Klimt

12 de maio de 2008

Hoje foi noite de...

The National na Aula Magna. Não houve tempo para escrever que foi "dia de", apenas que foi noite de um grande concerto, com a Aula Magna esgotada para ver os The National sempre em crescendo e com o público rendido.

E foi tudo perfeito! Uma noite perfeita!


8 de maio de 2008

Montagem de cama

Hoje a noite foi de montagem de mobiliário IKEA. Eu, a Cáti e a Mary de volta da montagem da minha cama. Diverti-me imenso!
No início a cabeceira e os pés não encaixavam bem nas laterais da cama. Como sou inexperiente, fiquei um pouco apreensiva. Pensei que ia ser uma tarefa àrdua. Empurra, dá murro (estávamos sem martelo), sugestão de virar a cama, encosta à parede, empurra daqui e empurra dali, muitas foram as tentativas. Mas a coisa começou a tomar o seu rumo e as dificuldades a serem ultrapassadas. Colocam-se os parafusos e as buchas, a base, o estrado e finalmente o colchão. Entre risos, conversas, a cama está pronta e parece confortável. Agora só falta dar-lhe uso! Eh, eh!!

P.S.- é que me diverti mesmo!

7 de maio de 2008


Acho que hoje vou cortar o cabelo……buáááá!!!

Odeio cortar o cabelo!!!!!


E ainda por cima está tão comprido…..

Gosto cada vez mais..

das ruas de Lisboa com o Tejo à espreita!

Não gosto...

Não gosto de ser confrontada com situações que magoam os meus amigos, não gosto de os ver sofrer, não gosto sequer de pensar no sofrimento causado. Mas sofrer é preciso, faz parte da vida, nenhum de nós está imune. Sofrer não nos dá saúde, mas fortalece-nos. É na dor que nos conhecemos um pouco melhor, que testamos a nossa força, que renascemos sempre para uma realidade diferente.
Apesar de tudo isto, não gosto e não quero ver-vos ou imaginar-vos a sofrer.

Hoje é dia de teatro!


Mais uma borla, mais uma volta! Hoje é dia de ir ao teatro!

6 de maio de 2008

Juventude sem causas

Celebram-se os 40 anos do Maio de 68 e celebrámos recentemente o 25 de Abril.
Há 30, 40 anos os jovens tinham lutas, ideais, eram politizados, informados, tinham objectivos e causas pelas quais lutavam. Eram rebeldes com causas. Hoje somos rebeldes sem causas. Quero uma causa pela qual lutar. Tenho inveja daquela juventude que não foi a minha. Não lutei por nada nem por ninguém.

Hoje é dia de...

Dead Combo no Lux
(em escuta na Grafonola com "Electrica cadente")

4 de maio de 2008

Ante-estreia de "Goodbye Irene"

Convites para a ante-estreia deste filme com o Nuno Lopes e a Rita Loureiro no S. Jorge.

Cinema cheio de estrelas e aspirantes a estrelas.

Não gostei muito do filme, mas valeu a pena de qualquer forma.

Hoje é dia de...

Einstürzende Neubauten na Aula Magna...

Curiosamente este não foi ganho por mim, mas a solidariedade de uma amigo de uma amiga a quem dei um bilhete para um outro concerto é demonstrada desta forma. Bilhete ganho e oferecido. Obrigado!!


"No bairro do amor o Sol parece maior

E há ondas de ternura em cada olhar (...)"

Jorge Palma

2 de maio de 2008

Mais um azar...

Como tudo corre bem, e como hoje (2 de Maio) estou de férias, aproveito para ir à conservatória tratar do registo da casa. Sem moedas na carteira, não coloco moedas no parquímetro. E para quê preocupar-me em trocar as notas que tinha na carteira, ou quem sabe procurar um lugar sem parquímetro?
Pois é, ouço uma senhora perguntar ao marido se tinha colocado parquímetro porque estavam a bloquear carros. Soube imediatamente que tinha sido a feliz contemplada. Desço as escadas a correr e não é que tinha sido mesmo contemplada? Ainda lhes disse de lágrimas nos olhos que tinham roubado o meu carro e estragado a fechadura uma semana antes, mas nestas coisas são implacáveis. Devia ter ido trocar as notas. Resultado? 60€ a menos na conta...
E o que me f* mesmo é que acordei cedo num dia de férias, sou multada, estou imenso tempo à espera, perco a manhã e dizem-me quando sou atendida que o registo é tratado pelo banco e que eu não tenho de fazer nada.
E a burra não sou eu? Sou, ah pois sou!

FDP de azar! Fico tão revoltada! A via pública é de todos nós!!

Intermitências

A minha avó está doente, muito doente, na recta final da vida. Num caminho doloroso, penoso, daqueles que não merece a pena percorrer. O corpo está a morrer, a apodrecer, no sentido lato da palavra. A minha avó, muito lúcida de cabeça sofre com as dores horríveis de uns pés que apodrecem. Aos 94 anos o corpo decidiu descansar, apesar de o coração e a cabeça dela se encontrarem de excelente saúde. Não percebo porque tem de ser assim. Porque temos de sofrer quando menos merecemos sofrer. Não sei dizer o que sinto quando vejo a minha avó a emagrecer, a não comer (a medicação é forte e ataca o estômago, o que a faz vomitar e não conseguir comer), a ter dores horríveis. Não vos sei dizer o que sinto quando vejo os pés inchados, negros (mesmo negros), em ferida e a cheirar a podre. A descrição é crua e nojenta, mas é assim. Os médicos decidiram não cortar porque ela não sobrevive à operação. Decidiram não a pôr a soro porque as veias podem arrebentar. Foi condenada a viver até o corpo se deteriorar tanto que não aguente. Até lá sofre. Sente-se a morrer. Neste momentos em que sinto que vou vomitar de nojo, de pena, de dor, de amor, só quero que ela morra. Que feche os olhos e se apague sem mais dor. Nestes momentos queria que a eutanásia não fosse proibida e que se pudesse rapidamente atenuar o sofrimento dela. Queria ter algum poder, mas nada posso. Não sei sequer se seria capaz de o fazer, mas talvez o meu amor o permitisse fazer, ou pedir a alguém que o faça. A minha avó é a imagem de força, de ruralidade, nunca teve aquele lado feminino da casa, do carinho, da imagem. É a mulher do campo, só o trabalho interessava e sempre a vi trabalhar. Nunca foi uma mãe carinhosa, mas foi uma avó atenciosa, cheia de histórias. foi a única avó que conheci. Os cheiros da casa, das comidas, os campos, as luzes de fim de tarde e princípio da manhã, a exigência, o autoritarismo, a religiosidade, o trabalho de campo, as mãos na terra, as cores, tudo o que me liga ao norte do país, aquela casa rural e aquele modo de vida rural me ligam a ela. Porque eu também sou aquilo tudo. As minhas origens estão ali.
Agora resta-nos acompanhar e aguardar. Não fazer planos. Viver o dia a dia e esperar por aquele dia que eu espero que seja breve. A minha despedida está feita. Agora resta-me deixá-la ir. Todos estão a ir. Somos cada vez menos e os que ficam estão cada vez mais velhinhos. Não consigo viver sem a ideia de morte presente na minha vida. Não consigo sossegar. Estou cada vez mais inquieta. A vida provoca-me e altera-me.

29 de abril de 2008

Hoje é dia de...

José Gonzaléz na Aula Magna...


27 de abril de 2008

Hoje é dia de...

Easy Stars All Stars na Aula Magna a tocar o "OK Computer" dos Radiohead em versão reggae e ska


23 de abril de 2008

Hoje é dia de...

Mão Morta na Culturgest

Maldoror por Mão Morta

Sábia Miranda

Li isto aqui e não resisti roubar para este blog. A isto chamo sabedoria! Grande Miranda!!Sábia Miranda!

"Smart, yes, sometimes cute, but never sexy. Sexy is the thing I try to get them to see me as after I win them over with my personality."

in "Sexo e a Cidade"
"Ler é sonhar pela mão de outrem."

Fernando Pessoa

Dia Mundial do Livro

Hoje é dia Mundial do Livro e há jornais a oferecer livros (aproveitem!, há eventos relacionados com o dia, como por exemplo a exposição no Palácio da Ajuda sobre José Saramago que se inaugura hoje.

Eu estou a ler este livro



E vocês, o que andam a ler?
"Quanto mais claro/ Vejo em mim, mais escuro é o que vejo./ Quanto mais compreendo/ Menos me sinto compreendido./ Ó horror paradoxal deste pensar... " Fernando Pessoa