Klimt

3 de setembro de 2008

Hoje já cheira a Outono



O dia está nublado e escuro. Estamos em Setembro. Começa a anoitecer cedo. Hoje pela primeira vez cheira a Outono. E ele está próximo. E eu odeio o início do Outono. Porque os dias não brilham da mesma forma, o sol não me aquece, eu não sorrio da mesma forma, os dias são mais curtos e parece que duram menos, saio menos, faço menos, sou menos. Sou menos feliz nesta mudança de estação. Gosto de todas as estações do ano. Mas esta passagem de testemunho do Verão para o Outono, dói-me.

Já começo a ficar triste

quando me perguntam quando me vou embora, quando me dizem para manter o contacto, para não me esquecer deles, para não desaparecer, quando se despedem de mim...Foi tudo tão rápido. Falta apenas uma semana e meia.E vais custar cada vez mais...

"Mamma Mia"

Ontem fui ver a ante-estreia deste filme. A projecção foi na Fortaleza da Cidadela de Cascais, cinema ao ar livre, numa noite que se queria mais quente. Não estava à espera de uma grande obra-prima, nem de um filme de culto.



Mas o filme começa e somos logo conquistados pela paisagem paradisíaca das ilhas gregas. Só apetece fazer pause no filme e partir. E a partir daí meus amigos, é só diversão. Um filme leve e divertido. Uma banda sonora que se canta do princípio ao fim com o pezinho constantemente a saltitar. Um excelente filme para o fim de Verão. Porque só apetece que ele não acabe. Só apetece partir, fazer coisas parvas e diversão. Dançar, dançar e cantar até não podermos mais. Saí de lá com aquele sorriso parvo, de quem está feliz apenas porque está. Como vemos no filme, os momentos felizes são simples. Um mergulho com os amigos, uma paixão, uma noite de copos e diversão, um jantar, uma celebração, uma canção, os amigos, a família.

E depois há esta senhora. E esta senhora é….assim qualquer coisa que não sei bem adjectivar. Adoro-a no registo dramático (o que eu chorei no “África Minha” e n’«As Pontes de Madison County») e adorei-a no registo cómico e musical. A beleza e a frescura desta grande actriz! E a beleza de quem não tem um rosto tipicamente belo, mas que tem aquela beleza que vem de dentro, da força, da inteligência, do magnetismo, da doçura. E durante o filme só pensava que queria ser como aquelas 3 amigas, quero ter 50 anos com aquele brilho, alegria e espírito adolescente. Com momentos vividos para recordar e rir, com palermices para recordar e não acreditar que aconteceram. Quero saltar na cama e sentir-me jovem novamente. Este filme é tão simples, tão simples, que na sua simplicidade me faz querer tão pouco e nesse tão pouco sentir-me tão bem. E hoje, a noite e os sonhos foram ao som de “ You can dance, you can jive, having the time of your life/uuuuuu/See that girl, watch that scene, digging the Dancing Queen (...)". E porquê? Porque meus amigos, a seguir ao filme, tivémos uma sessão de Karaoke em que foram entoados muitos destes clássicos dos Abba. Não conseguia parar de cantar e de dançar. Estava possuída pelo espírito dos Abba. Desceu em mim e ficou. No regresso a casa, rádio desligado, prego a fundo Marginal afora e a minha voz de rouxinol a cantar estridentemente as músicas dos Abba! Ridícula? Infantil? Quem eu? Nããããããooooo!!!!

2 de setembro de 2008

Killers

Quando leio na Blitz que os Killers querem tocar em Portugal:

"Temos bandas amigas que nos dizem que se trata de um grande local para tocar. Queremos muito ir a Portugal".

E eu só penso, sim, por favor venham!!

Como se faz política

Li neste blog que o mais recente caso das eleições americanas é a gravidez da filha da candidata de Mccain a vice-presidente, Sarah Palin. A filha de Sarah Palin tem 17 anos, está grávida e vai casar. Barak Obama, ao ser confrontado com este "escândalo", responde aos jornalistas que esta é uma questão familiar e privada. Estas questões privadas não têm nada a ver com política, não serão aproveitadas para o confronto político e que se alguém do seu staff aproveitasse esta situação, seria despedido.

"I think people's families are off-limits, and people's children are especially off-limits. This shouldn't be part of our politics. It has no relevance to Gov. Palin's performance as governor or her potential performance as a vice president."

Ainda há políticos que gostam de confrontos por ideiais e causas políticas e que não optam pelo caminho do facilitismo e escandâlos da vida privada. Eu estou mesmo fã deste senhor.

Hoje acordei...

Feliz e cheia de energia!

Bom dia Vida!

1 de setembro de 2008

O meu cobertor

O meu cobertor, ou o que em tempos já foi um cobertor, tem 29 anos. Era com ele que eu adormecia, mexendo nas fitas que circundavam o cobertor, naquela espécie de folhinho que envolve a lã. Nada era mais tranquilizante e aconchegador que o meu cobertor. Muitas vezes quiseram deitá-lo fora, escondê-lo e fazê-lo desaparecer da minha vida porque estava velho e nojento e roto. Com o passar dos anos o folhinho foi desgastando-se, ficando apenas a lã. A inteligente aqui, puxava os fios que uniam a lã e a própria lã que restava fazia um folhinho que eu envolvia entre os dedos para adormecer. O cobertor foi ficando reduzido porque a lã também se desgastava e mesmo assim, lá o ia remendando. O cobertor ainda hoje existe, é um pequeno rectângulo de 20 cms. E ainda hoje repousa na minha cama, por cima da minha almofada e nada é tão suave como aquela rugosidade da lã alterada ao longo destes 29 anos repousando na minha cara. Às vezes ainda se envolve nos meus dedos recordando a infância, mas é basicamente um encosto na face que me adormece. Brevemente estes 20 cms vão ser 5 cms e o cobertor terá o seu fim. Só hoje pensava na importância deste pequeno objecto. Deve ser a única coisa que permanece ao longo destes 29 anos. Desde a maternidade. E está a chegar ao fim. é mesmo um abandonar de coisas e hábitos.

sempre os amigos..

quando as dúvidas mais parvas e infantis nos assolam e questionamos os amigos com as perguntas mais ridículas e eles têm a paciência para te responder o óbvio, te dar os conselhos que tu sabes, te encherem o ego e ainda por cima gostam de ti,mesmo sabendo que és uma parva e uma infantil...enfim..são os amigos sempre a aturar a adolescente à beira dos 30.
É sempre difícil falhar nas mesmas coisas. No pensamento está sempre presente a ideia da confiança, desta vez será diferente, tentar controlar inseguranças e complexos de inferioridade. Ser superior a mim própria. Mas na verdade, quando chega o momento, eu não estou lá. Estou demasiado concentrada a pensar nas coisas e não me deixo ir. O problema é que eu própria não retiro prazer das situações. Fica aquela situação incómoda e desconfortável na minha cabeça. As pessoas seguem o seu caminho e na minha cabeça fica sempre o mesmo pensamento e as mesmas interrogações. E quando, quando será diferente?

29 de agosto de 2008

Ontem foi dia de...

Sérgio Godinho no Du Art Garden no Casino Estoril.

E foi bom, mesmo bom! É um senhor!


27 de agosto de 2008

Agosto está a terminar. As férias estão a acabar. As pessoas começam a regressar.

??

É absolutamente estranha esta sensação de mudança, ou de descoberta. O meu não eu a vir ao de cima. Ou talvez o eu que eu não assuma ou que não me permitisse assumir. Mais leve e solta. Mais à descoberta. Mais (in)sana. Como se de uma personagem se tratasse. Alguém que se revela em alguns momentos e a algumas pessoas. Ou que se esconde. É estranho descobrir-me. É estranho as certezas não o serem. É estranho não ser eu. Ou talvez ser. É tudo estranho. Mas libertador. E até pacificador.

26 de agosto de 2008

Hoje é dia de...

Jorge Palma nas Festas do Mar em Cascais

Neste fim-de-semana

Bom, bom, mas mesmo bom foi ver os meus pais sorrir!Não há nada, mas nada que se compare a esse pequeno momento!

20 de agosto de 2008

Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Há um Dr. Jekyll and Mr. Hyde em mim. Há que assumir isso. Está assumido.

Fecha-se um ciclo

Neste mês, Agosto de 2008 fecha-se um ciclo, um ciclo de vida, um ciclo profissional. A minha vida está de pernas para o ar. A arrumar o passado. A preparar o futuro. A Maria João menina não mora mais aqui.

Last Goodbye

"this is our last goodbye

i hate to feel the love between us die

but it's over

just hear this and then i'll go

you gave me more to live for

more than you'll ever know

this is our last embrace

must i dream and always see your face

(...)"

Jeff Buckley

19 de agosto de 2008

Mais um Adeus

Mais um Adeus. Nem mais uma lágrima. Não consegui derramar uma única lágrima. As minhas lágrimas secaram. Gostava muito dela. Tenho muita pena de não a ter visitado este fim-de-semana por estar em Sagres.

Ontem fez anos. Hoje abandonou-nos.

Em 3 meses perdi 3 pessoas. Duas delas muito importantes na minha vida.

Sempre gostei que me mexessem no cabelo. Sempre que as tinha perto de mim, e quando saia do banho, pedia-lhes que me penteassem os cabelos. Elas adoravam.

Isto destabiliza-me. Fico com aqueles acessos de loucura e de raiva. Só elas eu consegui beijar depois de mortas. Aquela pele macia, agora tão fria.Nem uma lágrima. Apenas a raiva e a dor. Neste momento feliz que atravessava... Volta tudo à normalidade, mas não sei o que é a normalidade sem eles. Fecha-se um ciclo. Espero que este seja um bom ciclo. Espero conseguir. Espero que estejam todos comigo. Vocês estarão sempre comigo.

Já perdi muito este ano. Perdi o que de mais valioso alguém pode perder. Pessoas que me amavam incondicionalmente. E que fizeram muito por mim. Sei que estive com elas sempre que precisaram. Só me arrependo de não ter estado contigo nestes últimos dias. Mas não posso voltar atrás. E eu sei que tu sabes que eras para mim uma segunda avó.

Adeus. Espero que seja o último adeus dos próximos tempos. Não aguento mais despedidas.

14 de agosto de 2008

Este fim-de-semana vai ser de...

Mais um festival! Rumo a Sagres para O Super Bock Surf Fest.

O blog vai de férias para mais um festival. Até Domingo.


13 de agosto de 2008

12 de agosto de 2008

Decisão tomada

Proposta aceite. O contrato não é o ideal, o salário não é o ideal, mas aquele trabalho tem o meu nome. Não podia recusar. Na vida há que arriscar. Ou arriscava agora ou seria tarde. E trabalhos destes não surgem todos os dias e este caiu-me do céu. Não sei se fiz a escolha certa. Não sei se terei sucesso. Deixo tudo para trás.Um contrato efectivo, um trabalho em que sou eficiente, a proximidade de casa, o conforto da conquista de mais de 4 anos de trabalho em que já não tenho nada a provar a ninguém, mas ao mesmo tempo um trabalho onde já não evoluo. Um tudo que era nada. Mas em que já não tinha nada a provar a ninguém. Era (ainda sou) uma boa profissional na função que desempenho. Ninguém é insubstituível, mas tenho a certeza que farei falta. Os "meus meninos" sentirão a minha falta. Começa hoje a contagem decrescente na empresa em que trabalho há 4 anos e meio. Parece que foi ontem. Ainda ninguém sabe. Hoje olhava para os rostos dos que me acompanham diariamente. Tenho uma gratidão enorme por alguns. Os que me ensinaram, os que me ajudaram, os que me fizeram rir, os que me aconselharam, os que me mostraram aquilo que eu não quero ser profissionalmente. Vou sentir falta.Fecha-se um ciclo e não é fácil. Não é fácil partir. Nada é fácil. Odeio ter de decidir. Mas tenho os amigos que me ajudam a acreditar, dão-me uma visão positiva do futuro quando ela me falha e quando só penso nas despesas fixas, na pseudo segurança do meu contrato e na pergunta: e se corre mal? E se falho? E se não estou à altura? E se não me adapto? Deve ser de família, porque aqui por casa os argumentos eram os mesmos e tudo muito avesso à mudança e adepto do conforto e estabilidade. Mas vai correr bem. O sonho comanda a vida. O meu realiza-se agora. Resta-me libertar-me dos grilhões que ainda me amarram e ver a luz que espreita à entrada da caverna. Tenho de ter coragem e fazer-me à vida. Enfrentar este novo desafio que começa por M, termina com um V e tem um T no meio. Esta é a minha nova conquista. A mudança que eu tanto ansiava e tanto pedia. E não é que aconteceu mesmo? Sinto-me livre.

Amanhã dia de comunicação oficial e negociação da saída.

11 de agosto de 2008

A partir vidro

Não me parece nada normal que num fim-de-semana seja possível partir 3 vidros de 3 molduras. Parece impossível,mas aconteceu de facto.
1ª moldura -Moldura enorme de clips. Ao pegar no vidro e e devido às grandes dimensões e ao facto de euter pegado no vidro com apenas um mão e sem apoio nenhum, o vidro quebrou ao meio.
2ª moldura - Moldura de clips de menores dimensões. Depois de pronta é colocada no chão, onde minutos depois, ao levantar-me do sofá, a piso com este meus pés que suportam um corpinho com peso pluma
3ª moldura - Ao levar várias coisas nas mãos para casa, e em vez de colocar a caixa com a moldura num saco para a transportar de forma mais segura, o que aconteceu foi que a caixa abriu com o peso da moldura, e a moldura caiu directamente nas escadas do prédio (diga-se de passagem, que era uma moldura bem bonita)

Um acontecimento inédito e digno de constar no blog. Em dois dias, 3 molduras partidas e inutilizadas? Inacreditável!

É urgente

"(...)
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."

Eugénio de Andrade

"O Escafandro e a Borboleta"

Só ouço falar neste filme e ainda não o vi. Ao ler a sinopse fiquei cheia de curiosidade:

"Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um homem apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória."

Esta história é verídica. Vejam o trailer.



A ver proximamente.

Fim-de-semana

Este fim-de-semana foi de descanso.Petiscos da mãe, alguns passeios, encontro com a minha madrinha, que é a chamada teenager de 40 anos. É bom falar com ela e perceber que a vida aos 4o e tal é levada com o espírito de uma adolescente. Melhor ainda é ouvir histórias como a de um amigo dela que aos 40 e tal anos, casado, com 3 filhos e o emprego estável em que é dos melhores e ganha o que quer, larga tudo, vende a cota que tem na empresa que criou, compra um bar e ao mesmo tempo dedica-se a à composição de músicas para a sua banda. A vida não pára, não é tarde para nada, o desejo de mudança e a busca pelas coisas que fazem sentido na nossa vida é sentido em qualquer idade e em qualquer situação. Mesmo nestas, em que aparentemente se tem tudo. Quando se é o melhor na àrea em que se trabalha e mesmo assim nada faz sentido. Ele é um "ganda maluco"? É-o certamente! Mas é feliz? Claro! Hoje é mais feliz e mais realizado.Pode correr mal e ele está atento a isso? Claro! E se correr mal? Novo projecto. Turismo alternativo. Sem medos. Com alguma ponderação, nao muita, para não deixar de arriscar. E isto deixa-me assim, cheia de orgulho por estas pessoas, por estes "ganda malucos" que se fazem à vida.

10 de agosto de 2008

Gosto

das transmissões dos concertos dos festivais da Sic Radical e da Antena 3. Deixam-me roidinha de inveja por não estar lá, mas adoro a possibilidade de assitir à distância. Não é a mesma coisa, mas já não é nada mau.

O que me faz sentir feliz?

É difícil responder a esta pergunta, mas somando todos os momentos felizes ao longo da minha vida que me faz feliz é sobretudo ver as pessoas à minha volta felizes e bem. Estando eles felizes eu estou tranquila. Quando a felicidade deles mo permite, sou ainda ainda mais feliz com música. Em toda a minha vida os momentos em que ela está presente,nos concertos, nos festivais, na rádio, são momentos de emoções, sem música eu não faço sentido. O sol e a praia, os chinelos no pé, a roupa leve e descontraída, os momentos de gargalhadas, o non sense, a pele morena, a frescura dos mergulhos, os amigos, os copos, as saídas, os festivais. O Verão faz-me sentir mais feliz. Sou mais feliz com os dias longos, luminosos e quentes. Sou mais feliz com a espontaneidade que o Verão permite. Sou mais feliz com alguém. Sou sempre mais feliz apaixonada. Somos todos, não é?
Neste momento sou muito feliz nesta independência, neste rumo que me leva sozinha a enfrentar desafios e a ultrapássá-los, dependendo apenas de mim.
O que me fará feliz? Tanta, tanta coisa! O Futuro revelar-se-á. Mas por agora, e faltando tanta coisa, eu estou feliz.

9 de agosto de 2008

Ando a explorar o Picasa e o Flickr

A melhor das notícias

Na quinta-feira ao fim do dia, antes de rumar a Sudoeste, o telefone tocou para receber a melhor das notícias. Fui escolhida!Eu, Maria João, fui seleccionada para um trabalho na área em que sempre desejei!
O meu sonho a realizar-se. O novo ciclo a iniciar-se. A esperança a renascer. A mudança a acontecer.
O meu sorriso era o maior dos sorrisos. Apetecia-me gritar, pular, dizer a toda a gente, mas como estava no trabalho tive de guardar toda a minha felicidade dentro de mim. Há pormenores a acertar, condições a aceitar ou a negociar. Ainda disse que cancelava a ida ao Sudoeste, mas combinou-se para segunda ao almoço. Foi tudo tão repentino que até me custa a acreditar. É que fui eu, fui mesmo eu a escolhida!

Só para dizer que fui mesmo ao Sudoeste

e que vi e ouvi a maravilhosa Bjork!E foi muito bom! E adorei!

7 de agosto de 2008

Bjork

Se eu for mesmo ao Sudoeste, nem consigo acreditar que hoje vou estar a ouvir esta senhora, esta voz, esta cientista musical chamada Bjork.

Eu tenho mesmo de estar lá!

Este fim-de-semana vai ser de...

Festival do Sudoeste...

Ainda não é bem certo. Está tudo pronto e eu pronta a sair hoje do trabalho e partir. Mas ainda falta saber se há bilhetes à borla ou não. E isso só só sei lá mais para a tarde. Mas mantendo a onda positiva, vamos acreditar que tudo se vai arranjar e que rumarei à Zambujeira do Mar.

Até Domingo!

5 de agosto de 2008

Sou mesmo tuga...

Li aqui e identifiquei-me logo com estas palavras de António Barreto:

"Não acredito muito nessa ideia de que os portugueses são, colectivamente, pessimistas. Mas olhando para a rua, é verdade que descubro um grau de insatisfação ou de queixume ou frustação superior ao dos restantes países. Tudo isso são atitudes muito inseguras."

António Barreto in Meia Hora



Ser maior

Hoje senti-me grande, enorme, gigante. A entrevista correu bem, mas mesmo muito bem. E eu estava nervosa, mas de repente, sem explicação, sem saber como nem porqúê, uma serenidade e uma tranquilidade abateram-se sobre mim. Eu diria mais, uma força, uma confiança que não são minhas. O meu olhar tornou-se forte, intenso e comunicativo. O meu discurso foi assertivo, sincero. Foi um diálogo aberto. Não me senti a ser entrevistada. Senti-me a conversar com um desconhecido sobre projectos. E de forma natural. Como se não tivesse nada a ganhar. Não me senti "atacada", nem diminuida. A conversa fluiu, o meu cérebro não bloqueou, consegui articular coerentemente, sem gaguez, sem me sentir inferior, sem perturbações no discurso. Se eu acreditasse em coisas do sobrenatural ou de carácter mais religioso, diria que alguém estava a olhar por mim (Avó, se foste tu, muito obrigada!). Consegui mostrar o que sou, o que quero, as minhas motivações, as minhas capacidades, de que forma posso contribuir para aquele projecto. As entrevistas não estão fechadas. O lugar não é meu. Mas percebi que houve interesse. Nem o ordenado foi uma barreira. Senti-me tão anormalmente confiante e segura que só por isso me sinto vencedora. O lugar pode até nem ser meu. Mas esta entrevista marca a minha vida. E só queria que vissem o meu sorriso e a forma como quando cheguei ao elevador, pulei, esticando o meu braço direito, naquele gesto tão característico de quem grita "YES!!". Ah pois é, mesmo à filme! E permitam-me um grande palavrão, mas nesse momento disse para mim mesma: "Foda-se que esta merda correu mesmo muito bem!" E segui o meu caminho, não contente, mas radiante! E com esperança, mesmo cheia de esperança! Se não conseguir, estive mesmo muito próximo!Faltou-me só mesmo um bocadinho assim! Para a semana saberei!

3 de agosto de 2008

Sobre mim

A minha mala anda sempre cheia de tralha. É grande, pesa imenso e muitas vezes até fico com a marca das alças no ombro. Mas quando olho para o que tenho na mala não vejo nada que não precise. Tudo o que tenho na mala é necessário parao meu dia a dia.
Uma coisa que nunca pode faltar na minha mala são pastilhas. Tenho de ter sempre pastilhas e à semelhança do vício do tabaco, se vejo que já só tenho um pacote e que restam poucas pastilhas, tenho de ir a correr comprar mais pastilhas. Não consigo andar sem pastilhas. Noutro dia vinha a pensar nisso e em qual seria a razão e não cheguei a nenhuma conclusão. Sou viciada em pastilhas e não percebo porquê.

Vozes

Gosto da voz da Inês Menezes, voz das manhãs da Radar. E não tenho nada mais a dizer.

Fim-de-semana

Confesso que já não sei muito bem o que é estar um fim-de-semana inteiro com a família e em casa. E mesmo com as temperaturas altas que se fizeram sentir estes dois dias e sem ir à praia, soube bem.
Deu para descansar, para ir passear a Azeitão, para ir almoçar fora com os meus pais, para organizar fotografias que aguardavam há meses na confusão de uma pasta perdida no portátil ( e ainda ficaram algumas por organizar), para estar e conversar com o pai e com a mãe, para fazer uma sardinhada de domingo com amigos dos meus pais e comer à séria, para preparar a entrevista de amanhã, para pensar na vida, para dormir e parece que quando posso dormir nunca consigo dormir tudo o que quero, para ler o Ipsilon e o Expresso, para descansar.
E soube bem. Estar no terraço e sentir a brisa e o tempo sem tempo.

2 de agosto de 2008

Um exemplo a seguir

"A ONU recomendou ontem à noite aos funcionários e corpo diplomático que deixem nos armários a roupa tradicional e optem por uma indumentária informal que se adapte melhor ao novo plano de poupança energético a implementar na sede da organização.É a iniciativa "Cool UN", apresentada ontem e que arranca na sexta-feira, para reduzir o uso do ar condicionado, reduzir as emissões e poupar dinheiro."

publico.pt

Realmente há formalidades que não se justificam...Adorei a ideia!

1 de agosto de 2008

31 de julho de 2008

Espelho

Isto parece parvo e talvez seja. Nunca tive espelho em casa, quer dizer, tenho um espelho por cima da cómoda, que dá apenas para ver a minha cara e pescoço. Nunca tive um espelho de corpo inteiro. Não gosto muito de imagem. Mas comprei um para a minha casa. Super saldo no IKEA e com apenas 5 euros comprei um espelho para quando mudar de casa olhar para mim vezes sem conta e tentar encontrar naquela imagem tudo aquilo que dizem sobre ela. Lá está, pode parecer parvo, mas quando se fala de MJ não é parvo, é até um passo digno de referência.
Como todas as entrevistas, esta não foi perfeita. Não sou rápida de raciocínio, os nervos perturbam a agilidade mental e a segurança. Não sou boa a vender-me. Nunca serei. Há que apostar em mim pelo possível potencial. Isso não está à vista. Não é fácil descobrir em mim potencial. Correu normalmente. Não será desta, mas poderá abrir outras portas, futuras oportunidades. Importante foi ter surgido algo. Quando nada acontece, um simples vislumbrar de oportunidade anima a e fortalece a esperança. Surgirão novas oprtunidades. Eu sei que sim. O meu caminho não é este. Será outro. E eu vou percorrer esse caminho. Eu chego lá!

30 de julho de 2008

Amanhã é um dia importante!

Não quero falar muito nisto. Amanhã é um dia muito importante. Focada e acreditando em mim. Vou conseguir!

Sobre o FMM

O FMM foi um misto de sentimentos e momentos. Teve momentos de alegria e diversão, teve momentos de dor e angústia e teve momentos de ausência. Estive ausente do FMM. Estive focada numa única coisa. Queria que acontecesse? Queria. Consegui reagir a essa presença? Não! Sou naturalmente assim. Fecho-me nos meus medos e fragilidades. Sinto-me inferior. Não sou. Não posso ser/reagir assim.

O FMM foi música, mas com um cartaz fraco, bem diferente do ano passado. Foi uma viagem divertida com ultrapassagens loucas a três e algum receio da minha condução, foi tenda com casulos, foi manhã de chuva na tenda, foi dormir ao relento, foi ver-te e encontrar-te noutro registo, foi sentir-me mal, foi divertir-me, beber e estar para além de Bagdad, foi stress e agitação, foi magoar amigos, foi estar fora de mim, foi desejar-te, foi farnelar na tenda e na praia, foi prisão de ventre geral e muita conversa de merda, foi golfinhos e hienas à venda, foi riso e diversão, foi loucura, foi confraternização com um vizinho de tenda que me chamava Mary Jane e que nos oferecia simpaticamente cerveja e whisky cola num convívio saudável e simpático, foi os meus pés pretos de tanta sujidade. Foi bom. Não foi perfeito para mim. Sei que quero loucura, copos, diversão, humor, mas com mais tempero. É isso que quero. Não quero limitar-me apenas a um registo. Quero diversidade. Estive mal em muitos momentos. Sobretudo com os amigos. Sobretudo porque não me aceito. Mas estamos juntos e estaremos. Com toda a nossa diversidade.
Gostei de estar lá porque encerro um capítulo. Porque preciso de gostar de mim. Porque realmente quero muito mais que aquilo. Quero aquilo em grande.
Houve noites frias, dias de praia quente, muitos mergulhos, música, refeições em família e a horários certos, misturas loucas de comida, sandes de frango com queijo derretido pelo calor e regadas a azeite, bolachas barradas com nutela quente pelo sol da praia e comidas com tanta gulodice, galheteiros de cachos de uvas, bebedeiras (uma bem grande e bem divertida para todos, menos para mim que fui para um sítio longínquo) e vómitos, madrugadas, dormir pouco, mãos dadas com ídolos de rádio, escaldões, pequeno-almoço no chão da tenda, borlas nos bilhetes, "rolinhas", houve muita coisa e parece que passámos lá mais dias do que os que efectivamente passámos.

Para mim não foi fácil, mas olhando para trás, o balanço é positivo. Estive mesmo para além de Bagdad. Obrigado por estarem comigo. E desculpem tudo aquilo em que estive mal.

23 de julho de 2008

Estou de férias. Este blog vai estar em repouso até domingo.

Os próximos 4 dias são de...

Festival de Música do Mundo em Sines!

Boa companhia, descanso e loucura!

Sines, aí vamos nós!



22 de julho de 2008

Entreabiu-se uma porta...não a posso deixar fechar.

Estou de férias

Deixem-me respirar e gritar bem alto:

- ESTOU DE FÉRIAS!!

Ok, são só 3 dias. Se contarmos com o fim-de-semana são 5. Mas vou sai daqui. Arejar a cabeça. Alhear-me dos problemas. Esquecer-me da vida. Respirar.

Ai tão bom!!

304 concertos

Hoje actualizei a minha lista de concertos. Tenho 303 concertos assitidos e um número ainda maior de bandas assistidas. Se pensarmos que um festival conta como um concerto para mim, que passam por lá dezenas de bandas, que cada concerto normalmente tem uma 1ª parte e que eu já repeti concertos dos mesmo artistas, mesmo assim isso dá um número considerável de música/músicos. Até a mim me custa a acreditar.

Ainda noutro dia faltava tanto para os 300 concertos. Os 300 iam ser um motivo de celebração.

Mas só hoje actualizei a lista e já passei os 300. Vou a caminho dos 304 agora no Festival de Música do Mundo de Sines. Vão ser 4 dias de muita música e muita diversidade musical.

Tenho imenso orgulho neste meu número. Acho que só mesmo eu. Sinto que é a minha pequena vitória. É difícil explicar.

A quantos concertos terei assistido quando tiver 50 anos? Atingirei a barreira dos 500? Será que algum dia me cansarei?

19 de julho de 2008

Hoje é dia de...

Leonard Cohen no Passeio Marítimo de AlgésAlinhar ao centro

16 de julho de 2008

Alice

Hoje nasceu mais um bébé de 2008. Chama-se Alice.

Mais uma bébé que se vai orgulhar muito da coragem e força da mãe. Não foi fácil, havia riscos e muita preocupação.
Mas ninguém pára a força de uma mulher, de uma mãe. Essa força vai contra tudo e todos. E sai vencedora. Sobretudo quando falamos de duas mulheres, mãe e filha.
A Alice nasceu hoje. Pequenina e ainda muito frágil. Mas cheia desta força que lhe deu vida. E que a tornará ainda mais especial.
E é nestes momentos que mostramos do que somos feitos e onde reside a nossa força.

Olá Alice!Bem-vinda!

Fins de tarde

Ontem fim de tarde nos jardins da Gulbenkian, que tem os passeios cobertos com toldos de panos. E o efeito é bem bonito!

E lá fui eu percorrendo os passeios e com os olhos nos toldos, todos tão coloridos, todos tão diferentes. Com o calor que está soube bem a sombra dos toldos. E soube bem andar por ali sem motivo aparente, apenas porque estava por ali e me apetecia.








14 de julho de 2008

Quando eu morrer

Acho que nunca escrevi isto, apesar de já o ter dito a quem me está mais próximo.

Quando eu morrer, não quero tristezas. Quando eu morrer quero que falem de mim, mas do que de mim se lembram de bom. Quero pequenos discursos com episódios marcantes pela alegria, pela ternura, pelo humor, pelo rídiculo. Quero que sorriam ao me recordarem. Não quero lágrimas. Quero ser cremada. Quero arder ao som das músicas que marcaram a minha vida. Quero os poemas e as palavras da minha vida. Bem alto. Não quero silêncios. Não quero conversas paralelas. Não quero padres com discursos que para mim não fazem sentido. Quero que me recordem. Quero que recordem a minha vida e a minha presença nas vossas vidas. Espero que essas recordações sejam de alegria, de bons momentos. Quero gargalhadas. Não quero tristezas. Não quero que vejam a minha cara sem cor, não quero que me beijem e sintam a minha pele fria. Não quero flores nem terra sobre mim. Não quero que sintam a minha ausência. Quero que me sintam presente.

Mais um adeus

Tenho de ter mais cuidado com o que digo/escrevo. E porquê? Porque quando digo coisas como estas, algo acontece e normalmente não é coisa boa. Como não foi. Não consigo falar mais disto.

Ando cansada e farta.

Sei que não pára por aqui e que este ano é marcado indelevelmente pelas despedidas.

Já não consigo dizer mais nada. Sinto-me vazia.

10 de julho de 2008

9 de julho de 2008

Isto de nada mudar na minha vida..

.. chateia-me.

Preciso de novas emoções, novas coisas a acontecer, novas coisas a descobrir!

8 de julho de 2008

Vem aí mais um embate forte!

Mais um....

Cansaço

Ando tão, tão cansada!! Com a minha colega de baixa não há tempo para respirar!! Sair tarde e ligar o portátil em casa para aceder à rede e trabalhar de casa!

AAAAAIIIIII!!!!

Berbequim

Cá por casa dos pais há barulho de berbequim no andar de cima, móveis a arrastar e coisas (porcas, pregos ou afins) a cair no chão. E sempre das 23h em diante.

Enfim, depois de ouvir reclamações em casas de alguns amigos por causa do excesso de barulho, devo dizer que não é agradável, mas não me incomoda a pontos de me "passar da marmita" e não me tira o sono. Ando tão cansada que acho que dormia em pé.

Podiam escolher outras horas, mas eu sei é apenas um momento.

Enerva-me bastante mais andarem a 70 km na faixa da esquerda e à minha frente!! Isso é que me tira do sério! :-)

4 de julho de 2008

Liberdade

Este momento foi importante.

A libertação de Ingrid Betancourt ao fim de 6 anos.

Ingrid foi sequestrada pelas FARC quando se candidatava à presisdência.

Nesta foto o reencontro com os seus filhos.

Foram libertados mais 11 reféns.

E assim segue o mundo. Impunemente.

2 de julho de 2008

Em resposta às perguntas da Sofia

Sofia, antes de mais muito obrigada!!!

A mesa chegou bem, cabe na sala e fica lindamente! A sala está muito branca, falta decorar e talvez leve alguns ajustes e não fique bem assim, mas a mesa fica lindamente na sala.

E montei-a sozinha hoje à hora de almoço. Não sei como consegui. Fiquei cheia de dores de braços e pernas porque fiz um bocado de esforço, mas consegui.



1 de julho de 2008

Manifesto pro subsídio de férias

A minha proposta é a seguinte: se a maioria dos trabalhadores portugueses está de férias o ano inteiro, o subsídio de férias deveria ser pago todos os meses. Correcto?

Não acham esta minha ideia coerente?

Eu acho, e este mês este acréscimo de dinheiro trouxe-me tanta felicidade!!

Viva o subsídio de férias!!

Assinado

A fã nº 1 do subsídio de férias

Curiosidade

Hoje à minha frente na papelaria, uma senhora dos seus 70 anos, visivelmente cansada da caminhada, pede dois maços de tabaco e diz à senhora da papelaria que vai a um sítio qualquer e precisa de fumar, porque senão faltam-lhe as forças.

E eu pensei cá para mim, no meu tempo o Popeye comia espinafres e ficava cheio de força, e por isso a minha mãe mandava-me comer legumes. Mas afinal estava errada. Devia ter-me dado cigarros. E só hoje, ao fim de 29 anos, é que percebo que devia ter começado a fumar mais cedo. O segredo não eram os legumes. Era o tabaco.

Sorte II

Hoje lá fui eu buscar a mesa a casa da Sofia. Estava com receio que não coubesse no carro, mas com a preciosa ajuda do Nuno (que teve de pôr a Madalena na cama, que estava radiante, com um sorrisso lindo a a palrar toda contente e desatou a chorar por ir para a cama enquanto o pai me ajudava a descer a mesa) coube e lá vim eu estrada fora toda contente.

1º stress: a trepidação do carro. Parecia que estava com o pneu furado e nem queria acreditar que isso me pudesse acontecer. Mas estava tudo ok, era apenas a trepidação da mesa,por ir um pouco em falso. Ao chegar a casa, independente e a pensar que consigo fazer tudo sozinha ( não consigo, mas tento sempre antes), lá tirei a mesa do carro. Quando a pousei no chão, o senhor que estava a estacionar ao meu lado ofereceu-me ajuda. Era um senhor de meia-idade. Perguntou para onde era e lá fomos nós. Ao chegar à entrada do prédio, aproveitei e pedi que me ajudasse a pô-la em casa. Um senhor que estava à porta do café também ofereceu ajuda. Mas o meu ajudante respondeu que não era preciso. Ele é que se tinha oferecido e não lhe custava nada e nem era preciso eu estar a pedir desculpa. E quando a mesa repousou em casa e na despedida, ainda me disse que agora podia descansar. Bem simpático. E eu muito, mas muito agradecida.

E é assim que corre a minha vida, com estes momentos de sorte no timing perfeito. Portanto acho que esta semana o euromilhões é meu, vou conhecer o homem da minha vida e vou ter a oferta ideal de emprego! Bem, pensando melhor, se calhar não, mas estas pequenas coisa fazem-me sorrir.Realmente, às vezes com tão pouco, fazemos tanto pelos outros. E eles nem se apercebem da preciosa ajuda que dão.

Operação Stop

Pela segunda vez este ano, fui parada numa operação STOP. Se da primeira vez escapei do teste do balão, desta vez fui mesmo soprar e apesar de ter bebido um copito, estava longe de acusar excesso de bebida.

Acho que o álcool não quer mesmo nada comigo.! Nem o álcool caramba!

Meia nervosa, lá colaborei com a autoridade. As duas situações tiveram em comum o humor e simpatia do senhor agente, que uma vez mais deu um toque de humor à situação, perguntando se eu sabia o que o valor acusado significava. Meia nervosa, meia baralhada, respondi que não. Ao que o senhor agente responde que significava que ia presa e me iam apreender a viatura. Engraçadinho, hein?

30 de junho de 2008

Sou uma gaja de sorte(às vezes...muito poucas vezes)!

Há coisas que me fazem ter esta exclamação (o que é muito raro!)

Como sabem ando na busca incessante de mobiliário para a casa. A escolha não é fácil, por vários motivos. Sou esquisita, é difícil tomar decisões sozinha, nada me agrada, procuro coisas específicas e que não encontro em lado nenhum ou que não se adequam às dimensões da minha casa. Enfim, sou complicada.
Procurava eu uma mesa de sala branca, não muito grande, não muito cara. Gostei da mesa da casa da Sofia. Por brincadeira disse-lhe que se a quisesse vender, eu a comprava. Fiquei a saber que era uma mesa de jardim da "CASA". Fui à loja da "CASA" em Almada e encontrei a mesa no catálogo. Não era muito cara. Fiquei de pensar (lá está a indecisão). Depois de muito matutar, tomei a decisão de comprar. Hoje ia passar na loja de Sintra para ir buscar a mesa. Eis senão quando, a meio da tarde o telefone toca e a Cáti me diz que a Sofia quer saber se eu quero comprar a mesa porque ela quer uma outra opção de mesa para a sala dela. E o preço de compra proposto é bem abaixo do que o da loja! Eu nem queria acreditar! Obviamente que disse logo que sim! Fiquei radiante! E pensei na sorte que estava a ter. E no timing perfeito. Estas coisas não me costumam acontecer. Só quando ganho bilhetes para concertos.

Portanto, a noite de hoje foi passada a trocar a mesa e as cadeiras compradas no IKEA e a adquirir novas cadeiras e 'unas coisitas' mais. E obrigada Cáti pela grande ajuda nesta tarefa!

E por isto, hoje realmente fui uma gaja de sorte!

27 de junho de 2008

É impossível não se gostar desta cidade

Vista do Miradouro da Graça numa destas tardes.

Eu sentada no banco do Miradouro. À minha frente um rapaz com um ar só, encostado à sua bicicleta. Do meu lado direito um casal apaixonado. Do meu lado esquerdo um casal de turistas "farnelando". Nas minhas costas um casal de meia idade falando de gente do teatro. À nossa volta as conversas da esplanada embalando a tarde.

Nas palavras de Ary dos Santos e na voz de Carlos do Carmo: Vou pela estrada deslumbradada/ lua cheia de Lisboa/até que a lua apaixonada/cresce na vela da canoa"





E se alguém te oferecer flores, isso é...

Engano!

"Não, não é para mim. Aqui é o 1ºDto"

Também seria estranho se fossem para mim....

Cada vez menos tele-dependente

Cada vez vejo menos televisão. E estava aqui a pensar se isso será preocupante ou não. É que não vejo mesmo quase televisão nenhuma.

Penso que é preocupante, porque acabo por não ver os noticiários e acabo por andar menos informada. Limito-me a ouvir as notícias na TSF. Mas por outro lado, significa que não é urgente dispender dinheiro na aquisição de uma televisão lá para casa. Só posso é ver DVD's no portátil. Mas gasto menos energia e consequentemente pago menos.

E eu que dizia que mesmo quando estava sozinha em casa precisava de ter a televisão ligada, mesmo não estando a ver. "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", já dizia a canção.

QUAL É A SUA PROBABILIDADE DE FICAR MILIONÁRIO?

Depois da prestação aumentar e o ordenado ser exactamente o mesmo, é muito bom ter este resultado no teste, é que é mesmo bom! Dá assim uma esperançazinha. Yuuuupppiiii, vou ter dinheiro para pagar as excursões da Inatel por esse Portugal afora!!!

A minha prestação da casa aumentou!

Esperavas o quê, ó tótó?

"Saltar a tampa"

Ontem saltou-me a tampa no trabalho, se bem que saltar a tampa é talvez um pouco forte, já que em mim é tudo muito comedido. Digamos que senti os calores a subirem por mim acima.

Há pessoas que te enervam, vais acumulando, a coisa vai passando, mas chega um dia em que não dá. E foi ontem. Não me apetece falar na situação, porque não é fácil de explicar, e nem é dramática. Aliás, em abono da verdade é uma merda sem importância. Mas quando vês que alguém que não gosta de uma resposta tua, em que dizes verdades e vai buscar temas de trabalho, sem te questionar sobre os temas primeiro e em que de repente és posta em causa pelo chefe dessa pessoa ao teu chefe, aí meus amigos, pára tudo, porque a primária ficou bem lá atrás e tenho pouca paciência para queixinhas.
Mas cómico, cómico foi ver o meu chefe achar estranha a minha reacção, não está habituado a ver-me assim. Sobretudo por uma coisa tão sem importância. Uma colega minha vira-se e diz: "Bem João, nunca te vi assim!" e outra: Desabafa, que faz-te bem!" Lol! Houve silêncio à minha volta. A verdade é que ninguém me vê refilar, queixar, exaltar. Estou sempre na minha, faço o meu trabalho, não me chateio com o acessório. Mas ontem, ontem foi mais forte que eu. Não gosto de arrogâncias, falta de maturidade e actos de má fé.

26 de junho de 2008

Hoje é dia de ...

Magnetic Fields na Aula Magna


Se ainda não estão fartos de post's sobre a minha casa...

O edredon já tem capa.

Não é o desejado, nem o ideal, mas joga bem com o branco da cama e muito importante, foi barato.


E posso sempre alternar entre a frente e o verso, ou seja, é um "two in one".


E vá, ok, já chega de fotografias e de blá, blá, blá sobre a casa. Raios parta a miúda que não se cala com a conversa da casa!

"Billy"

A Billy está montada e pronta a ser enriquecida de livros.

Pormenor: se repararem na prateleira central, curiosamente a única que é fixa à estante e pregada atrás, ficou com a parte da madeira a ver-se, o que estraga um bocado a obra da artista, mas tenho quase a certeza que nas instruções os furos estavam do outro lado. Enfim, fica feio, mas já está encontrada a solução, vai levar uma bela camada de tinta branca. E quando montar a segunda estante vou tirar a limpo se as costas da prateleira também são em madeira ou não.


Hoje soube tão bem...

esta tarde, este fim de tarde, este entardecer. Nós as três.

Estar nesta esplanada.

Ver o pôr-do-sol daqui

Soube mesmo bem!

Lá por casa...

tem sido assim.

Com a fiel amiga aparafusadora! E que valor dou a esta amizade! Juntas para a vida!

Pai, não sei se ta devolvo. Ela diz que não quer sair cá de casa porque é muito bem tratada...

Um amontoado de caixas e de material pelo chão. Só de ver isto dá-me logo vontade de pegar nas instruções e nos martelos e pregos e começar a montar mobiliário! Estarei louca? Lol!


E pensava eu que não montava esta estante sozinha...Cá está ela. E só falta montar as portas!!



E por fim, o que foi adaptado a móvel de TV e a mesa de café.

As cadeiras não foram fotografadas, porque foram desmontadas e colocadas novamente nas caixas. A mesa nem saiu da caixa.
E por agora é tudo.

25 de junho de 2008

No trabalho...


O meu novo lugar, depois de novas mudanças. Não há monotonia naquela empresa! E eu que me habituo tanto ao meu espaço, custa-me sempre adaptar-me.

Ao princípio não gostei. Antes estava mais escondidinha, agora estou ali exposta, sem saber quem aparece por trás. Mas estou de frente para a janela, de frente para o mundo.


24 de junho de 2008

Las Kasas, Moviflor, AKI e IKEA na mesma tarde/noite!!

Estou podre! Pés e pernas cansados!!

Odeio não ter facilidade em escolher cadeiras e candeeiros! Estou cansada de ver as mesmas coisas nas mesmas lojas!! É tudo igual!!

E tenho de ir trocar a mesa e as cadeiras....decididamente não podem ser aquelas!

23 de junho de 2008

Acho que é mesmo isto!

"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
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Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
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Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
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Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
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O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
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O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar..
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende..

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso

Jantares

Já lá vai o tempo em que nos jantares de amigas se falava de noitadas e engates.


Agora há bébés em carrinhos e a gatinhar, fala-se de varizes e dos malefícios do leite (Lol! Esta é mesmo só para vocês!)


Mas falou-se de sexo e nos prazeres do sexo! E as coisas que descobrimos sobre estes prazeres!!LOL! Eu só vos digo estas coisas excitantes: dedo grande do pé, mulher sentada em bidé como a montar....enfim...muitas e muitas gargalhadas!!

Hoje é noite de S. JOÃO!

E eu, cansada de dormir pouco durante este fim-de-semana, estou aqui deitada no sofá a ver na televisão o S. João no Porto. A ver e ouvir nomes como Toy, Marante, Mónica Sintra, Roberto Leal, Ana Malhoa....querem que continue? Se calhar não...

Na minha cabeça estão refrões como: "eu vou cantar ser português/que sou o orgulho do meu país" ou então "Eu sei, eu sei essa linda portuguesa com quem eu quero casar/já corri mundo e não encontro outra igual com quem eu queira ficar", "Agora é que me maneio, é que me maneio, é que me rebolo/ a bailar com o meu amor, assim é que me consolo".
A poesia está no ar!E que belas sonoridades me embalarão o sono esta noite!

Viva a Música Popular e os cantores do meu país! Sobretudo os que cantam as músicas tradicionais com aquele sotaque brasileiro (referência clara a esse vulto da música, que é Roberto Leal!).

E viva os Santos Populares!

E tenho mesmo de ir ao S. João no Porto!!

21 de junho de 2008

Hoej é dia de...

Old Jerusalém no Maxime

"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa