoje fiz outra experiência no metro. Novamente uma senhora idosa. Parou perto da porta. Estava na dúvida se ela sairia na próxima estação e aguardei. Neste compasso de tempo ninguém se mostrou sensível à situação. Como a senhora não saiu na próxima estação, eu levantei-me para lhe dar o meu lugar, mas ela não aceitou, disse que não era preciso. Ainda insisti, mas ela não quis.

A sério que fico indignada com esta gente! Somos realmente egoístas! Obrigada mãe e pai!Nascidos na aldeia, filhos de agricultores e pouco instruídos, mas souberam educar-me. E não é realmente pelos estudos, nem pelo estatuto social que se vê a educação!

Hoje é dia de...

Super Arraial do Caloiro do Técnico com Rita Redshoes, Deolinda e Wraygunn.


Wraygunn



Rita Redshoes

24 de setembro de 2008


Todos os dias...

passo na cidade universitária e deparo-me com praxes.

ODEIO PRAXES!

Sou anti-praxe, acho humilhante, sem humor, ridículo, demodé e de muito mau gosto. E não percebo o objectivo daquilo. Socializar? Divertir? Uma forma de conhecer pessoas? Eh pá, contem-me histórias. Já estou a imaginar as pessoas aqui no emprego novo a colocarem-me um penico na cabeça, pintarem-me a cara, enrolarem-me em papel higiénico, amarrarem-me, mandarem-me virar a roupa do avesso ou perfumarem-me com vinagre. Seria certamente uma bela recepção e acolhimento. E tenho a certeza que seria uma bela forma de nos conhecermos e estabelecer amizades.

Cambada de palermas e energúmenos (acho que se escreve assim...) E em bom português, badamerda para todos esses veteranos armados em superiores. Sois uns merdas e tenho dito!

21 de setembro de 2008

Domingo à tarde

Passado de volta do roupeiro a arrumar roupa, a ver o que uso e o que não uso.

Realmente os nossos roupeiros são um poço sem fundo. Eu pergunto a mim mesma como é possível ter tanta coisa que não uso e algumas que nem sabia que existiam num sítio que abro, mexo e remexo diariamente? Como é isto possível? A minha visão está direccionada ou viciada para ver apenas algumas peças?
Não sei. Mas enchi sacos de coisas que não visto há muito tempo e quase podia jurar que duas delas nunca vesti.

"Forbidden Colurs", David Sylvian

Não sei se há cores proibidas, mas há sons e vozes obrigatórias.
Para recordar sempre uma das músicas da minha vida, daquelas que se ouvirá no meu Adeus, o grande, o gigante, David Sylvian.

Feira

Hoje fui à Feira de Cascais. Não ia lá para aí há um ano e confesso que cada vez estou menos fã das nossas feiras. Os preços não são assim estão baratos. A qualidade é o que se sabe. Quando me pedem 15 ou 20€ por uma camisola e 30€ por um casaco, a minha resposta só pode ser que a esse preço vou comprar à loja. Ao que me é respondido que vão buscar as coisas ao mesmo sítio. Até aí tudo bem, mas é uma feira, não pagam rendas de lojas, portanto têm de reduzir os preços.
Conclusão, da feira trouxe apenas meias, 2 cintos e 2 lenços, porque foram as únicas coisas que valia mesmo a pena comprar.
Ah e tal a crise, mas não vejo ninguém a baixar os preços nem ninguém a deixar de vender. Cá para mim a crise só me afecta a mim.

Ontem foi dia de...

Legendary Tiger Man e Microaudio Waves no C.C.B



20 de setembro de 2008

Coisas que só me acontecem a mim

Imaginem que o vosso chefe tem o carro estacionado em 2ª fila. E que chega alguém e lhe liga para tirar o carro. O chefe está numa reunião e liga para mim para tirar o carro. Pego nas chaves e lá vou eu conduzir o mini vermelhinho. Entro no carro que estava muito próximo do carro que o secundava e inteligentemente coloco a marcha atrás e pumba, dou uma grande pancada no carro que estava atrás. Depois de muitos ******** e muitos ********, lá deixei o carro sair e estacionei. Discretamente verifico os dois carros. O mini não tinha nada. O carro em que bati estava tão velho e tão cheio de mossas e riscos que nem sei se lhe causei algum dano. Mau, mau foi entrar no escritório e verificar que os meus colegas já tinham regressado da reunião. Não sei se viram, mas também não disse nada. Assim como assim, o carro ficou intacto.
Mas ********, estas coisas só me acontecem a mim!! Enervo-me e deixo de pensar!

Adolescência

Com o novo trabalho em Lisboa, regressei aos transportes públicos, que são óptimos para ler e para ver a vista do percurso de comboio da linha de Cascais, mas que são péssimos pelas filas para validar bilhetes no metro, pelos metros cheios, pelas mudanças no metro, pelas minhas malas sempre cheias e pesadas, etc.
Mas mau, mau são as conversas no comboio.
Ontem, saí do trabalho a estourar de dor de cabeça. Depois do percurso a pé para o metro, que não é assim tão curto, e da longa viagem de metro, com um estranho nublado e repentino abafado lisboeta, lá chego ao Cais Sodré para apanhar o comboio. Só queria estar sogadita com a cabeça encostada ao vidro e chegar a casa. Mas não. Tenho de levar com 7 adolescente nos bancos da frente. Falam das eleições da escola, a lista não ganhou porque x foi bué porca e porque Y disse que lhe entregaram um boletim de voto já preenchido. E depois como eram apenas 7 e cada uma tinha uma ideia mais brilhante que a outra resolveram começar a falar cada vez mais alto, atropelando-se umas às outras com ideias fabulosas como a coluna de som do amigo que é bué boa para as festas, que era muita fixe alugar o pavilhão da escola para festas, arranjar prémios para um campeonato de futebol, um desfile de moda, tinham de começar a juntar dinheiro para a viagem de finalistas, que Loret era bué fixe, porque tem bué bares e bué animação, etc, etc.
Neste momento de grande excitação destas 7 franguinhas eu já estava a fervilhar por dentro e na minha cabeça só estava a imagem de uma mordaça à volta da boca delas. Isto para vos dar uma imagem bem soft. Insuportável, angustiante, foram 20 mns de puro sofrimento e muita histeria. Infelizmente só saíram na Parede, ou seja, uma estação antes da minha. Mas foi puro alívio. Quando a galinhagem delas parou e o silêncio se instalou, nem sei explicar a serenidade que senti. Estava a ficar louca. E melhor ainda foi quando saí do comboio e consegui sentir uma brisa fresca. Não sei o que se passou ontem em Lisboa, mas subitamente o tempo ficou abafado e insuportável. E a minha cabeça a rebentar....
E não, não tenho saudades nenhumas da adolescência. Obrigada por já estar noutra fase.

Rescaldo da primeira semana em novas funções

Gostava que este post fosse bastante objectivo e sucinto, mas sei que não consigo.
A minha vida nesta semana tem sido feliz, mas muito cansativa. No primeiro dia, muito trânsito, muito sono, nervos controlados. Chegada ao destino, e apesar de serem já 10h, ninguém se encontrava no escritório. Aguardei a chegada de alguém, depois as apresentações e foi logo começar a trabalhar. Formação de backoffice do site, notícias relevantes, elaboração e validação dos textos e das imagens, eventos, passatempos, etc.. Inserção dos mesmos conteúdos na parte do Mobile. Um sem número de coisas. Preocupação: o trabalho vai ser muito e absorvente. Logo no primeiro dia o visionamente de um vídeo em primeira mão. E eu ali com os olhinhos a brilhar.
Apercebi-me ao longo da semana que a minha função tem um nome pomposo, Digital Media Coordinator, mas basicamente sou assistente e faço tudo o que sai um bocado fora das funções dos meus colegas. Mas se estou a adorar? Estou e muito! O meu hobbie tornou-se o meu trabalho!
Estava habituada a ser eu a receber a notificação por mail quando era vencedora de passatempos, agora sou eu que mando mails a notificar os vencedores. Contradições da vida.
O ambiente é descontraido e informal. Há piadas e palavrões a toda a hora. Há stress e uma linguagem de televisão muito própria e que não é a minha, e que vou ter de fazer um esforço para dominar.
Mas também há coisas negativas. Há muita vergonha da minha parte. Aquelas alturas em que não sei se meto conversa e puxo assunto. Normalmente opto pelo silêncio e dedicação ao trabalho. Mas eles são simpáticos. Convidam para almoçar, perguntam se tudo corre bem e metem conversa. Já me apercebi também que ali não há muitos bilhetes e que há coisas para oferecer, mas que não passarão por mim. Porque antes de mim, estão eles que já são da casa. Há também uma linha muito comercial e popular que tem de ser seguida e que me deixa um pouco limitada, mas também não podia ser perfeito, perfeito. Depois há uma coisa muito parva, mas que me deixa um pouco desconfortável, que é o chamado estilo. Digamos que eu tenho um guarda-roupa um pouco formal. As pessoas que me rodeiam, ou têm um estilo desportivo e confortável ou um estilo fashion. E eu estou ali sem estilo definido e sem ter o que vestir. Vou ter de actualizar o meu guarda-roupa.....
Gostei de alguns pormenores como mails de boas-vindas no primeiro dia, achei curioso o mail dos Recursos Humanos que pedem 2 cartas de recomendação de empregos anteriores e CV, isto só mesmo num canal que tem regulamentação internacional. Gosto de ouvir falar de música de manhã à tarde e de por vezes me sentir uma ignorante, porque ouço falar de coisas que nem conheço. Gosto daquele ambiente divertido. Gosto de estar ali a absorver tudo. Gosto de saber de música e de pouco a pouco eles me reconhecerem isso. Gosto desta aprendizagem, mas não gosto de fazer muitas perguntas, mas forço-me a fazê-las para tudo estar perfeito.
Tento adaptar-me pouco a pouco. Estes dias são sempre difíceis. Não gosto de me sentir inferior a todos eles porque têm umas vivências fabulosas e uma segurança invejável. Eu vou conquistar tudo isso. Claro que nesta fase ele pensam que eu sou um pouco calada e tímida. Mas eles que aguardem, porque eu cheguei para ficar!!LOL!

Ontem foi dia de...

American Music Club no Festival B.O.M. no Barreiro


18 de setembro de 2008

Hoje é dia de...

Clã no Du Arte Garden do Casino Estoril.

Às 23:30h. A entrada é gratuita.

A viver um sonho

A viver um sonho e com muito pouco tempo para actualizar o blog.
Mais tarde farei a actualização.

Mas tudo corre bem.

14 de setembro de 2008

Hoje é dia de...

Madonna no Parque da Belavista


Nova Etapa

Inicia-se amanhã. Não tenho parado. Os nervos ainda não apareceram. Não sinto aquele complexo de inferioridade que me castra. Não estou ansiosa. Ainda bem que não tenho parado. Ainda bem que hoje há concerto. Ainda bem que não tenho tido tempo para me preocupar com estas coisas.

Despedida

Na sexta-feira, dia 12, fechou-se um ciclo. Houve lágrimas, sorrisos,agradecimentos, reconhecimento, abraços, beijos, prendas,almoços, elogios, despedidas e deixaram-me uma porta aberta que espero não voltar a abrir. Custou-me virar as costas e percorrer aquele caminho pela última vez. Sei que muito rapidamente será uma memória de 4 anos e alguns meses. Foi difícil, mas aprendi muito e cresci muito ali.

“A felicidade não é uma estação onde chegamos, mas uma maneira de viajar”.
Margareth Lee Runenk

A minha viagem continua.

De mim ficou lá o meu lugar vazio e o postal que desde o primeiro dia me acompanhou e que me fez acreditar que um dia aconteceria.

Adeus. A MJ não trabalha mais aí.



9 de setembro de 2008

Elogios

Não sou uma pessoa que goste de muitos elogios. Gosto de reconhecimento, disso gosto. E esta semana sabe bem ouvir o reconhecimento à minha postura e performance profissional. Sinto-me reconhecida e valorizada. E fiz por isso.
Hoje ouvi a coisa mais parva que alguém me poderia dizer nesta fase. O meu director disse-me que esperava que o meu novo emprego corresse mal e que eu teria sempre uma porta aberta. E mesmo sendo a coisa mais parva que me poderia dizer, foi provavelmente o melhor elogio que me poderia fazer. É bom saber que mesmo não sendo insubstituível, porque ninguém o é, o meu lugar, o lugar que eu conquistei é meu. Quando dizem à nossa frente, à colega que nos vai substituir que tem de conseguir ser tão boa quanto eu, porque melhor não conseguirá, sinto-me orgulhosa.
Hoje a noite foi passada a apagar coisas do portátil. Memórias e recordações passaram por mim esta noite. Entrei miúda e tímida. Saio mulher e mais segura.
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa