Klimt

16 de julho de 2008

Fins de tarde

Ontem fim de tarde nos jardins da Gulbenkian, que tem os passeios cobertos com toldos de panos. E o efeito é bem bonito!

E lá fui eu percorrendo os passeios e com os olhos nos toldos, todos tão coloridos, todos tão diferentes. Com o calor que está soube bem a sombra dos toldos. E soube bem andar por ali sem motivo aparente, apenas porque estava por ali e me apetecia.








14 de julho de 2008

Quando eu morrer

Acho que nunca escrevi isto, apesar de já o ter dito a quem me está mais próximo.

Quando eu morrer, não quero tristezas. Quando eu morrer quero que falem de mim, mas do que de mim se lembram de bom. Quero pequenos discursos com episódios marcantes pela alegria, pela ternura, pelo humor, pelo rídiculo. Quero que sorriam ao me recordarem. Não quero lágrimas. Quero ser cremada. Quero arder ao som das músicas que marcaram a minha vida. Quero os poemas e as palavras da minha vida. Bem alto. Não quero silêncios. Não quero conversas paralelas. Não quero padres com discursos que para mim não fazem sentido. Quero que me recordem. Quero que recordem a minha vida e a minha presença nas vossas vidas. Espero que essas recordações sejam de alegria, de bons momentos. Quero gargalhadas. Não quero tristezas. Não quero que vejam a minha cara sem cor, não quero que me beijem e sintam a minha pele fria. Não quero flores nem terra sobre mim. Não quero que sintam a minha ausência. Quero que me sintam presente.

Mais um adeus

Tenho de ter mais cuidado com o que digo/escrevo. E porquê? Porque quando digo coisas como estas, algo acontece e normalmente não é coisa boa. Como não foi. Não consigo falar mais disto.

Ando cansada e farta.

Sei que não pára por aqui e que este ano é marcado indelevelmente pelas despedidas.

Já não consigo dizer mais nada. Sinto-me vazia.

10 de julho de 2008

9 de julho de 2008

Isto de nada mudar na minha vida..

.. chateia-me.

Preciso de novas emoções, novas coisas a acontecer, novas coisas a descobrir!

8 de julho de 2008

Vem aí mais um embate forte!

Mais um....

Cansaço

Ando tão, tão cansada!! Com a minha colega de baixa não há tempo para respirar!! Sair tarde e ligar o portátil em casa para aceder à rede e trabalhar de casa!

AAAAAIIIIII!!!!

Berbequim

Cá por casa dos pais há barulho de berbequim no andar de cima, móveis a arrastar e coisas (porcas, pregos ou afins) a cair no chão. E sempre das 23h em diante.

Enfim, depois de ouvir reclamações em casas de alguns amigos por causa do excesso de barulho, devo dizer que não é agradável, mas não me incomoda a pontos de me "passar da marmita" e não me tira o sono. Ando tão cansada que acho que dormia em pé.

Podiam escolher outras horas, mas eu sei é apenas um momento.

Enerva-me bastante mais andarem a 70 km na faixa da esquerda e à minha frente!! Isso é que me tira do sério! :-)

4 de julho de 2008

Liberdade

Este momento foi importante.

A libertação de Ingrid Betancourt ao fim de 6 anos.

Ingrid foi sequestrada pelas FARC quando se candidatava à presisdência.

Nesta foto o reencontro com os seus filhos.

Foram libertados mais 11 reféns.

E assim segue o mundo. Impunemente.

2 de julho de 2008

Em resposta às perguntas da Sofia

Sofia, antes de mais muito obrigada!!!

A mesa chegou bem, cabe na sala e fica lindamente! A sala está muito branca, falta decorar e talvez leve alguns ajustes e não fique bem assim, mas a mesa fica lindamente na sala.

E montei-a sozinha hoje à hora de almoço. Não sei como consegui. Fiquei cheia de dores de braços e pernas porque fiz um bocado de esforço, mas consegui.



1 de julho de 2008

Manifesto pro subsídio de férias

A minha proposta é a seguinte: se a maioria dos trabalhadores portugueses está de férias o ano inteiro, o subsídio de férias deveria ser pago todos os meses. Correcto?

Não acham esta minha ideia coerente?

Eu acho, e este mês este acréscimo de dinheiro trouxe-me tanta felicidade!!

Viva o subsídio de férias!!

Assinado

A fã nº 1 do subsídio de férias

Curiosidade

Hoje à minha frente na papelaria, uma senhora dos seus 70 anos, visivelmente cansada da caminhada, pede dois maços de tabaco e diz à senhora da papelaria que vai a um sítio qualquer e precisa de fumar, porque senão faltam-lhe as forças.

E eu pensei cá para mim, no meu tempo o Popeye comia espinafres e ficava cheio de força, e por isso a minha mãe mandava-me comer legumes. Mas afinal estava errada. Devia ter-me dado cigarros. E só hoje, ao fim de 29 anos, é que percebo que devia ter começado a fumar mais cedo. O segredo não eram os legumes. Era o tabaco.

Sorte II

Hoje lá fui eu buscar a mesa a casa da Sofia. Estava com receio que não coubesse no carro, mas com a preciosa ajuda do Nuno (que teve de pôr a Madalena na cama, que estava radiante, com um sorrisso lindo a a palrar toda contente e desatou a chorar por ir para a cama enquanto o pai me ajudava a descer a mesa) coube e lá vim eu estrada fora toda contente.

1º stress: a trepidação do carro. Parecia que estava com o pneu furado e nem queria acreditar que isso me pudesse acontecer. Mas estava tudo ok, era apenas a trepidação da mesa,por ir um pouco em falso. Ao chegar a casa, independente e a pensar que consigo fazer tudo sozinha ( não consigo, mas tento sempre antes), lá tirei a mesa do carro. Quando a pousei no chão, o senhor que estava a estacionar ao meu lado ofereceu-me ajuda. Era um senhor de meia-idade. Perguntou para onde era e lá fomos nós. Ao chegar à entrada do prédio, aproveitei e pedi que me ajudasse a pô-la em casa. Um senhor que estava à porta do café também ofereceu ajuda. Mas o meu ajudante respondeu que não era preciso. Ele é que se tinha oferecido e não lhe custava nada e nem era preciso eu estar a pedir desculpa. E quando a mesa repousou em casa e na despedida, ainda me disse que agora podia descansar. Bem simpático. E eu muito, mas muito agradecida.

E é assim que corre a minha vida, com estes momentos de sorte no timing perfeito. Portanto acho que esta semana o euromilhões é meu, vou conhecer o homem da minha vida e vou ter a oferta ideal de emprego! Bem, pensando melhor, se calhar não, mas estas pequenas coisa fazem-me sorrir.Realmente, às vezes com tão pouco, fazemos tanto pelos outros. E eles nem se apercebem da preciosa ajuda que dão.

Operação Stop

Pela segunda vez este ano, fui parada numa operação STOP. Se da primeira vez escapei do teste do balão, desta vez fui mesmo soprar e apesar de ter bebido um copito, estava longe de acusar excesso de bebida.

Acho que o álcool não quer mesmo nada comigo.! Nem o álcool caramba!

Meia nervosa, lá colaborei com a autoridade. As duas situações tiveram em comum o humor e simpatia do senhor agente, que uma vez mais deu um toque de humor à situação, perguntando se eu sabia o que o valor acusado significava. Meia nervosa, meia baralhada, respondi que não. Ao que o senhor agente responde que significava que ia presa e me iam apreender a viatura. Engraçadinho, hein?

30 de junho de 2008

Sou uma gaja de sorte(às vezes...muito poucas vezes)!

Há coisas que me fazem ter esta exclamação (o que é muito raro!)

Como sabem ando na busca incessante de mobiliário para a casa. A escolha não é fácil, por vários motivos. Sou esquisita, é difícil tomar decisões sozinha, nada me agrada, procuro coisas específicas e que não encontro em lado nenhum ou que não se adequam às dimensões da minha casa. Enfim, sou complicada.
Procurava eu uma mesa de sala branca, não muito grande, não muito cara. Gostei da mesa da casa da Sofia. Por brincadeira disse-lhe que se a quisesse vender, eu a comprava. Fiquei a saber que era uma mesa de jardim da "CASA". Fui à loja da "CASA" em Almada e encontrei a mesa no catálogo. Não era muito cara. Fiquei de pensar (lá está a indecisão). Depois de muito matutar, tomei a decisão de comprar. Hoje ia passar na loja de Sintra para ir buscar a mesa. Eis senão quando, a meio da tarde o telefone toca e a Cáti me diz que a Sofia quer saber se eu quero comprar a mesa porque ela quer uma outra opção de mesa para a sala dela. E o preço de compra proposto é bem abaixo do que o da loja! Eu nem queria acreditar! Obviamente que disse logo que sim! Fiquei radiante! E pensei na sorte que estava a ter. E no timing perfeito. Estas coisas não me costumam acontecer. Só quando ganho bilhetes para concertos.

Portanto, a noite de hoje foi passada a trocar a mesa e as cadeiras compradas no IKEA e a adquirir novas cadeiras e 'unas coisitas' mais. E obrigada Cáti pela grande ajuda nesta tarefa!

E por isto, hoje realmente fui uma gaja de sorte!

27 de junho de 2008

É impossível não se gostar desta cidade

Vista do Miradouro da Graça numa destas tardes.

Eu sentada no banco do Miradouro. À minha frente um rapaz com um ar só, encostado à sua bicicleta. Do meu lado direito um casal apaixonado. Do meu lado esquerdo um casal de turistas "farnelando". Nas minhas costas um casal de meia idade falando de gente do teatro. À nossa volta as conversas da esplanada embalando a tarde.

Nas palavras de Ary dos Santos e na voz de Carlos do Carmo: Vou pela estrada deslumbradada/ lua cheia de Lisboa/até que a lua apaixonada/cresce na vela da canoa"





E se alguém te oferecer flores, isso é...

Engano!

"Não, não é para mim. Aqui é o 1ºDto"

Também seria estranho se fossem para mim....

Cada vez menos tele-dependente

Cada vez vejo menos televisão. E estava aqui a pensar se isso será preocupante ou não. É que não vejo mesmo quase televisão nenhuma.

Penso que é preocupante, porque acabo por não ver os noticiários e acabo por andar menos informada. Limito-me a ouvir as notícias na TSF. Mas por outro lado, significa que não é urgente dispender dinheiro na aquisição de uma televisão lá para casa. Só posso é ver DVD's no portátil. Mas gasto menos energia e consequentemente pago menos.

E eu que dizia que mesmo quando estava sozinha em casa precisava de ter a televisão ligada, mesmo não estando a ver. "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", já dizia a canção.

QUAL É A SUA PROBABILIDADE DE FICAR MILIONÁRIO?

Depois da prestação aumentar e o ordenado ser exactamente o mesmo, é muito bom ter este resultado no teste, é que é mesmo bom! Dá assim uma esperançazinha. Yuuuupppiiii, vou ter dinheiro para pagar as excursões da Inatel por esse Portugal afora!!!

A minha prestação da casa aumentou!

Esperavas o quê, ó tótó?

"Saltar a tampa"

Ontem saltou-me a tampa no trabalho, se bem que saltar a tampa é talvez um pouco forte, já que em mim é tudo muito comedido. Digamos que senti os calores a subirem por mim acima.

Há pessoas que te enervam, vais acumulando, a coisa vai passando, mas chega um dia em que não dá. E foi ontem. Não me apetece falar na situação, porque não é fácil de explicar, e nem é dramática. Aliás, em abono da verdade é uma merda sem importância. Mas quando vês que alguém que não gosta de uma resposta tua, em que dizes verdades e vai buscar temas de trabalho, sem te questionar sobre os temas primeiro e em que de repente és posta em causa pelo chefe dessa pessoa ao teu chefe, aí meus amigos, pára tudo, porque a primária ficou bem lá atrás e tenho pouca paciência para queixinhas.
Mas cómico, cómico foi ver o meu chefe achar estranha a minha reacção, não está habituado a ver-me assim. Sobretudo por uma coisa tão sem importância. Uma colega minha vira-se e diz: "Bem João, nunca te vi assim!" e outra: Desabafa, que faz-te bem!" Lol! Houve silêncio à minha volta. A verdade é que ninguém me vê refilar, queixar, exaltar. Estou sempre na minha, faço o meu trabalho, não me chateio com o acessório. Mas ontem, ontem foi mais forte que eu. Não gosto de arrogâncias, falta de maturidade e actos de má fé.

26 de junho de 2008

Hoje é dia de ...

Magnetic Fields na Aula Magna


Se ainda não estão fartos de post's sobre a minha casa...

O edredon já tem capa.

Não é o desejado, nem o ideal, mas joga bem com o branco da cama e muito importante, foi barato.


E posso sempre alternar entre a frente e o verso, ou seja, é um "two in one".


E vá, ok, já chega de fotografias e de blá, blá, blá sobre a casa. Raios parta a miúda que não se cala com a conversa da casa!

"Billy"

A Billy está montada e pronta a ser enriquecida de livros.

Pormenor: se repararem na prateleira central, curiosamente a única que é fixa à estante e pregada atrás, ficou com a parte da madeira a ver-se, o que estraga um bocado a obra da artista, mas tenho quase a certeza que nas instruções os furos estavam do outro lado. Enfim, fica feio, mas já está encontrada a solução, vai levar uma bela camada de tinta branca. E quando montar a segunda estante vou tirar a limpo se as costas da prateleira também são em madeira ou não.


Hoje soube tão bem...

esta tarde, este fim de tarde, este entardecer. Nós as três.

Estar nesta esplanada.

Ver o pôr-do-sol daqui

Soube mesmo bem!

Lá por casa...

tem sido assim.

Com a fiel amiga aparafusadora! E que valor dou a esta amizade! Juntas para a vida!

Pai, não sei se ta devolvo. Ela diz que não quer sair cá de casa porque é muito bem tratada...

Um amontoado de caixas e de material pelo chão. Só de ver isto dá-me logo vontade de pegar nas instruções e nos martelos e pregos e começar a montar mobiliário! Estarei louca? Lol!


E pensava eu que não montava esta estante sozinha...Cá está ela. E só falta montar as portas!!



E por fim, o que foi adaptado a móvel de TV e a mesa de café.

As cadeiras não foram fotografadas, porque foram desmontadas e colocadas novamente nas caixas. A mesa nem saiu da caixa.
E por agora é tudo.

25 de junho de 2008

No trabalho...


O meu novo lugar, depois de novas mudanças. Não há monotonia naquela empresa! E eu que me habituo tanto ao meu espaço, custa-me sempre adaptar-me.

Ao princípio não gostei. Antes estava mais escondidinha, agora estou ali exposta, sem saber quem aparece por trás. Mas estou de frente para a janela, de frente para o mundo.


24 de junho de 2008

Las Kasas, Moviflor, AKI e IKEA na mesma tarde/noite!!

Estou podre! Pés e pernas cansados!!

Odeio não ter facilidade em escolher cadeiras e candeeiros! Estou cansada de ver as mesmas coisas nas mesmas lojas!! É tudo igual!!

E tenho de ir trocar a mesa e as cadeiras....decididamente não podem ser aquelas!

23 de junho de 2008

Acho que é mesmo isto!

"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
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Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
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Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
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Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
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O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
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O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar..
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende..

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso

Jantares

Já lá vai o tempo em que nos jantares de amigas se falava de noitadas e engates.


Agora há bébés em carrinhos e a gatinhar, fala-se de varizes e dos malefícios do leite (Lol! Esta é mesmo só para vocês!)


Mas falou-se de sexo e nos prazeres do sexo! E as coisas que descobrimos sobre estes prazeres!!LOL! Eu só vos digo estas coisas excitantes: dedo grande do pé, mulher sentada em bidé como a montar....enfim...muitas e muitas gargalhadas!!

Hoje é noite de S. JOÃO!

E eu, cansada de dormir pouco durante este fim-de-semana, estou aqui deitada no sofá a ver na televisão o S. João no Porto. A ver e ouvir nomes como Toy, Marante, Mónica Sintra, Roberto Leal, Ana Malhoa....querem que continue? Se calhar não...

Na minha cabeça estão refrões como: "eu vou cantar ser português/que sou o orgulho do meu país" ou então "Eu sei, eu sei essa linda portuguesa com quem eu quero casar/já corri mundo e não encontro outra igual com quem eu queira ficar", "Agora é que me maneio, é que me maneio, é que me rebolo/ a bailar com o meu amor, assim é que me consolo".
A poesia está no ar!E que belas sonoridades me embalarão o sono esta noite!

Viva a Música Popular e os cantores do meu país! Sobretudo os que cantam as músicas tradicionais com aquele sotaque brasileiro (referência clara a esse vulto da música, que é Roberto Leal!).

E viva os Santos Populares!

E tenho mesmo de ir ao S. João no Porto!!

21 de junho de 2008

Hoej é dia de...

Old Jerusalém no Maxime

20 de junho de 2008

Hoje é dia de...

Mais uma noite de fados no Castelo.

Hoje é a vez de Mafalda Arnauth & Ensemble Costa do Castelo.

E mais uma noite a olhar a cidade cá de cima...

19 de junho de 2008

Polaroid e Lomo

Queria uma Lomo e uma Polaroid.
Porquê? Porque basicamente estou pobre e quanto menos dinheiro temos, mais coisas queremos comprar.
Mas também porque gosto da maneira particular como estas duas máquinas registam imagens. Porque a fotografia fica diferente. Mais crua e real. E mais fiel ao nosso olhar. E eu gosto de olhares, fiéis, faladores, brilhantes. E gosto desta crueza não adulterada, muito "in your face" destas duas máquinas.
Mas como disse no início, estou pobre, e as prioridades são outras.
Polaroid Lomo



Independências

Fotografia de Annie Liebovitz

É assim que vou adormecer no meu sofá, nestas figuras esquisitas e meio abandonadas e desgrenhadas...

A imagem típica de quem vive sozinho e fica de qualquer maneira!

Mais uma hora de almoço de montagem IKEA

Hoje mais uma hora de almoço dedicada à Bricolage. Dia de montagem do móvel de TV e de mais umas nódoas negras e inchaço no pulso. Mas já tenho todas as ferramentas necessárias. É só daquelas pancadinhas para o encaixe final, para ficar tudo bem juntinho antes de aparafusar, porque se martelar, faço estragos na parte exterior e vísivel do móvel. Há quem diga que eu sou bruta e trapalhona. Eu acho que sou despachada, prática e vá, um bocado croma! :-)

Acho que estou a descobrir a minha verdadeira vocação. MJ,a montadora de móveis!! Já que não monto mais nada...(estou com umas piadas giras, estou!)

Amanhã vou começar a montar as estantes. Estou viciada..não consigo parar! Eh, eh!

Adeus Euro 2008..

Arrumar os cachecóis e as camisolas...

Regressar à normalidade, ao cinzentismo e aos problemas do dia a dia.

Estivémos quase, quase....estamos sempre quase, quase...


18 de junho de 2008

Hoje é dia de...

Shannon Wright no Santiago Alquimista





"ORESTÉIA – O CANTO DO BODE" a partir da trilogia de Ésquilo

Nem sei o que dizer desta peça que fui ver ontem. Estrondosa! Sublime! E mesmo assim será pouco. Do melhor que já vi nos últimos tempos! Uma companhia brasileira cheia de talento e completamente desconhecida para mim. Palácio da Independência, uma sala ao ar livre e uma aragem gelada. Movimento. Loucura. Agitação. Muito humor. Extraordinária adaptação. Extraordinária encenação e movimento em palco. Excelentes actores, daqueles que vivem e sentem o que representam! Lembram-me os Fura del Baus, apesar de ser um registo diferente!

Pena só estar em cena de 11 a 17 de Junho. Como é possível não promoverem uma peça tão boa?
E lendo-se uns posts abaixo, foi bom neste momento de serenidade, sentir um embate tão forte e poderoso!

Talento a rodos! Assim vale a pena sair de casa!

17 de junho de 2008

Jasmim

Ao falar com a Mary descobri um novo nome pelo qual me apaixonei, Jasmim.

A mulher do primo dela queria dar esse nome à filha.

Bonito, não é? Jasmim...

Uma Açucena, outra Jasmim...

Mas porquê?

Bonita, sensual,inteligente, carismática, interessante, boa actriz e ainda por cima com bom gosto musical? Esta menina até um álbum de versões do Tom Waits lançou agora!

Scarlett, porque não posso ser como tu?

E esta música do Jamie Lidell também me dá "ganas"!

Esta música que ouvem hoje e talvez por estes dias no blog também é daquelas músicas cheias de alegria e é impossível não cantarolar e sorrir porque amanhã,amanhã há sempre "another day, another way".

Bem kitsch e bem divertida!!E cheira a primavera! Dá vontade de abrir a janela do carro, sorrir às pessoas que passam e ao sol que brilha, sentir o vento que despenteia os cabelos e cantar, cantar, cantar!E se possível bater o pézinho e as palmas ao som de uma qualquer coreografia inventada por nós!!

Este anúncio da Super Bock dá-me "ganas" de viver!

Este anúncio da Super Bock tem aquela força de viver, cheira a Verão, loucura, diversão, dá vontade de saltar e pular e cantar, dá-me assim "ganas" de viver!

E até apetece uma super bock fresquinha!!!:-)

Muito bem conseguido!

Quando num blog se fala de uma aparafusadora eléctrica, está tudo dito sobre a vida dessa pessoa...

E mais não digo....

Viva a aparafusadora eléctrica!


Fui almoçar a casa e levo a minha aparafusadora eléctrica para deixar por lá para a montagem do amontoado de caixas que se acumulam pelo chão.
Depois de almoço tenho vontade de experimentar a maquineta cheia de bicos de vários tamanhos.Começo pela mesa de apoio.Depois de algum tempo a tentar aparafusar, verifico que tenho a maquineta no modo desaparafusar, o que é óptimo de verificar após ter estado 10 minutos dobrada, a fazer um pouco de pressão no sentido de forçar a entrada do parafuso, cheia de dores de costas e de pernas e já a começar a suar e a rogar pragas ao inventor do IKEA. Após este momento de autêntica palermice, coloco no modo correcto e em menos de um minuto o parafuso está no lugar. Yeah! É rápido e fácil! Cheia de motivação, prossigo e consigo montar a simples mesa de apoio na minha hora de almoço e em tempo recorde. E claro, esqueci-me novamente do martelo e utilizo o cabo da chave de fendas para dar umas valentes pancadas onde é necessário. E resultou! Toda contentinha lá coloquei a mesa no local e fiquei embevecida a olhar para ela. Está mesmo catita!
Super fã da aparafusadora eléctrica (e muito importante e que me esqueci de mencionar, sem fios, e isto faz toda a diferença!), não conseguia parar. Mas a hora de almoço estava a terminar e eram horas de regressar ao trabalho. Resolvo voltar ao fim da tarde.
Depois de mais um dia de trabalho e cheia de vontade de montar o mobiliário IKEA, ataco uma cadeira. Esta missão não foi tão fácil. O parafuso não descia completamente. Desaparafusa, volta a aparafusar e já estava a forçar demais. O resultado foi sair o encaixe do parafuso que estava colocado no tampo da cadeira e forçar tanto a entrada do parafuso que acabou por forçar o lado contrário e estalar ligeiramente o tampo. Agora vou tentar trocar e esperar que não seja evidente o que aconteceu. Mas é tão evidente que não vou conseguir....
Ainda consegui atacar as peças do móvel de TV, mas necessitava mesmo do martelo, porque a chave de fendas já não estava a resultar.
Amanhã, levar martelo e alicate e à hora de almoço aproveitar e prosseguir com o trabalho duro!

E viva a aparafusadora eléctrica!! Grande invenção!

Regresso ao trabalho

Depois de uma semana de férias, o regresso ao trabalho fez-se na passada segunda-feira, já muito distante daquela realidade, que esqueço rapidamente quando me ausento. Depois das mudanças no escritório,sento-me num novo lugar que ainda não sinto como meu, rodeada pelas mesmas pessoas, mas por olhares diferentes.

Suspiro, como sempre, na rotina dos dias, fazendo o mesmo de sempre, mecanicamente...

16 de junho de 2008

Ainda em relação ao post anterior...

Noite de fados no castelo. Preparo-me para sair um pouco mais cedo de casa para poder percorrer calmamente e respirar aquele entardecer e vista sobre a cidade. Estaciono o carro no Miradouro e repouso serenamente sobre a cidade. O sol esconde-se atrás do aglomerado de casas.O castelo convida-me. O Tejo sorri-me. A cidade fala comigo. É neste silêncio que me encontro. O vento sopra morno. Apetece-me repousar naquela brisa. Apenas isso. Repousar naquela brisa que me serena.

Ganhando vida, subo ao castelo para ouvir fado.

No sábado foi dia de...

Sem tempo para postar, no sábado foi dia de uma linda noite de fados no Castelo de S. Jorge com a Festa do fado, com a presença de Lula Pena e os convidados Custódio Castelo e Richard Galliano.

Lindo, lindo, com aquela suave brisa a soprar por entre as muralhas e a voz da Lula Pena a aquecer os presentes, como só ela e aquela sua timidez conseguem.

E como eu gosto da tristeza e do intimismo do fado... Uma noite de silêncio quente!

Correr para a casa. Lugar de abrigo. Esta coisa de não parar dá sempre nisto. Aborrecimento e recolhimento. Preciso do silêncio e de estar assim perdida comigo. Porque me sinto longe dos outros. Não triste, não deprimida, não desiludida. Apenas ausente. E quer-se essa ausência aqui no sofá. E luta-se contra ela. Indo. Caminhando. Fugindo ao recolhimento que chama por mim. Não sei as razões. É uma falta de tudo, que só aqueles que não sabem o que querem, ao que vão, o que sentem, quem são, só esses sabem o que sentem. Nem eu sei como explicar estes momentos. São apenas momentos. Mas nestes momentos apetece-me apenas estar assim, no meu sofá, no meu mundo.

Mas sigo, sigo, sigo, porque o mundo, esse não pára e não espera por mim.

11 de junho de 2008

10 de junho de 2008

Novidades lá da casa

Visita ao Ikea. Já há mesa e cadeiras. Já há móvel de entrada e mesa de centro. Já há um candeeiro de sala. Não foram as mobílias desejadas e idealizadas. Foram as acessíveis e que se adequavam ao espaço pequeno da casa. Mas a casa quer-se vivida e acolhedora. E para já tem de ser assim.

6 de junho de 2008

Hoje é dia de...


Rock in Rio


Eu também vou...mas triste,porque os Kaiser Chiefs e o Muse são das primeiras bandas a tocar e tocam tão pouco tempo...

5 de junho de 2008

Abordagem aos primeiros socorros

Vou ter um simulacro na empresa amanhã. E têm de existir equipas preparadas para estas situações. E quem faz parte dessas equipas? Moi même, claro! A MJ faz parte da equipa de socorristas.

Fomos todos escolhidos aleatoriamente e foi preciso termos formação. Claro que eu, portuguesinha como sou, começo logo a queixar-me e a dizer que perco um dia de trabalho e vou de férias para a semana e tenho coisas para terminar, e que não faz sentido e é uma perda de tempo e mais um rol de queixumes. A verdade é que o meu lamuriar se transformou rapidamente em interesse. Estive o dia todo em formação. Aprendi imenso, diverti-me e ri-me imenso, porque imaginam as figuras do nosso grupo. E acho que é muito importante, que todos deveriamos ter este curso de primeiros-socorros, e que estas formaçõe deveriam existir nas escolas, para desde tenra idade estarmos preparados para prestar os cuidados mínimos, porque em minutos podemos salvar vidas. Colocar a vítima em posição lateral de segurança, compressão torácica, respiração boca a boca, como tratar uma queimadura, um bloqueamento provocado por vómito, um sangramento, um corte, o que fazer em situação de trauma, de envenenamento, etc. são cuidados que têm de ser prstados nos primeiros minutos.

Foi um dia diferente e de aprendizagem. E com tanta história para contar, mas não me apetece. Estou cansada, porque aqueles exercícios custam comó caneco!

Tenho esperança neste senhor

4 de junho de 2008

Hoje sinto-me assim

Hoje é daqueles dias

Sabem aqueles dias em que chegam ao trabalho e engonham, engonham, pegam em não sei quantos papéis, andam de página em página, de mail em mail e não conseguem pegar em nada?

Pois é, hoje é desses dias.

3 de junho de 2008

E se eu me mudar para a semana?

Assim na loucura? Sem nada, sem saber se dá, se consigo. Só porque sim. Porque estou cheia de vontade. Porque não consigo pensar em mais nada. Porque não correr o risco? Tentar, sem pensar. Será que tenho coragem e arrisco?

Stop? Não! Play!

Li algures, peço desculpa mas não me recordo onde. Estou farta do "Stop" e do "Pause". Não encontro o "Play", mas vou no seu encalço.

Era algo assim.

Em memória da minha avó

Numa das muitas mensagens que recebi a confortar-me pelo falecimento da minha avó, e desde já o meu muito obrigada a todos, houve uma que gostava de destacar e manter presente. A Catalão dizia-me: "em sua memória, luta pelos teus desejos. Ela ficaria muito feliz por ti." Conselho sábio e a reter. Tenho de lutar por mim! Hoje e sempre. E com ela lá em cima a olhar por mim e a ajudar-me.

Um muito obrigada a todos pelos telefonemas e mensagens de conforto

Desequilíbrios

Mais de 128 mil crianças lutam contra a fome na Etiópia, alertam as Nações Unidas. E seis milhões estão na eminência de iniciar esta luta.
Sei que este problema e a sua resolução são de uma dimensão demasiado grande para mim. Sei que me perturba hoje e amanhã já estou preocupada com os meus pequenos dramas e com o meu bem-estar e este será um problema distante da minha realidade. São números demasiado grandes. São soluções que me parecem ou demasiado simples ou demasiado complicadas. Este desequilíbrio humano é perturbador.

Começa a espreitar...


Acho o sol desta vez veio para ficar!!

2 de junho de 2008

Este fim-de-semana foi passado a descansar. Soube bem. Era preciso. Era mesmo preciso.

Gelatina com leite

Na busca de sobremesas pouco calóricas, experimentei dar um toque diferente à gelatina. Um toque de pudim.
Uma colega minha falou-me nesta mistura. Misturar ao pó da gelatina metade de àgua quente e metade de leite. A gelatina fica com o aspecto de um pudim boca doce de morango. E eu nem sou grande fã de pudins... Mas lá está, é doce e pouco calórico. É gelatina, mas não é bem gelatina. E a pertunta que se impõe é, e é bom? Não sei. Está no frigorífico a solidificar. Amanhã logo vos digo se é bom ou não.

1 de junho de 2008

Não deixar a vida passar em branco...amigos sempre, ao longo da vida!

"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

Momentos

Momentos. Quero muitos. É só isso que quero. Vivê-los e recordá-los. Uma vida cheia de recordações. Uma vida cheia de momentos.

PSD

Não, não sou de direita, nem nada me liga a este partido. Mas ao verificar que o mais recente líder é Manuela Ferreira Leite, pergunto que renovação é esta no partido em questão? É esta a oposição a Sócrates?

Eh pá, eu cá acho que não....mas isso sou eu....

31 de maio de 2008

Madonna






















Ela vem cá dia 14 de Setembro e eu vou! E já tenho bilhete. Acabadinho de comprar!

De partir o coração

Vi est vídeo nos Dias úteis e é realmente bonito e de partir o coração. Pequenos gestos...

28 de maio de 2008

Não poder voltar atrás

"-Meu caro Kafka, a maioria das pessoas chega a um ponto na vida em que já não se pode voltar atrás. E, em raríssimos casos, a um ponto em que já não é possível avançar. E quando se chega a esse ponto, não temos outro remédio senão aceitar calmamente o facto consumado. Só assim é que se sobrevive."


Haruki Murakami, in Kafka À Beira-Mar

Adeus avó

Hoje morreu um pedaço de mim, um pedaço grande. Mas hoje também estou protegida. Hoje alguém olha por mim e me protege.
Hoje morre a mulher de força e raça que foi, que é a minha avó. Um orgulho imenso.
Hoje morro eu mais um bocadinho. Sabia que ia acontecer. Que seria breve. Mas nunca nos despedimos. Nunca damos o último beijo, o último carinho. Sei que não podias permanecer. Sei que sofrias. Desejei tanto que acabasse o teu sofrimento. Sei que é melhor assim. Que só merecias que acabasse. Mas dizer adeus não é fácil. Quando pensava neste dia, pensei que sorriria, que o fim da tua dor e sofrimento atenuariam a minha dor. Mas as lágrimas que me correm pelo rosto não são serenas. Percorro os caminhos da nossa vida. Não te consigo desviar desse caminho. Hoje ainda iremos para tua casa, percorreremos os mesmos caminhos. A casa, o cheiro a ti, os teus santinhos espalhados pela casa, os teus campos, a tua aldeia, o teu nascer do sol, o teu orvalho matinhal, a tua vida. E nós ali, sem ti. Entrarei naquela porta e não receberei os sucessivos beijos repenicados. Ninguém me chamará minha filha. Eu sei o orgulho que tinhas em mim. Eu sei o quanto valorizavas a minha bondade. Eu sei o quanto me amavas. Mas na vida tudo é tão curto. Eras e sempre foste a minha única avó. Todos os outros disseram adeus antes de eu existir. Agora não resta ninguém. Um dia não restará nada do que me liga aquela aldeia, aquela serenidade e beleza. Hoje morre um pedaço de mim, da minha vida.
E agora falta dizer adeus naquelas cerimónias que me perturbam. Porque só quero que me deixem contigo. Que nos deixem. Não quero toda aquela gente ali. Não quero que me perturbem, que invadam o meu espaço. Quero apenas estar ali, no meu silêncio contigo.
A fé que sempre te acompanhou e sempre te entristeceu a minha falta de crença. Mas hoje encontrarás o teu Deus. Hoje estarás feliz.
Avó, minha avó, adeus. Olha por mim, olha por nós.

27 de maio de 2008

"Se forem felizes encontram a pessoa certa."

Isto será passível de acreditar/acontecer?

(...)Quando saires da tempestade já não serás a mesma pessoa."

"Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar. (...) E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba. O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. Um sangue vermelho, quente. Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros.E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido."

Haruki Murakami, Kafka à beira mar

"Ainda não sei tudo o que vivi da vida..."

Leio aqui :

"Ainda não sei tudo o que vivi da vida. Mas tenho medo de ter alguma noção do que já perdi nela."

Tenho alguma noção do que perdi. Não volto atrás. Não posso mudar nada do que já foi. Mas posso mudar tudo no que será. Ainda estou a tempo. Ainda há tempo. E haverá sempre tempo. Porque nunca é tarde. Olhar,planear, pensar, mudar. Todos os dias. É bom olhar em frente. É melhor ainda ter algo à frente para olhar e seguir. Tenho noção de alguma das coisa que perdi, sim. É bom ter essa noção? Sim. É bom estar na posse dessse saber. Cresci. Sei olhar para o passado, viver o presente e construir um futuro. Sou eu e sempre mais eu. Na posse de mais. Ganho isso todos os dias. Nunca menos. Sempre mais.
Cadernos, Duarte Belo

"Gostar à bruta"

Gostar à bruta é o nome deste blog. Entrei em contacto com ele através de um post da Carolina e desde esse dia tenho andado a devorá-lo. Como ela ontem me dizia, existem homens interessantes e este deve ser um deles. Transparece isso, pelo menos.

Hoje, leio nesse mesmo blog

"Uma grande amizade começa com um pequeno segredo".

Simples e é mesmo isso. Aos pequenos segredos e às grandes amizades.

Desejo movimento

"Desejava movimento e não um calmo percurso da existência. Desejava excitação e perigo e a oportunidade de me sacrificar pelo meu amor. Sentia em mim um transbordar de energia que não encontrava escape na nossa vida calma."

Lev Tolstói

Apetece-me escrever, escrever e escrever

Mas o quê?

Sobre quê?

O poder da gata

Noite cinzenta e de chuva. No interior do Coliseu o silêncio respeitador pela artista que é conhecida pelas suas alterações de humor, motivadas por toques de telemóvel ou um simples tossir. O silêncio. A voz quente de Cat power. A dirty Blues band. Voz límpida. Som perfeito. Acústica perfeita. Na minha cabeça apenas sons, palavras, melodias. A música ecoa no Coliseu. Esgotado. Olho à minha volta e só vejo pessoas. Uma multidão. Os olhos nela. O corpo nela. Os sorrisos. As lágrimas. A solidão da partilha. Estamos nela. Ali. Não há trocas de palavras, não há movimentos. Há lágrimas, sorrisos, abraços a nós próprios. Refugiados no nosso silêncio. Invadidos por aquele poder. Estar nela/em nós. Sós, connosco e com ela. O reconhecimento, a gratidão. Ela entra e sai de palco. A dança, o gesticular, os trejeitos, o moonwalk (à la Michael Jackson), o escorregar, o dobrar, o vibrar, o "estar" com os seus músicos, o sentir, o ser. Desce do palco para estar entre os seus. Com os seus. Distribui flores, setlists. Custa abandonar o palco. Foram 2 horas. Intensas. Agradece, dança, mil e um trejeitos de gratidão e reconhecimento.


Fomos um só naquela noite. Emocionou-me. Como há algum tempo não acontecia num espectáculo. Ou se calhar aconteceu, mas de forma diferente.

Ela tocaria mais. Tocaria a noite toda. Queria falar connosco, na nossa língua. Queria ver-nos de luzes acesas. Queria abraçar-nos a todos. E conseguiu. Tocou-me/nos. Um abraço gigante. O poder de uma gata. Cat power. Chan Marshall."The Greatest".

Quando saí chovia copiosamente, mas dentro de mim o calor e as cores. A minha vida escreveu-se em suaves cores nessa noite. "Wheres is my love?...where is my love?..."

Capitalismo decadente

Subida galopante do preço do petróleo, desvalorização do dólar, subida do preço dos alimentos essenciais. Diminui a confiança e o investimento. Crise. O que está na origem? A guerra fictícia e imaginária no Iraque e no Afeganistão. O sonho americano gera o terror europeu. A crise alastra-se à Europa. Avisam-nos para nos preocuparmos. Um aviso sério. A tendência é piorar. Capitalismo decadente.

25 de maio de 2008

Hoje é dia de...

Cat Power no Coliseu


Portátil com birra

O meu portátil desligou-se subitamente, como quando falta a luz. Será que queimou? Comprei o portátil no trabalho e apesar de ser em 2ª mão, estava em bom estado. Paguei-o o mês passado. E não o consigo ligar....Estou a utilizar o do trabalho.
Não se pode ter avariado, pois não? Outra vez não!

Youtube

Eu para aqui toda entusiasmada a criar uma página no Youtube para carregar as pequenas filmagens que faço nos concertos, e para poder guardá-las, e esta merda demora mais de 30 minutos a carregar um vídeo?
Se for sempre assim acho que os vídeos vão permanecer guardados no PC porque não há paciência!!

Unanimidade

Acho que sou uma pessoa unânime. Ou seja, 90% das pessoas que eu conheço têm a mesma opinião sobre a minha pessoa. Apenas 10% das pessoas discordarão dos restantes 90%. Este Universo é o das pessoas que gostam de mim. Claro que há as que não gostam de mim e terão muitas e diversas opiniões sobre a minha pessoa.
Mas será esta unanimidade boa?

Pausa

Fim-de-semana em família, calmo e sereno. Momento de pausa. Aquele momento necessário para pensar, para estar. Ali e só ali. Porque só ali faz sentido. Com eles. Entre eles. Com aquele adormecer no sofá. Com aquele acordar cedo, ao som de todos os chilreares. Com tempo. Ter tempo. Parar. Serenar. Porque amanhã, novo ritmo. Tudo começa novamente. E eu estou bem.
Como será aquele momento em que tudo deixa de fazer sentido? Aquele momento em que queremos simplesmente partir?
Quando é que tudo deixa de fazer sentido? Quando é que todos nos são indiferentes? Quando é que tudo o que nos liga aos outros não significa nada? Quando é que se instala o vazio? Quando é que olhamos para alguém e não vemos que não olhamos para a mesma pessoa? Quando é que nos abandonamos? Quando é que a sociedade nos perturba a ponto de nos fazer dizer adeus?
Há quem se despeça e eu digo um simples adeus e tenho pena...

22 de maio de 2008

Mundo pequeno

"Mundo pequeno" é o nome de um programa que vai estrear na SIC, apresentado por Artur Albarran. Sim, por Artur Albarran. Lembram-se dele?
Vejo pouca ou nenhuma televisão, e hoje ao ver a promoção deste novo programa da SIC, que vai estrear brevemente, percebo cada vez mais porquê. Quando a nossa memória é tão curta, que permite que um ex-jornalista suspeito de crimes económico-financeiros e branqueamento de capitais, regresse à televisão, só mesmo para apresentar um programa com este nome. Porque é um mundo pequeno este. Com uma memória pequena. Uma justiça pequena. Mas uma cara de pau grande.

E tanta gente à espera de novas oportunidades no mundo televisivo....

Vivam os "tachos"! Viva a impunidade!
Feriado.

Planeio fazer imensa coisa.

Limpezas em casa. Limpar e empacotar livros para levar para a minha casa. Dar aquela "volta" à despensa, que tanto precisa. Fazer depilação. Adiantar umas coisas do trabalho. Descarregar e gravar fotografias. Arrumar roupa.

E o que é que fiz de tudo isto? Adiantei umas coisas do trabalho....

Má gestão de tempo MJ, má gestão de tempo!
"Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo, cores
(...)"

Adriana Calcanhoto, Esquadros

E o Sol?

O mês de Maio está quase no fim e da Primavera não reza história este ano. Continuamos com dias de chuva e cinzentos, alternando com poucos dias de sol e temperatura amena.

Estamos com saudades tuas sol! Vê lá se apareces!Vá, sê amiguinho e dá um ar da tua graça! Vá lá!!

A chave do meu carro tem vontade própria!

Depois do assalto, o meu carro aguarda ainda a nova fechadura. Ontem, depois do jantar de anos da Ana, vamos para Lisboa e depois de estacionar o carro, verifico que o comando do fecho centralizado não funciona. Várias tentativas feitas, a chave passa de mão em mão, todos tentando em vão fechar o carro. Nem sinal. O botão quase que ficou calcado de tanto dedo e tanta tentativa. Depois de muitas tentativas e teorias para trancar o carro e eu poder ficar, a melhor de todas era trancar no botão que tranca o carro no interior e sair pela mala. Quando regressasse certamente que já funcionaria. Lol! Achei melhor não arriscar, até porque não tenho tido assim tanta sorte com a viatura nos últimos tempos. A decisão é vir embora para para casa. E lá fui eu.
Hoje de manhã resolvo ir comprar uma nova pilha. Já no interior do carro, que ficou aberto durante toda a noite na minha rua, resolvo sair e experimentar novamente. E não é que o carro trancou? E abriu e voltou a trancar, e assim sucessivamente. Assim, como se nada tivesse acontecido. Portanto, fica aqui provado que o meu carro é caprichoso e a chave do mesmo tem vontade própria!

20 de maio de 2008

Reencontros

Ao longo da minha vida tive oportunidade de encontrar pessoas com um toque especial.
No primeiro ano de faculdade tive uma colega também chamada Maria João. Mas esta Maria João era em tudo diferente daquela que vos escreve. Confiante, destemida, ela era a surfista da alimentação saudável, do deitar cedo, sem borgas, sem excessos, com uma alegria imensa, cheia de boas energias, sorriso resplandescente e senhora de muitos conselhos. Sempre consciente do que queria fazer, lutou pelo que queria e pediu a transferência do curso de Linguística para o curso de Ciências de Comunicação. E conseguiu. Eu mantive-me refugiada nos meus medos e inseguranças e no meu comodisto estável e fiquei. Hoje seria tão diferente.
O mês passado reencontrei-a. O mesmo sorriso, a mesma afabilidade, a mesma energia positiva. Viaja imenso, é freelancer, escreve sobre as suas viagens, faz cursos sobre terapias energéticas. É uma pessoa feliz e isso transparece. Trocámos contactos e ela mandou um mail. Hoje estive a responder-lhe. Tantos anos depois lembra-se do meu gosto por música e pergunta-me o que eu preciso para isso acontecer. Diz-me que foi lindo reencontrar-me e que parece que não me via há apenas uns dias. Fiquei cheia de vontade de estar com ela e de a ouvir falar da sua experiência de vida. Gosto destes encontros e de nos reencontrarmos nas pessoas.
Porque é que sempre que eu estou cansada e cheia de sono no trabalho e digo que estou enjoada, me fazem comentários do género:
- João, posso começar a bordar uma fraldinha? ou - Huuumm, estás enjoada?, seguido daquele sorrisinho malandro.

Porque é que não percebem que a mim o cansaço e falta de dormir me ataca o estômago com enjoos e falta de apetite? Porque é que tenho de estar sempre a responder:
- Só se for do espírito santo!

E porque é que que hoje ao comentar que me apetecia comer um palmier, porque tenho andado a comer poucos doces e hoje me apetecia mesmo um doce, voltam ao mesmo assunto:
- ontem enjoada, hoje com desejos...

Mas porquê?

P.S - provavelmente o post mais parvo e desinteressante de sempre...
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa