27 de junho de 2008
"Saltar a tampa"
Há pessoas que te enervam, vais acumulando, a coisa vai passando, mas chega um dia em que não dá. E foi ontem. Não me apetece falar na situação, porque não é fácil de explicar, e nem é dramática. Aliás, em abono da verdade é uma merda sem importância. Mas quando vês que alguém que não gosta de uma resposta tua, em que dizes verdades e vai buscar temas de trabalho, sem te questionar sobre os temas primeiro e em que de repente és posta em causa pelo chefe dessa pessoa ao teu chefe, aí meus amigos, pára tudo, porque a primária ficou bem lá atrás e tenho pouca paciência para queixinhas.
Mas cómico, cómico foi ver o meu chefe achar estranha a minha reacção, não está habituado a ver-me assim. Sobretudo por uma coisa tão sem importância. Uma colega minha vira-se e diz: "Bem João, nunca te vi assim!" e outra: Desabafa, que faz-te bem!" Lol! Houve silêncio à minha volta. A verdade é que ninguém me vê refilar, queixar, exaltar. Estou sempre na minha, faço o meu trabalho, não me chateio com o acessório. Mas ontem, ontem foi mais forte que eu. Não gosto de arrogâncias, falta de maturidade e actos de má fé.
26 de junho de 2008
Se ainda não estão fartos de post's sobre a minha casa...
Não é o desejado, nem o ideal, mas joga bem com o branco da cama e muito importante, foi barato.
E vá, ok, já chega de fotografias e de blá, blá, blá sobre a casa. Raios parta a miúda que não se cala com a conversa da casa!
"Billy"
Pormenor: se repararem na prateleira central, curiosamente a única que é fixa à estante e pregada atrás, ficou com a parte da madeira a ver-se, o que estraga um bocado a obra da artista, mas tenho quase a certeza que nas instruções os furos estavam do outro lado. Enfim, fica feio, mas já está encontrada a solução, vai levar uma bela camada de tinta branca. E quando montar a segunda estante vou tirar a limpo se as costas da prateleira também são em madeira ou não.
Hoje soube tão bem...
Lá por casa...
Pai, não sei se ta devolvo. Ela diz que não quer sair cá de casa porque é muito bem tratada...
Um amontoado de caixas e de material pelo chão. Só de ver isto dá-me logo vontade de pegar nas instruções e nos martelos e pregos e começar a montar mobiliário! Estarei louca? Lol! E pensava eu que não montava esta estante sozinha...Cá está ela. E só falta montar as portas!!
E por fim, o que foi adaptado a móvel de TV e a mesa de café.
25 de junho de 2008
No trabalho...
24 de junho de 2008
Las Kasas, Moviflor, AKI e IKEA na mesma tarde/noite!!
Odeio não ter facilidade em escolher cadeiras e candeeiros! Estou cansada de ver as mesmas coisas nas mesmas lojas!! É tudo igual!!
E tenho de ir trocar a mesa e as cadeiras....decididamente não podem ser aquelas!
23 de junho de 2008
Acho que é mesmo isto!
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Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
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Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
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Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
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O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
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O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar..
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende..
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
Jantares
Agora há bébés em carrinhos e a gatinhar, fala-se de varizes e dos malefícios do leite (Lol! Esta é mesmo só para vocês!)
Mas falou-se de sexo e nos prazeres do sexo! E as coisas que descobrimos sobre estes prazeres!!LOL! Eu só vos digo estas coisas excitantes: dedo grande do pé, mulher sentada em bidé como a montar....enfim...muitas e muitas gargalhadas!!
Hoje é noite de S. JOÃO!
Na minha cabeça estão refrões como: "eu vou cantar ser português/que sou o orgulho do meu país" ou então "Eu sei, eu sei essa linda portuguesa com quem eu quero casar/já corri mundo e não encontro outra igual com quem eu queira ficar", "Agora é que me maneio, é que me maneio, é que me rebolo/ a bailar com o meu amor, assim é que me consolo".
A poesia está no ar!E que belas sonoridades me embalarão o sono esta noite!
Viva a Música Popular e os cantores do meu país! Sobretudo os que cantam as músicas tradicionais com aquele sotaque brasileiro (referência clara a esse vulto da música, que é Roberto Leal!).
E viva os Santos Populares!
E tenho mesmo de ir ao S. João no Porto!!
21 de junho de 2008
20 de junho de 2008
Hoje é dia de...
19 de junho de 2008
Polaroid e Lomo
Mais uma hora de almoço de montagem IKEA
Acho que estou a descobrir a minha verdadeira vocação. MJ,a montadora de móveis!! Já que não monto mais nada...(estou com umas piadas giras, estou!)
Amanhã vou começar a montar as estantes. Estou viciada..não consigo parar! Eh, eh!
Adeus Euro 2008..
18 de junho de 2008
"ORESTÉIA – O CANTO DO BODE" a partir da trilogia de Ésquilo
Nem sei o que dizer desta peça que fui ver ontem. Estrondosa! Sublime! E mesmo assim será pouco. Do melhor que já vi nos últimos tempos! Uma companhia brasileira cheia de talento e completamente desconhecida para mim. Palácio da Independência, uma sala ao ar livre e uma aragem gelada. Movimento. Loucura. Agitação. Muito humor. Extraordinária adaptação. Extraordinária encenação e movimento em palco. Excelentes actores, daqueles que vivem e sentem o que representam! Lembram-me os Fura del Baus, apesar de ser um registo diferente!
Pena só estar em cena de 11 a 17 de Junho. Como é possível não promoverem uma peça tão boa? 17 de junho de 2008
Jasmim
A mulher do primo dela queria dar esse nome à filha.
Bonito, não é? Jasmim...
Uma Açucena, outra Jasmim...
Mas porquê?
E esta música do Jamie Lidell também me dá "ganas"!
Bem kitsch e bem divertida!!E cheira a primavera! Dá vontade de abrir a janela do carro, sorrir às pessoas que passam e ao sol que brilha, sentir o vento que despenteia os cabelos e cantar, cantar, cantar!E se possível bater o pézinho e as palmas ao som de uma qualquer coreografia inventada por nós!!
Este anúncio da Super Bock dá-me "ganas" de viver!
E até apetece uma super bock fresquinha!!!:-)
Muito bem conseguido!
Viva a aparafusadora eléctrica!

Super fã da aparafusadora eléctrica (e muito importante e que me esqueci de mencionar, sem fios, e isto faz toda a diferença!), não conseguia parar. Mas a hora de almoço estava a terminar e eram horas de regressar ao trabalho. Resolvo voltar ao fim da tarde.
E viva a aparafusadora eléctrica!! Grande invenção!
Regresso ao trabalho
Suspiro, como sempre, na rotina dos dias, fazendo o mesmo de sempre, mecanicamente...
16 de junho de 2008
Ainda em relação ao post anterior...
Ganhando vida, subo ao castelo para ouvir fado.
No sábado foi dia de...
Lindo, lindo, com aquela suave brisa a soprar por entre as muralhas e a voz da Lula Pena a aquecer os presentes, como só ela e aquela sua timidez conseguem.
E como eu gosto da tristeza e do intimismo do fado... Uma noite de silêncio quente!
Mas sigo, sigo, sigo, porque o mundo, esse não pára e não espera por mim.
11 de junho de 2008
10 de junho de 2008
Novidades lá da casa
6 de junho de 2008
Hoje é dia de...
5 de junho de 2008
Abordagem aos primeiros socorros
Fomos todos escolhidos aleatoriamente e foi preciso termos formação. Claro que eu, portuguesinha como sou, começo logo a queixar-me e a dizer que perco um dia de trabalho e vou de férias para a semana e tenho coisas para terminar, e que não faz sentido e é uma perda de tempo e mais um rol de queixumes. A verdade é que o meu lamuriar se transformou rapidamente em interesse. Estive o dia todo em formação. Aprendi imenso, diverti-me e ri-me imenso, porque imaginam as figuras do nosso grupo. E acho que é muito importante, que todos deveriamos ter este curso de primeiros-socorros, e que estas formaçõe deveriam existir nas escolas, para desde tenra idade estarmos preparados para prestar os cuidados mínimos, porque em minutos podemos salvar vidas. Colocar a vítima em posição lateral de segurança, compressão torácica, respiração boca a boca, como tratar uma queimadura, um bloqueamento provocado por vómito, um sangramento, um corte, o que fazer em situação de trauma, de envenenamento, etc. são cuidados que têm de ser prstados nos primeiros minutos.
Foi um dia diferente e de aprendizagem. E com tanta história para contar, mas não me apetece. Estou cansada, porque aqueles exercícios custam comó caneco!
4 de junho de 2008
Hoje é daqueles dias
Pois é, hoje é desses dias.
3 de junho de 2008
E se eu me mudar para a semana?
Stop? Não! Play!
Era algo assim.
Em memória da minha avó
Um muito obrigada a todos pelos telefonemas e mensagens de conforto
Desequilíbrios
Sei que este problema e a sua resolução são de uma dimensão demasiado grande para mim. Sei que me perturba hoje e amanhã já estou preocupada com os meus pequenos dramas e com o meu bem-estar e este será um problema distante da minha realidade. São números demasiado grandes. São soluções que me parecem ou demasiado simples ou demasiado complicadas. Este desequilíbrio humano é perturbador.
2 de junho de 2008
Gelatina com leite
Uma colega minha falou-me nesta mistura. Misturar ao pó da gelatina metade de àgua quente e metade de leite. A gelatina fica com o aspecto de um pudim boca doce de morango. E eu nem sou grande fã de pudins... Mas lá está, é doce e pouco calórico. É gelatina, mas não é bem gelatina. E a pertunta que se impõe é, e é bom? Não sei. Está no frigorífico a solidificar. Amanhã logo vos digo se é bom ou não.
1 de junho de 2008
Não deixar a vida passar em branco...amigos sempre, ao longo da vida!
"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
Momentos
PSD
Eh pá, eu cá acho que não....mas isso sou eu....
31 de maio de 2008
28 de maio de 2008
Não poder voltar atrás
"-Meu caro Kafka, a maioria das pessoas chega a um ponto na vida em que já não se pode voltar atrás. E, em raríssimos casos, a um ponto em que já não é possível avançar. E quando se chega a esse ponto, não temos outro remédio senão aceitar calmamente o facto consumado. Só assim é que se sobrevive."
Haruki Murakami, in Kafka À Beira-Mar
Adeus avó
27 de maio de 2008
(...)Quando saires da tempestade já não serás a mesma pessoa."
Haruki Murakami, Kafka à beira mar
"Ainda não sei tudo o que vivi da vida..."
"Ainda não sei tudo o que vivi da vida. Mas tenho medo de ter alguma noção do que já perdi nela."
Tenho alguma noção do que perdi. Não volto atrás. Não posso mudar nada do que já foi. Mas posso mudar tudo no que será. Ainda estou a tempo. Ainda há tempo. E haverá sempre tempo. Porque nunca é tarde. Olhar,planear, pensar, mudar. Todos os dias. É bom olhar em frente. É melhor ainda ter algo à frente para olhar e seguir. Tenho noção de alguma das coisa que perdi, sim. É bom ter essa noção? Sim. É bom estar na posse dessse saber. Cresci. Sei olhar para o passado, viver o presente e construir um futuro. Sou eu e sempre mais eu. Na posse de mais. Ganho isso todos os dias. Nunca menos. Sempre mais.
"Gostar à bruta"
Hoje, leio nesse mesmo blog
"Uma grande amizade começa com um pequeno segredo".
Simples e é mesmo isso. Aos pequenos segredos e às grandes amizades.
Desejo movimento
Lev Tolstói
O poder da gata

Fomos um só naquela noite. Emocionou-me. Como há algum tempo não acontecia num espectáculo. Ou se calhar aconteceu, mas de forma diferente.
Ela tocaria mais. Tocaria a noite toda. Queria falar connosco, na nossa língua. Queria ver-nos de luzes acesas. Queria abraçar-nos a todos. E conseguiu. Tocou-me/nos. Um abraço gigante. O poder de uma gata. Cat power. Chan Marshall."The Greatest".
Quando saí chovia copiosamente, mas dentro de mim o calor e as cores. A minha vida escreveu-se em suaves cores nessa noite. "Wheres is my love?...where is my love?..."
Capitalismo decadente
25 de maio de 2008
Portátil com birra
Não se pode ter avariado, pois não? Outra vez não!
Youtube
Se for sempre assim acho que os vídeos vão permanecer guardados no PC porque não há paciência!!
Unanimidade
Mas será esta unanimidade boa?
Pausa
Quando é que tudo deixa de fazer sentido? Quando é que todos nos são indiferentes? Quando é que tudo o que nos liga aos outros não significa nada? Quando é que se instala o vazio? Quando é que olhamos para alguém e não vemos que não olhamos para a mesma pessoa? Quando é que nos abandonamos? Quando é que a sociedade nos perturba a ponto de nos fazer dizer adeus?
Há quem se despeça e eu digo um simples adeus e tenho pena...
22 de maio de 2008
Mundo pequeno
Vejo pouca ou nenhuma televisão, e hoje ao ver a promoção deste novo programa da SIC, que vai estrear brevemente, percebo cada vez mais porquê. Quando a nossa memória é tão curta, que permite que um ex-jornalista suspeito de crimes económico-financeiros e branqueamento de capitais, regresse à televisão, só mesmo para apresentar um programa com este nome. Porque é um mundo pequeno este. Com uma memória pequena. Uma justiça pequena. Mas uma cara de pau grande.
E tanta gente à espera de novas oportunidades no mundo televisivo....
Vivam os "tachos"! Viva a impunidade!
Planeio fazer imensa coisa.
Limpezas em casa. Limpar e empacotar livros para levar para a minha casa. Dar aquela "volta" à despensa, que tanto precisa. Fazer depilação. Adiantar umas coisas do trabalho. Descarregar e gravar fotografias. Arrumar roupa.
E o que é que fiz de tudo isto? Adiantei umas coisas do trabalho....
Má gestão de tempo MJ, má gestão de tempo!
E o Sol?
Estamos com saudades tuas sol! Vê lá se apareces!Vá, sê amiguinho e dá um ar da tua graça! Vá lá!!
A chave do meu carro tem vontade própria!
Hoje de manhã resolvo ir comprar uma nova pilha. Já no interior do carro, que ficou aberto durante toda a noite na minha rua, resolvo sair e experimentar novamente. E não é que o carro trancou? E abriu e voltou a trancar, e assim sucessivamente. Assim, como se nada tivesse acontecido. Portanto, fica aqui provado que o meu carro é caprichoso e a chave do mesmo tem vontade própria!
20 de maio de 2008
Reencontros
No primeiro ano de faculdade tive uma colega também chamada Maria João. Mas esta Maria João era em tudo diferente daquela que vos escreve. Confiante, destemida, ela era a surfista da alimentação saudável, do deitar cedo, sem borgas, sem excessos, com uma alegria imensa, cheia de boas energias, sorriso resplandescente e senhora de muitos conselhos. Sempre consciente do que queria fazer, lutou pelo que queria e pediu a transferência do curso de Linguística para o curso de Ciências de Comunicação. E conseguiu. Eu mantive-me refugiada nos meus medos e inseguranças e no meu comodisto estável e fiquei. Hoje seria tão diferente.
O mês passado reencontrei-a. O mesmo sorriso, a mesma afabilidade, a mesma energia positiva. Viaja imenso, é freelancer, escreve sobre as suas viagens, faz cursos sobre terapias energéticas. É uma pessoa feliz e isso transparece. Trocámos contactos e ela mandou um mail. Hoje estive a responder-lhe. Tantos anos depois lembra-se do meu gosto por música e pergunta-me o que eu preciso para isso acontecer. Diz-me que foi lindo reencontrar-me e que parece que não me via há apenas uns dias. Fiquei cheia de vontade de estar com ela e de a ouvir falar da sua experiência de vida. Gosto destes encontros e de nos reencontrarmos nas pessoas.
- João, posso começar a bordar uma fraldinha? ou - Huuumm, estás enjoada?, seguido daquele sorrisinho malandro.
Porque é que não percebem que a mim o cansaço e falta de dormir me ataca o estômago com enjoos e falta de apetite? Porque é que tenho de estar sempre a responder:
- Só se for do espírito santo!
E porque é que que hoje ao comentar que me apetecia comer um palmier, porque tenho andado a comer poucos doces e hoje me apetecia mesmo um doce, voltam ao mesmo assunto:
- ontem enjoada, hoje com desejos...
Mas porquê?
P.S - provavelmente o post mais parvo e desinteressante de sempre...
André
O André nasceu e foi bom vê-lo com a mãe na Maternidade depois do susto que foi saber à distância que o parto não estava a ser fácil. Mas tudo correu bem e o André cá está, lindo e forte! Como a Cáti menciona nos Devaneios, também eu recordo aquela noite em que no café a Bel contou à Cáti e a mim que estava grávida. As dúvidas, o receio, a não aceitação, todo o contexto desse momento era tão desfavorável. Recordo as lágrimas da Cáti e o pedido para não desistir. E eram lágrimas daquelas que não sei adjectivar. Falava-se de vida. Foi muito comovente. Eu sentia-me incrédula perante a força, a convicção e a crença daquelas duas mulheres. Só pessoas especiais conseguem ter aquela força. Fiquei muito comovida e só pensava no quão corajosa era preciso ser. A verdade é que como disse aqui na altura, quando ainda quase ninguém sabia, a vida acontece. E aconteceu. Tudo mudou, tudo melhorou, tudo aconteceu. Hoje estamos perante um sonho realizado e uma família feliz e babada. E sempre que eu fraquejar, vou lembrar-me desta história. E não é à toa que aqui lhe chamam mãe coragem. Porque é de coragem, mesmo de muita coragem que hoje aqui falo. O André tem uma mãe na qual se deve orgulhar muito e tem uma história da qual se deve orgulhar. Porque ele estaria cá, independentemente de tudo, contra tudo e contra todos. E são histórias como esta que me fazem admirar os meus amigos cada vez mais.
19 de maio de 2008
16 de maio de 2008
15 de maio de 2008
Estas merdas enervam-me!
Querem saber o que eu penso?
Puta que os pariu! Falem-me de problemas sérios e não de transgressões adolescentes!
14 de maio de 2008
12 de maio de 2008
Ainda "My Blueberry nights"...
Não consigo deixar de pensar no filme...

Não consigo deixar de recordar o filme...
Ainda bem que também falhei. Gosto do meu reflexo nos outros, só neles faz sentido esse gostar e esse reflexo.
Um dos beijos mais bonitos do cinema
É bonito, verdadeiramente bonito!
"My Blueberry nights"
É um grande filme. Saí cheia de tudo, com tudo dentro de mim. Só me apetecia fazer rewind e rever uma e outra vez. Parece lamecha, mas não o é. É bonito. Vale a pena ver. Vale mesmo muito a pena.
Há momentos de sorte
Sexta-feira, noite de ir ver a peça “Onde vamos morar”, peça de José Vieira Mendes, com o Sérgio Godinho, em cena no Convento das Mónicas. Peça esgotada, mas disseram-nos que as reservas caíam às 20:30h. Resolvemos tentar a sorte. A minha amiga atrasa-se (o tempo suficiente para equacionar a desistência de ver a peça), carros estacionados longe, uma longa caminhada com alguns enganos pelo caminho, fomos dar ao Teatro da Garagem erradamente, lá encontrámos um segurança muito castiço que foi uma simpatia, e que mesmo sendo 21:19h convencia “as meninas” a continuar caminho e nos incentivava a manter a esperança de chegas a horas. Depois de muitas voltas e subidas, chegámos finalmente ao destino às 21:28h e encontrámos cerca de 12 pessoas que aguardavam pelo mesmo que nós. Já sem esperança de conseguir bilhete e bastante ofegantes, ela senta-se a descansar e eu dirijo-me ao WC para despejar uma bexiga que ansiava ser despejada. Quando regresso, vestimos os casacos e preparamo-nos para sair, quando avisam o grupo que aguardava que poderia entrar. Uma senhora pergunta quando pagamos e a resposta é que não podemos pagar bilhetes que já foram pagos. Entramos sem pagar, felizes com a sorte e por nos termos atrasado e perdido, porque se tivéssemos chegado a horas teríamos desistido. Ocupamos os lugares que estão vazios e sento-me mesmo ao lado de Bruno Nogueira e Maria Rueff. Uma boa peça, excelente interpretação de Sérgio Godinho. Enfrenta-se o frio da noite com a cabeça cheia de personagens e actores, e de uma personagem particular que nos faz lembrar alguém.
Mais um momento de sorte. Domingo, dirijo-me a uma Aula Magna esgotada para ver os The National. Levanto os meus 4 bilhetes e guardo o meu e o do meu amigo. Todos ganhámos bilhetes duplos, portanto sobram-me dois bilhetes. Reservo esses dois para vender.Porquê? Porque na minha cabeça existe uma multa e a perda de 60€. Não gosto de fazer isto. Os bilhetes ganhos são sempre para dar. Só vendo bilhetes quando compro bilhete e depois ganho, de forma a reaver o dinheiro. Isso foi o que aconteceu com a Sílvia e a Marieta, e era essa a prioridade. Elas conseguiram vender rapidamente. Eu também consigo vender um facilmente. Restou-me um quase até ao início do concerto, mas consegui vendê-lo. Depois de muito tempo, dúvidas, abordagem a muita gente, contacto com outros “candongueiros”, mas esses profissionais, um sem número de histórias. Mas consegui reaver algum do dinheiro da multa. Tiram-me por um lado, mas dão-me por outro. Depois dos nervos e da ansiedade associados à candonguice, aquela sensação de alegria. Fiquei mesmo contente! Por tudo. Por toda a situação e episódios divertidos e surreais que aconteceram durante este período de venda, pela companhia, pelas dúvidas, por aquela “leitura de olhar”, na qual não sou perita, pelo grande concerto a que assisti. Durante aqueles minutos, a única coisa que me distraia era o excesso de calor da sala. Sentiram-se emoções partilhadas entre nós. Os olhares sorriam e percebiam a comunhão e a partilha do momento.
E eu tenho sorte, mesmo quando não tenho, eu tenho muita sorte, porque vivo momentos destes, com pessoas destas.
Hoje foi noite de...
8 de maio de 2008
Montagem de cama
No início a cabeceira e os pés não encaixavam bem nas laterais da cama. Como sou inexperiente, fiquei um pouco apreensiva. Pensei que ia ser uma tarefa àrdua. Empurra, dá murro (estávamos sem martelo), sugestão de virar a cama, encosta à parede, empurra daqui e empurra dali, muitas foram as tentativas. Mas a coisa começou a tomar o seu rumo e as dificuldades a serem ultrapassadas. Colocam-se os parafusos e as buchas, a base, o estrado e finalmente o colchão. Entre risos, conversas, a cama está pronta e parece confortável. Agora só falta dar-lhe uso! Eh, eh!!
P.S.- é que me diverti mesmo!
7 de maio de 2008
Não gosto...
Apesar de tudo isto, não gosto e não quero ver-vos ou imaginar-vos a sofrer.
6 de maio de 2008
Juventude sem causas
Há 30, 40 anos os jovens tinham lutas, ideais, eram politizados, informados, tinham objectivos e causas pelas quais lutavam. Eram rebeldes com causas. Hoje somos rebeldes sem causas. Quero uma causa pela qual lutar. Tenho inveja daquela juventude que não foi a minha. Não lutei por nada nem por ninguém.
4 de maio de 2008
Ante-estreia de "Goodbye Irene"
Hoje é dia de...
2 de maio de 2008
Mais um azar...
Pois é, ouço uma senhora perguntar ao marido se tinha colocado parquímetro porque estavam a bloquear carros. Soube imediatamente que tinha sido a feliz contemplada. Desço as escadas a correr e não é que tinha sido mesmo contemplada? Ainda lhes disse de lágrimas nos olhos que tinham roubado o meu carro e estragado a fechadura uma semana antes, mas nestas coisas são implacáveis. Devia ter ido trocar as notas. Resultado? 60€ a menos na conta...
E o que me f* mesmo é que acordei cedo num dia de férias, sou multada, estou imenso tempo à espera, perco a manhã e dizem-me quando sou atendida que o registo é tratado pelo banco e que eu não tenho de fazer nada.
E a burra não sou eu? Sou, ah pois sou!
FDP de azar! Fico tão revoltada! A via pública é de todos nós!!
Intermitências
Agora resta-nos acompanhar e aguardar. Não fazer planos. Viver o dia a dia e esperar por aquele dia que eu espero que seja breve. A minha despedida está feita. Agora resta-me deixá-la ir. Todos estão a ir. Somos cada vez menos e os que ficam estão cada vez mais velhinhos. Não consigo viver sem a ideia de morte presente na minha vida. Não consigo sossegar. Estou cada vez mais inquieta. A vida provoca-me e altera-me.
























